Mostrar mensagens com a etiqueta Torah. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Torah. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Não esquecida mas ultrapassada


Quando tudo isto começou, andava com a Torah, a primeira bicicleta que usei nas minhas aventuras sobre rodas.
Usava-a para ir para a estação de comboios, depois para trabalho em Lisboa (quando ganhei a coragem) e ainda para ir para a serra passear. Uma bicicleta dava para tudo!
Por inúmeras razões que já enumerei nas mensagens anteriores, esta aproximação não era eficiente nem confortável. Decidi que duas bicicletas distintas era o caminho, em que uma seria para a cidade e outra para o BTT (respectivamente Utopia e Trailrock).
Passados poucos meses desde que acabei a Utopia, atingi um marco interessante a nível estatístico. Em pouco menos de dois meses de utilização (iniciei com ela a dia 21 de Setembro), ultrapassei apenas em cidade todos os km que fiz com a Torah! Isto não tendo em conta a distância que também fiz com a Trailrock...



É bom ver progresso e é bom ver evolução. Em menos de dois meses fiz mais km do que tinha feito nos meus seis primeiros!
Acaba por ser irónico estar a escrever isto na ida para o trabalho, num dia em que as rodas ficaram na estação de Cascais... Venho quase todos os dias com ela... Ela também precisa de descanso de vez em quando :)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Novo projecto! Ou será que não...?


Para explicar ao que me proponho com este "novo" projecto, tenho primeiro de explicar uma pontas soltas que deixei nos últimos posts...


Q. Afinal que raio se passou com a Torah?


R. Esta é a pergunta mais óbvia a fazer. E a explicação é bastante lógica. Como indiquei antes, pensei bastante durante as férias sobre o que fazer e como avançar com os diversos projectos. A parte de Offroad já foi explicada. O que mudou com a Torah foi ter pensado que fazia mais sentido dá-la ao meu pai do que altera-la para eléctrica. As vantagens eram imensas e nunca me tinha apercebido disso! Venham de lá os famosos tópicos que uso a toda a hora:
  • Dar o que posso a alguém que precisa - Algures no inicio deste blog, expliquei a situação laboral do meu Pai e o quanto ele gosta de pedalar. Falei também da sua velha bike, sem suspensão, com muitas folgas e pintura a pincel para evitar a ferrugem.
    O correto a fazer era oferecer-lhe a Torah! E aqui está a explicação de continuar a vê-la todos os dias. Sempre que vou andar com ele, lá está a Torah em todo o seu esplendor, a servir o propósito para o qual foi criada (não por mim mas pelos fabricantes da Berg): Estar fora da estrada...
  • Alterações técnicas mais complexas - Modificar a Torah para eléctrica iria dar-me umas quantas dores de cabeça que não tinha previsto inicialmente:
    • Travões de disco vs. Motor eléctrico - Os motores que ando a ver, aplicam-se a uma das rodas, passando o eixo da jante, o motor. Todas as alterações que pesquisei, envolvem V-Brakes. Não digo que não fosse possível mas decerto que seria mais complicado. Adicionalmente, caso quisesse passar para V-Brakes, o quadro da Torah não estava preparado. Qualquer uma das saídas ia ser difícil...
    • Peso já elevado - Só o quadro pesa muito. Mais os pneus, mudanças, travões e todos os acessórios necessários para a cidade iam pô-la muito pesada. Isto era exequível quando não tinha um motor, controlador e bateria. Já estão a imaginar eu a pedir ajuda para entrar e sair do comboio porque tenho um monstro de 30 kg?! Pois... Se calhar não era boa ideia.
    • Quadro demasiado largo - Um quadro robusto é das melhores coisas que se pode pedir. Mas o da Torah é demasiado robusto! Para além da parte óbvia do peso, na cidade não tenho necessidade de andar com um "bicho" que foi feito para levar pancada da grossa.
    • Adaptabilidade aos acessórios citadinos - Quando uma coisa não é criada com um determinado intuito, sirvo-me sempre da criatividade e algum engenho para dar a volta à situação. Mas isso tem o seu preço! Pode ser em estabilidade, peso ou mesmo design.

Q. Posto isto vais deixar o projecto cair por terra?


R. NÃO!! Nem pensar! O projecto da bicicleta eléctrica é uma das principais razões para a existência do VinhoSobreRodas! Se deixasse de existir, provavelmente aconteceria o mesmo ao blog... Acabava!

