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terça-feira, 1 de março de 2016

O roubo e final da Trailrock


Como disclaimer inicial, embora esteja conformado com o que se passou, é inevitável que tenha um piquinho de raiva quando escrevo sobre isto. Assim sendo, avisam-se os meus estimados leitores que abaixo virão atrocidades, palavras feias e muita mágoa. Se forem sensíveis a este tipo de coisas, aconselho que troquem de post, para bem da vosso estado mental. Muito obrigado pela compreensão.




















Daqui para baixo, o nível poderá descer bastante... É o meu ultimo aviso...


















Como deu para perceber pelos posts anteriores, a minha BTT foi roubada, sem dó nem piedade da estação de comboios na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro.
Não sei se por ironia do destino ou porque simplesmente tento encontrar explicações lógicas para tudo, existem alguns dados incomodativos sobre a data em que algum(s) FILHOS DA PUTA (com letra grande porque são-no na sua verdadeira essência e um F e um P não seriam suficientemente expressivos), decidiram roubar-me:
  • Era o último dia em que iria para a estação
  • Foi no dia em que recebi o kit elétrico
  • Foi no dia em que fechei a data de uma pedalada em Sintra com o pessoal que me acompanhei no noturno (old stuff)
  • Foi no dia em que a Trailrock fazia 6 meses
Ok, pode ser tudo coincidência e estar a ver o que quero ver. Mas com tudo o que se tem passado, parece que algo anda a "gozar" comigo, a dizer que tenho de abandonar tudo o que é transportes e andar a pé. Basicamente tudo o que é carro e bicicleta tem corrido mal. Vá... Ao menos não me posso queixar da saúde mas não vamos agoirar...
Mas voltando ao roubo propriamente dito... Vinha eu de Lisboa no comboio, num dia igual a tantos outros, cheguei a Cascais e dirigi-me ao parque onde sempre deixei a bike. Ao olhar para lá, estava vazio, sem nenhuma bicicleta. Infelizmente, é habitual a minha ser a única às horas que chego (não que seja tarde mas porque os restantes ciclistas saem mais cedo que eu do trabalho).
A minha reação inicial (e durante os dois minutos seguintes) foi de vazio e nausea. Senti exatamente o mesmo quando me partiram dois vidros do carro para me roubarem um telemóvel reles de 100€ (sim, era bem básico e nada vistoso).

Dei meia volta, fui para o centro da estação para falar com alguém responsável sobre o sucedido. Encontrei um senhor da CP (provavelmente revisor por andar com a maquineta de verificação de bilhetes) e expliquei-lhe o sucedido. Prontamente chamou o segurança da estação que veio ter comigo.
"Era a Berg verde e cinzenta?" - perguntou ele de imediato...
"Como sabe? Viu alguma coisa?" - veio a restea de esperança em que a tivessem roubado mas que os tivessem apanhado... Eu sabia que não ia acontecer mas agarrei-me com toda a força a essa ideia, não conseguisse eu "usar a força", tal e qual um Jedi, para mudar o desfecho dessa noite.
"Eu vi cadeados no chão, já tinha reparado na sua bicicleta e não estava cá. Eles andam em grupo, em vários grupos e é impossível eu estar em todo o lado... Mas infelizmente pensei logo nessa bicicleta..."

Falamos cerca de uma hora, sobre o que se passou, sobre outros casos que ocorreram lá e os seus desfechos. Houve dois casos em que apareceram mas é raro que tal coisa ocorra. Quando disse no post anterior que o segurança tinha sido prestável, estava mesmo a falar a sério. Fiquei com ele a prestar declarações para o relatório, dei os meus dados e ele disse que me contactaria caso tivesse alguma informação adicional para eu passar à Policia.
Lá fui para casa, com a nausea a aumentar. Sentia-me violado por ter trabalhado tanto para isto e no fim, um grupo de montes de merda sem escrúpulos, em plena luz do dia, atacam a propriedade de outros, sem qualquer tipo de remorsos... Não lhes desejo mal, apenas gostava que passassem pelo mesmo, que fossem roubados, provavelmente os seus orgãos, enquanto dormem, para terem a mesma sensação que eu tive ao saber que mesmo que volte, nunca será o mesmo, por andar a ser profanado algures num mercado negro por alguém que simplesmente não pôde ser sério e teve de tirar um bocado do que é a nossa vida por direito.

Jantei e fui ao posto da PSP de Cascais, com quem já tinha falado por telefone ainda na estação.
Apresentei a minha queixa, forneci todos os dados da bicicleta e os respetivos documentos que comprovavam que era minha.
Passei cerca de 45 minutos a falar com o Agente, depois de ter aguardar outros 45 minutos para que o senhor anterior apresentasse a sua queixa de alguma coisa.
Foram bastante prestáveis, explicaram-me os procedimentos e disseram-me para não ter muitas esperanças. Os roubos desta natureza raramente acabam bem. Mesmo que apareça, regra geral está em muito mau estado e alterada, com metade das peças...
Mas houve um impresso interessante que tive de assinar, sobre responsabilidade, caso possua informações novas sobre o processo. Basicamente a ideia é prevenir que caso eu descubra o Neandertal que me fez isto, não lhe desfaça o focinho no vidro mais próximo que encontrar, ou que lhe parta todos os dedos das mãos, depois de lhe arrancar as unhas, uma a uma, desinfeta-las com sal e temperadas com vinagre. Afinal de contas não sou nenhum animal selvagem que vai deixar feridas daquelas infetar...

Por mais Dantescas que estas ideias sejam, nunca seria capaz de as fazer. Mas o impresso é para prevenir estas coisas. Assim sendo, caríssimo restos de merda, estás protegido por um impresso que me proíbe de agir sem envolver a policia. Estás safo!

Mas sinceramente, reza a todos os santos que consigas que eu nunca te descubra. Porque o impresso não te protege de acidentes...

E com isto, com raiva, tristeza e muita mágoa, me despeço da Trailrock porque tenho a ideia que nunca a voltarei a ver. E como "olhos que não vêm, coração que não sente", não voltarei a escrever sobre isto... Excepto se houver alguma descoberta por parte da policia... Ou um acidente...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma visita de um velho (e inconveniente) amigo


Prior Velho... Um local que conhecia apenas de nome... Sabia que era uma das zonas que via quando olhava pela janela ao levantar voo na Portela. Mas nunca cá tinha vindo...
Desde dia 1 de Fevereiro que mudei de escritório e vim para esta zona. Desde essa altura que a Utopia foi descansar (desmontada) e que será (algures no tempo) recuperada e atualizada para a versão 0.4.

E o quê que tudo isto tem a ver com visitas inesperadas? Vamos por partes..

Lembram-se do problema no carro e os atrasos sucessivos no arranjo, incluindo um motor novo? Era bom que tivesse ficado resolvido... Na verdade até ficou mas um mal nunca vem só... É que o Murphy andou comigo na escola e gosta de me visitar de tempos a tempos. Não que tenha mal ser agradado com visitas inesperadas de velhos conhecidos que estiveram connosco nos piores momentos. Mau é quando sabemos que essas visitas significam problemas...

Se o motor ficou ok, agora é a admissão de ar. Pelo menos é o que eu acho (todo eu sou skill em mecânica de carros - NOT) e que provavelmente não faço ideia.
Posto isto, novo agendamento com a oficina, novo pedido de reboque para o transportar e novos custos não previstos a assombrarem os planos que tinha.

As consequências são imediatas! A Pikena volta a ir de transportes para o trabalho, eu tenho de atrasar o desenvolvimento da Utopia e tenho de voltar a ter passe pelo menos durante um mês.
Isto até que não me chatearia muito se estivesse a trabalhar no Oriente. Um mês de metro não era assim tão mau, depois de o ter feito por mais de quatro anos (menos o tempo que estive em Angola)... Estamos a falar do Prior Velho, já no concelho de Loures, onde não há metro e poucas alternativas de autocarro... Era a confirmação que pelo menos durante um mês tinha de fazer o trajeto integral do 781! Cais do Sodré <-> Prior Velho! Em dias bons, estou a referir-me a uns infernais 40 min num autocarro! Não me interpretem mal, sou totalmente adepto da sua existência mas depois de andarmos diariamente de bicicleta para o trabalho, todas as viagens em transportes públicos nos parecem "apertadas". E o pior é que em 2 semanas já tive três incidentes, totalmente distintos! Um dos dias o autocarro estava tão cheio que as pessoas não conseguiam entrar (muito menos fazer o trajeto em segurança), no outro ficamos sem porta frontal e o percurso terminou no Terreiro do Paço (tive de ir de taxi depois do atraso enorme que ja havia) e por ultimo (o que está a ocorrer enquanto escrevo isto), simplesmente vamos parar em St. Apolónia só porque sim... "Então e porque?" perguntei eu por não estar habituado a estes procedimentos... "É o que diz lá fora não é?" Foi a resposta que tive do motorista, com uma entoação de "Todos me devem e ninguém me paga!" Afinal de contas a questão é totalmente fora do âmbito do seu trabalho. São pagos apenas para nos levarem do ponto A ao ponto B, por um percurso pré-definido...
Não consegui responder... Não por me ter acanhado ou porque compreendi mas simplesmente por ter ficado chocado... Mas tudo bem, o senhor devia estar a ter um dia mau e não ia piora-lo. Reduzi-me à minha insignificância e fui para um lugar bem no fundo do autocarro para escrever isto no telemóvel, enquanto ouço a minha dose diária de synths, linhas de baixo e kicks ("ai musica, o que seria de mim se não fosses tu...")