Q. Então como vais fazer? Como vais fazer o projecto andar?


R. No meio destas trocas e baldrocas sobrou uma bike não foi? Pois é! Será ela o meu objecto de estudo para as próximas semanas, a minha tela em branco e o meu passatempo!

Q. Como é que ela é? Em que estado está? Mostra mostra!


R. Apenas vou mostrar como estava antes de lhe mexer. Como era antes de passar para as minhas mãos. O trabalho que estou a desenvolver será gradualmente publicado, conforme o vá fazendo...
Proximamente, hei de por o meu plano de "implementação" "em cima da mesa" (leia-se num novo post). A única coisa que posso adiantar para já é que se vai chamar Utopia...


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Porque depois da tempestade vem a bonanca


E será que era justo eu andar com tanta coisa sobre rodas e cenas e o camandro e depois acabava com tudo de um dia para o outro?

Antes que pensem que o dia das mentiras alterou a sua data, tudo o que disse no post anterior é verdade! A Torah já não me pertence. No entanto, irei continuar a vê-la todos os dias :)

Então mas que raio de confusão é esta??!! Vamos lá iniciar os esclarecimentos: 

Quando estive de férias, pensei bastante em como seria a forma mais eficiente de alocação de recursos (leia-se bicicletas) para as necessidades que tenho. Já se tinha tornado claro que apenas uma bike não era o suficiente para satisfazer as minhas necessidades urbanas e de offroad (daí existirem os Projectos Offroad e E-Torah). Isto já tinha dito antes portanto não é novidade. Então o quê que mudou?

Este fim de semana, mais precisamente no sábado, fartei-me de esperar. Estava na altura de fazer o upgrade e por em curso o projecto Offroad...

Portanto (soem os tambores...), ei-la:


Esta é a Trailrock 50, a minha aposta para o projecto Offroad. De toda a pesquisa que fiz e dentro do budget que tinha, foi a melhor opção. Comprei-a nova, na Sport Zone (link).

Algumas das razões para a minha escolha:

  • Travões hidráulicos: Se há coisa onde a diferença é notória, é no momento da travagem. Tanto para estrada como para terra, a resposta é genial. Precisos e eficientes!
  • Suspensão mais longa: Novamente, entre a nova e a antiga a única semelhança é ambas serem suspensões. Tudo o resto é pura coincidência.
  • Roda 27,5: Depois de ter experimentado uma bicicleta com a roda maior, notei a diferença tanto em velocidade como em esforço despendido. 29 não seria uma hipótese porque sou baixinho :)
  • Peso: No total, pesa 14.2 kg, bem menos que a antiga Torah. A passar portões e correntes com ela às costas, toda a redução é bem vinda!
  • Preço: De todas as que vi, sem dúvida nenhuma que tem uma excelente relação qualidade preço. Claro que há melhores, mais caras e mais bonitas mas tinha de ter em conta o tipo de utilização que iria ter. Não sou nenhum profissional e por isso não se justifica ter algo de nivel superior em função de preços astronómicos.

Um pouco de slide show :)








O senhor muito simpático da loja (not), que entendia mesmo muito do assunto (not), fez o favor de a afinar toda e mais valia te-la deixado quieta porque não havia um único parafuso apertado decentemente nem uma mudança que entrasse correctamente. Quando cheguei a casa, lá fui eu pô-la no ponto...

sábado, 29 de agosto de 2015

O adeus...


Embora sempre soubesse que o dia viria, por mais que saiba que é melhor assim, por mais que diga que não, custa sempre...




Hoje, Sábado, dia 28 de Agosto de 2015, despeço-me de ti, com alguma tristeza mas com muito orgulho!











Tenho a agradecer-te o apoio, o estares sempre comigo, nunca me teres deixado mal, nunca teres tido um furo e por me teres carregado ás costas todo este tempo...









Agradeço-te pelos 671,7 km que fizemos juntos (sim, sei a este nível porque sempre tive o cuidado de os marcar com o Strava).












Foste uma excelente companhia, embora "rezingoza" algumas vezes mas nunca deixaste de puxar por mim. Tratei-te com todo o carinho que me foi possível e mesmo estando a preparar o meu casamento, nunca deixei de te dar atenção.










Pelo nosso trajecto juntos, tiveste alguns problemas de saúde que, felizmente foram bem tratados e tenho a consciência tranquila de que fiz tudo o que podia por ti.












Ultrapassamos juntos muitos obstáculos, desde subidas íngremes a dias inteiros de chuva, de ciclovias em Lisboa a passeios nocturnos por Sintra.