Depois de tanto texto, ainda apenas estou no Braço de Prata...

Onde é que eu ia?! Ah! O Murphy! Esse grande maluco!

Estamos em Fevereiro... E tenho a noção que o tempo é suposto ser frio, chuvoso, etc. É Inverno, normal! Mas sinceramente... Já que não posso comprar o kit eléctrico até saber o valor do estrago (leia-se o que vou pagar na oficina), ao menos que possa avançar com a pintura da Utopia, com a limpeza do resto das peças e essas coisas que me ajudam a descomprimir... Mas não... "Bota mais chuva pa cima porque as formigas têm de se ir abrigar para o armário dispensa lá de casa... Mas olha... Com cumprimentos do Murphy!"

E cheguei a St. Apolónia... que trocar de autocarro e prosseguir com o trajeto, 10 min depois, após um atraso de 20 min no arranque do Prior Velho...

As formigas, minhas vizinhas do jardim, são umas porreiraças! São limpinhas, cumprem com as tarefas de comer as migalhas quando as sacudo da toalha para o jardim e vivemos em harmonia. Mas nesta altura do ano fritam a pipoca e lá tenho eu de me chatear, limpar os armários e enche-los de pesticida. Lindo e maravilhoso!

Mais de duas horas depois, lá consegui chegar a casa e concluiria o post na manhã seguinte...

Ficamos por aqui? Ainda não porque ao chegar a casa havia mais uma... Acabei por escrever quando fui para a cama - sempre a trocar os planos - enquanto a Pikena dormia e eu estava com o portátil no colo... Não podia esperar para publicar isto :)

"Mooooor... Estamos sem gás... Como fazemos amanhã para tomar banho?" Lá fui eu verificar se tínhamos alguma botija de reserva... Estava lá pimpona e reluzente à minha espera, aguardando impacientemente para a ligar...?

... preciso mesmo de responder ou já perceberam?

Lá fui eu, aceitando que o dito cujo Murphy tinha decidido passar o dia comigo, e que ia continuar a acompanhar-me durante a noite também, como aquele amigo incómodo que não sai da vossa casa depois de ter bebido demais, que fica chato e não percebe que são 3 da manhã de uma quarta-feira, quando têm de estar a pé passado 4 horas porque trabalham cedo...

Chegado à bomba de gasolina, depois de já ter aceite que não ia fazer nada do que tinha planeado, diz-me a senhora "Estamos em fase de jantares. Estou sozinha e tenho de esperar pelo meu colega para abrir os cadeados das botijas... Ele chega daqui a 15 minutos..." Nem disse nada, sorri e disse que esperaria esse tempo, como quem já estava a adivinhar que algo assim ia ocorrer...

Resumindo e baralhando, que isto já vai longo... Irão haver atrasos, passarei um mês inteiro a stressar com autocarros e a ver a Utopia esventrada sem poder fazer nada... Resta-me levar as coisas "numa boa" e pensar que a Primavera vem aí... E com ela as passeatas sem luzes, casacos ou impermeáveis... Melhores tempos virão... Até o velho (e inconveniente) amigo decidir voltar a fazer uma visita..

domingo, 18 de outubro de 2015

Efeito lata de sardinhas


Estou a passar uma daquelas semanas criticas a nível de trabalho.
Não param de chover pedidos, toda a equipa está muito atarefada e o tempo não estica.

Segunda-feira foi o único dia que consegui pedalar para Lisboa. Ando a dormir menos a cada noite que passa e não me sinto capaz de trazer a Utopia comigo. É certo que a usei todos os dias para ir e voltar da estação de comboio, mas isso não evita o caos do metro.

Com todas as pessoas de volta ao trabalho e as escolas a funcionar em pleno, volta o efeito lata de sardinhas. São os apertos e empurrões para entrar primeiro, é o não sair do pé da porta porque saem na paragem seguinte, impedindo as pessoas de passarem para todo o espaço livre que deixam nos corredores e a bela da boa disposição matinal, tão característica desta zona.
Andamos todos com demasiada pressa, sem paciência para nada, provavelmente afectados com a partida do Verão. Sim, o Outono deprime-me.

Pedalar deixa-nos mais felizes. É verdade e muitos estudos o comprovam. Agora que me habituei, voltar ao metro, mesmo que temporariamente, dá cabo de mim...
Por favor relaxem, parem de stressar com tudo! Não vale a pena, não vos leva a lado nenhum e muito menos vos vai aliviar. Stress gera ainda mais stress...

Estas palavras foram escritas à duas semanas atrás e não consegui publica-las. Hoje, mais que nunca, fazem todo o sentido. No quentinho do meu escritório, enquanto chove torrencialmente lá fora, num dos intervalos do trabalho que trouxe para casa, decidi admitir a tudo e todos que me libertei do metro. Sexta-feira, dia 16 de Outubro foi o dia de renovar o passe e pela primeira vez comprei apenas a ligação de Cascais-Lisboa da CP. O metro foi oficialmente posto de parte.

Agora, ou vou a pedalar até ao trabalho ou vou a pé... Claro que posso sempre comprar um título de uma viagem mas espero não fazê-lo... Daqui a um mês irei dizer quantas vezes o tive de fazer...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Já me andava a controlar há demasiado tempo... Hoje é o dia!


Vamos lá por aqui um pouco de revolta, temperada com indignação e uma pitada de irritação...
Se há coisa que me deixa fora de mim são as greves de transportes. Principalmente do Metro de Lisboa.
Antes que possa ser acusado de estar contra os direitos dos trabalhadores, ou que sou um insensível ou o que quiserem achar, digo o seguinte para os senhores do ML, sem qualquer tipo de filtro (as minhas desculpas pelo mau Português):

Vão todos para a MERDA!

Sim, merda em maiúsculas porque mereciam que fossem nadar numa piscina dela, bem grande e profunda, para se afogarem lá!
Agora sim, já estão no vosso direito de dizer que sou uma besta. Agora têm razões para isso.

Ok, já me acalmei... E porquê que falo disto? Vamos voltar um pouco atrás no tempo...
Nem sempre andei de bike em Lisboa. Isto é novo para mim. Antes, por muitas vezes, fui obrigado a trocar o meu trajecto habitual de transportes (CP + Metro) por alternativas menos decentes. Quando não havia metro, tinha de pagar um bilhete único de autocarro, apanhar o belo do 728 e seguir em modo lata de sardinhas do Cais do Sodré até ao Oriente.
O caso pior são as greves da CP. Nestas, transportes não eram uma possibilidade porque não existe nenhuma alternativa de Cascais para Lisboa, ou no sentido inverso. Lá tinha eu de sair de casa as 7:00 para bater o trânsito que aumenta drasticamente. Afinal de contas, sou apenas um dos milhares de utentes da linha de Cascais.

Nas actuais greves da CP, continuo sem grandes hipóteses... Fazer mais ou menos 40 km de casa ao trabalho mais 40 de volta numa bicicleta, ainda é puxado demais para o meu nível de skill (quem sabe um dia...). O carro continua a ser a única hipótese.
Quanto às greves de Metro, o caso muda de figura. Desde que comecei a pedalar, não sei o que é o efeito calor humano de um autocarro. Trago simplesmente a Torah comigo no comboio como faria em qualquer outro dia que a Pikena tivesse de ir para a faculdade.

"Mas se assim é porquê que estás tão chateado com a greve?!", perguntam vocês com todo o vosso direito e lógica.
A razão é bastante simples. Na verdade não é uma mas VÁRIAS razões:

  • Eu pago por um serviço. Esse serviço tem algumas condições. Uma delas é a utilização ilimitada dos transportes da linha de Cascais da CP e outra é a utilização ilimitada dos transportes da coroa L da linha de Metro.
  • Não é lá muito simpático ter de remarcar alguma coisa ou deixar de transportar algum objecto maior porque há greve e não o conseguir transportar na Torah.
  • A greve é um direito e sou totalmente a favor. Mas o que é um direito, quando banalizado da forma vergonhosa que se está a fazer com o ML, deixa de ser direito e passa a ser "gostar de não fazer nada" ou o simples - lá vai sair asneirada novamente - "foder o utente". Estamos a falar de uma greve por semana!