Mas este dia era inevitável.... Faço-o de cabeça erguida e tranquilo de que fomos o melhor possível um para o outro. Sei que será diferente daqui para a frente mas que terás sempre um lugar na minha memória (e do Strava também)...Sei que vais para um sitio melhor, onde serás igualmente bem tratada, por alguém que te irá estimar muito.


Por isto tudo, muito obrigado! Adeus... Foi um prazer pedalar contigo!

Entrego-te como te recebi, sem apetrechos e sem ar citadino. Mereces essa última honra!


DISCLAIMER: Apenas para garantir que não firo susceptibilidades, não! Isto não é uma carta de amor ou algo assim! É apenas a minha forma de me exprimir que pode soar parva ou ridícula. Tenho o mau hábito de personificar todos os meus veículos e a Torah não seria uma excepção. Por essa razão, achei que seria adequado fazer um post sobre o último dia que estivemos juntos :)

NOTA: Aproveito este post para dizer que o projeto E-Torah também já não se poderá realizar.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ride to work


Dadas as férias da semana passada e dias em que fui "obrigado a levar o carro" para o emprego (vida de consultor tem destas coisas), há cerca de duas semanas que não ia com a Torah para o trabalho.

Como hoje é dia da Pikena ir para a universidade, aproveitei o bom tempo anunciado para queimar mais umas calorias e principalmente para desanuviar a cabeça do stress em que tenho andado por causa do trabalho.


7:30, estou eu a por a bike no comboio da linha de Cascais... Aproveito o tempo de viagem para escrever este post e para pensar um pouco naquilo que foram as minhas contas iniciais quando me meti nisto...

No post A bike propriamente dita - Apresentação da Torah!, tinha mostrado estas contas:

Total por dia - 4Km (para os dias em que a iria usar)
Total por semana - 8Km
Total por mês - 32Km
Total por ano - 320Km (supondo que há um mês de férias e alguns dias em que "não apetece")


Nesta altura, supondo que faço pelo menos um dia de semana para Lisboa e uma volta ao fim de semana (mais ou menos), as contas ficam um pouco diferentes:

Total por dia - 22Km (para os dias em que a iria usar em Lisboa)
Total por fim de semana - 25Km ( é mais ou menos isto que costumamos fazer)
Total por semana - 47 Km
Total por mês - 188Km
Total por ano - 940Km (supondo que há um mês de férias e alguns dias em que "não apetece". A conta foi feita com 5 meses, de Julho para a frente)


Com a alteração dos meus hábitos, comparando o que previ no inicio para o que faço agora, num dia faço quase tanto como pensava que ia fazer num mês!


domingo, 14 de junho de 2015

45K! E chuva, muita chuva...


Penso que foi mais ou menos à um mês atrás que comecei a combinar uma pedalada com mais pessoas do que o habitual. O objetivo era passarmos todo o dia pela serra até concluirmos 50 Km.
Ao longo do mês contactei todas as pessoas que poderiam estar interessadas e quando chegou a altura, com mais ou menos confirmações, éramos cinco.

No primeiro ponto de encontro, eu e o meu Pai, juntamo-nos a mais dois (um deles era o Cunhado, o outro era um amigo que nunca tinha pedalado connosco, doravante conhecido como S.S. ... )
Ainda quando aguardávamos a sua chegada, começou a cair um belo aguaceiro, que nos ameaçava e dizia "Querem mesmo prosseguir? Não seria melhor voltarem para casa para o quentinho?"
Bebemos o famoso café da praxe antes das pedaladas e seguimos rumo a Alcabideche onde nos juntaríamos ao quinto elemento que era também estreante nas nossas pedaladas (o Jack Lupin). Ele tinha-me enviado a seguinte SMS que passo a citar:

"Bom dia João!! Só para confirmar, apesar das condições metrológicas, é para seguir caminho, ou fica o passeio cancelado? Abraço"

A minha resposta foi:

"É para seguir :) Nós já tamos na Amoreira e estaremos no largo às 9:00. Se é para ser duro, é duro a sério! Ahahah Até já"

Mal sabia eu o que nos estava reservado...

Começamos a desbravar terreno em direção à serra e o tempo (embora já tivesse parado de chover) ameaçava desabar sobre nós, sem dó nem piedade, por termos ignorado os prévios avisos de tempestade que se avizinhavam... Íamos com cerca de 10 km já completados quando "all hell broke loose" sobre as nossas cabeças. Choveu, choveu, choveu e quando pensávamos que não era possível as coisas piorarem, começou a chover mais ainda...

Paramos quando nos conseguimos abrigar debaixo de uma árvore, para fazermos algumas adaptações. Voltar não era nesta altura uma hipótese porque já estávamos a mais de meio da subida e tínhamos fé de que o tempo iria melhorar. Afinal de contas, as previsões apontavam para chuva apenas no final do dia de Sábado e Domingo durante todo o dia. Era nesta altura Sábado de manhã. Não queríamos de todo cancelar algo com um mês de preparação, mesmo já estando totalmente encharcados da cabeça aos pés... Afinal de contas, como estávamos encharcados, o melhor era mesmo prosseguirmos a pedalar para nos mantermos quentes para não corrermos riscos de ficarmos doentes.
Quem tinha óculos guardou-os na mala, quem tinha mochilas decidiu por uns sacos a protege-las (tínhamos os nossos almoços lá dentro e comer pão molhado não é lá muito agradável), telemóveis e gadgets foram arrumados...

Como a chuva não dava sinais de abrandar, prosseguimos caminho, pelos trilhos de saibro que nesta altura já acusavam (e bem!) a chuva que tinha caído a montante. Os regos de água presentes na estrada tinham cada vez mais caudal e que remédio tínhamos nos em atravessá-los. Afinal de contas, molhados já estávamos e não poderia piorar mais...
Mas tínhamos uma ideia! Eu conferenciei com o meu Pai, conhecedor inato destes trilhos, que me indicou que existia uma casa abandonada uns quilómetros acima. Não tinha a certeza se teria ainda algum telhado mas que era uma possível hipótese de nos abrigarmos... Até lá, nenhum abrigo iria existir.

Esta é a altura em que posso dizer o quão estúpido fui por não ter levado o meu casaco impermeável. Como nota futura, irei sempre leva-lo a partir de agora, porque é leve e nunca sabemos quando o tempo pode mudar... Neste campo, não torno a ser enganado :)

Encontramos a casa, 3 km a frente, depois de estar sempre a subir por trilhos de cabras, sempre fustigados pela chuva que não parava de aumentar de intensidade...
Para nossa sorte, a casa, totalmente destruída pela natureza que colocou árvores e vegetação naquilo que outrora foram divisões, ainda tinha uma zona em que era possível abrigar-nos. Era uma parte da placa que outrora fora o primeiro andar, servia-nos agora de tecto sobre em tromba de água que continuava sem parar. Deixamos as bikes dentro do recinto da casa, mas à chuva, uma vez que o espaço era pequeno para nos abrigar aos cinco.

Parados, decidimos recarregar baterias, fazendo um pequeno lanche e torcendo a nossa roupa que estava totalmente encharcada.

Assim que paramos, a temperatura começou a descer. Fiquei preocupado com isso e dei a ideia de acendermos uma pequena fogueira para nos aquecermos e tentarmos secar as nossas roupas. A lenha caída a nossa volta estava molhada e fazer fogo nessas circunstâncias iria ser um desafio. Benditos lenços de papel que levo sempre na mala! Conseguimos fazer lume e fica o registo do momento:

Os meninos à volta da fogueira (para todos os efeitos legais, não estamos a queimar a camisola do Benfica... Era mesmo para a secar :) )
Tudo o que pudemos secar, foi seco... Até o capacete!

Depois de secarmos as nossas t-shirts, decidimos aproveitar o lume para secar tudo o que podíamos como as luvas, as capas dos bancos e até mesmo as mochilas. Estivemos cerca de uma hora parados na casa antes que parasse de chover.

Mais secos e com a moral em cima (uma fogueira tem sempre esse efeito), apagamos bem o fogo (se há coisa que tenho pânico é de deixar fogo mal apagado) e prosseguimos caminho. Teríamos cerca de 3 Km de estrada alcatroada até chegarmos ao próximo trilho de terra que queríamos seguir. Novamente, as coisas não correram da melhor forma...