No meio disto tudo, há ainda algo que me choca mais. Este episódio aconteceu à minha frente, da ultima vez que usei o 728 em dia de greve:
Com a prática das greves, deixei de apanhar o 728 no Cais do Sodré mas sim em Alcântara. Como chegou a acontecer comigo - e com muitos utentes - por não conseguir entrar no autocarro no Cais por estar tão cheio, passei a fazê-lo umas paragens antes, onde o comboio também pára.
Certo dia, ia eu em modo ZIP (ou RAR) junto à porta de saída do bus, metade das pessoas não conseguiram entrar no Cais (já estava tudo cheio). O mesmo continuou durante umas boas paragens, em que o motorista nem abria a porta da frente. Apenas parava para que saíssem pessoas.
Penso que estávamos na zona de Xabregas quando numa paragem estava um senhor de alguma idade de cadeira de rodas. Perguntou ao motorista se dava para entrar, ao qual obteve a resposta "Por questões de segurança, não é possível uma vez que o autocarro está muito cheio". O senhor, conformado, respondeu: "É o quinto que passa onde não consigo entrar. Siga lá que hei de ter mais sorte no próximo".

Estas são as coisas que me fazem ficar fora de mim! Eu, como tantos outros, estamos a "tirar o lugar" a pessoas que fazem aquele trajeto diariamente. Claro que nem eu nem ou outros temos culpa. O serviço é público e acessível a todos (pelo menos deveria de ser). A culpa é única e exclusivamente dos senhores que acham que podem brincar com o trabalho e a vida de terceiros.

Mais um detalhe interessante e irónico: Na última greve, reparei nesta publicidade dos transportes de Lisboa. Não pude deixar de tirar uma foto dado o dia que era:



Sim, agora ando de bike em Lisboa. Sim, agora as greves "não me afetam" (no fundo afetam sempre), sim agora não estou a ocupar lugares no 728. Mas não é por isso que a indignação desaparece...

Uma coisa é certa... Nestes dias, o "trânsito" na ciclovia entre o Cais e o Oriente, aumenta bastante... Parece que não sou o único...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

So, it begins...

Primeiro post... O que deverá isto conter... Algo que explique o que é este blog...? Algo que explique como eu sou...?

Penso que seja isso... Então aqui vai:


Quem sou eu?
Nada mais do que um entusiasta de muitas coisas. E quando digo muitas, são muitas mesmo!
Sou natural de Cascais, onde vivo até hoje (com excepção dos três anos que estudei na terra do "Choco Frite"), amante de musica (sou DJ e produtor), curioso de vinhos (sou ainda um principiante com muito pouco conhecimento) e trabalho com computadores...
Tenho uma forma peculiar (não por isso decente) de me exprimir e escrever. Tenho tendência a fugir ao assunto e perder-me em linhas paralelas de raciocínio. Mau feitio está sempre presente mas nunca por isso pretendo ofender ninguém. Assim sendo, peço já desculpas por qualquer entrada "psicótica" que possa surgir...

Sou no mínimo uma pessoa estranha... Mas no fundo, quem não é?


O que pretendo fazer por aqui?
A conselho de um colega com quem tenho partilhado as minhas experiências sobre rodas (Obrigado P.C.!), estou aqui para deixar o registo daquilo que tem sido a minha mudança em estilo de vida desde que comecei a pedalar e entrei no mundo do ciclismo urbano. Sei que não estou sozinho e que mais pessoas estão (estiveram ou irão estar) no mesmo lugar que eu. Acho que é positivo partilhar a experiência porque a partilha de ideias (boas e más) é sempre bem-vinda!


Quais os meus objectivos?
Tantos mas tantos... Mas isso agora não interessa... Ao longo do tempo eles irão aparecendo :)
No inicio irei fazer alguma recuperação de histórico de como tudo começou, por onde passei, o que estou a fazer e onde pretendo chegar...


Porquê Vinhos sobre Rodas?
Como disse acima, sou um amante de vinhos e pretendo dar a conhecer a minha experiência no mundo das bicicletas... Achei por bem usar dois dos meus hobies no nome embora não pretenda falar apenas destes dois (o tempo dirá).
Curiosamente, o P.C. também partilha da mesma paixão por vinhos que eu tenho... Como tal, achei que seria uma ideia gira e como uma forma de agradecer a ideia.



DISCLAIMER:

Antes que me acusem de não estar em concordância com o novo acordo ortográfico, deixo BEM CLARO (!) que não o vou utilizar... Não pretendo por isto ser um "revoltadinho" ou algo do género mas simplesmente faz-me alguma impressão escrever de forma diferente da que aprendi... Quem sabe se numa próxima "encarnação" já o conseguirei fazer :)



Vê-mo-nos por aí...