2 Km após o reinicio da pedalada, com a estrada totalmente encharcada, estávamos a fazer uma pequena descida quando, num S na estrada, o S.S. perdeu o controlo da sua bike (o Gingarelho do Cunhado que apresentei à uns posts atrás) e caiu à minha frente. Pelo que falamos depois, como não estava habituado a ela e porque apareceu um carro, travou demais, perdeu o controlo e foi ao chão... Apressamo-nos a ir ao seu encontro e vermos como estava. Ficou com o ombro, anca e joelho esquerdo esfolado. Para além do arder horrível de uma queimadura em alcatrão, poderia ter sido muito pior. Principalmente porque apanhou um carro de frente e poderia ter ficado debaixo dele...
Garantimos que estava tudo OK (dentro do possível), falamos que não vale a pena irmos rápido demais e que o mais importante é ninguém se aleijar...
O Gingarelho, sem dúvida que não estava nas melhores condições. Para piorar, a skill do S.S., por melhor que seja, não se aplica quando estamos parados há algum tempo (o que é verdade). Prosseguimos em marcha mais lenta a partir daí por mais dois km. Fui ao lado do S.S., atrás do resto do grupo até que ele me diz que não se sente bem e que o ombro lhe dói mais do que uma simples pancada... Fiquei preocupado e chamei o resto do grupo... Decidimos parar a pedalada por aí e iríamos para casa para que ele desse uma olhada a sério para a queda e as suas mazelas... O mais importante, é nunca deixarmos alguém para trás! Decidimos deixar o plano cair por terra e seguimos para baixo, em direção a casa.

Decidimos deixa-lo em casa e seguiríamos viagem, novamente, da parte da tarde, para a serra. Basicamente iríamos "dobrar" as subidas já que tínhamos combinado fazer isso durante todo o dia.

Depois de baterias recarregadas, pusemos novamente as malas às costas (eu não porque tenho porta bagagens :) ) e subimos novamente a serra para o take 2. Desta vez éramos apenas quatro visto que o S.S. tinha ido para o Hospital confirmar se estava tudo OK.

Passeamos durante a tarde, subimos, descemos e fizemos a paragem final na Barragem do Rio da Mula:

Não é a Torah mas sim o novo brinquedo do Cunhado (a TrailRock 50)
Da esquerda para a direita: O Jack Lupin, o Pai e o Cunhado. Lá ao fundo, encostada à árvore, está a Torah.

Depois de chegarmos a casa, o balanço final do dia foram 45K. Existe uma parte do mapa onde perdi o sinal GPS e o Strava, como "amigo" que é, decidiu marcar uma linha reta entre o ponto em que o perdi e ganhei novamente. Penso que se não o tivesse perdido, o trajeto total do dia tinha chegado aos 50k (era o meu objetivo)... Mas não faz mal...



Apenas como nota final, depois de chegar a casa durante a tarde, tivemos noticias do S.S. O que pareceu uma queda "inofensiva", resultou numa fratura do ombro. Terá agora de estar em casa durante 3 semanas, em repouso absoluto. Se não for ao lugar, terá de levar um parafuso :(
Esperemos que ele recupere a 100% e que queira voltar novamente a juntar-se a nós num futuro próximo...

Desta forma, depois do nosso primeiro infortúnio, deixo os seguintes alertas:
  • Não andem mais rápido do que devem e que podem;
  • Tenham sempre a vossa bike nas melhores condições possíveis;
  • Andem sempre com um kit básico de primeiros socorros (não o tínhamos mas a partir de agora passa a ser algo obrigatório nas nossas pedaladas);
  • Cuidados redobrados quando andam com piso molhado!

O Jack, o outro principiante que estava connosco (de principiante tem apenas o facto de nunca ter ido connosco antes porque de resto, aguenta bem mais que eu!), ficou fã e vai começar a ir de forma regular... Já conseguimos "contagiar" mais um!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diferentes visões, uma realidade...


10 de Junho, dia de Portugal, feriado nacional... Como passei a manhã? A pedalar claro está :)

Era também dia da Marginal sem carros. A ideia inicial, era as Senhoras da família (leia-se a Pikena, a Irmã e a Mãe) irem de carro até Carcavelos e andarem até Santo Amaro de Oeiras onde iria haver algo tipo aula de ginásio. Os "Gajos" (leia-se o Pai, o Cunhado e Eu), iríamos a pedalar desde casa e encontravamo-nos algures pelo caminho.

A ideia até que era interessante, excepto um pequeno (grande) detalhe...
Sou totalmente a favor destas iniciativas mas não gosto propriamente de participar nelas... Porquê? Porque devido a segurança, penso que não é propriamente boa ideia juntar as "famílias felizes" (leia-se os casais que levam os filhos de trotinete e nos seus pequenos triciclos) e ciclistas. Volto a dizer que totalmente a favor destas iniciativas ok? Simplesmente, para evitar algum acidente em que "atropelo" alguém por me estar a desviar de outra pessoa, não me meto lá no meio. Além disso, um dia espero vir a ter a minha própria "Família Feliz" e não gostaria mesmo nada de ser abalroado no meio da confusão...

Solução: Ir para outro lado onde desse para andar de bike e acompanhar ao mesmo tempo as senhoras que se juntariam a nós. Escolha de local: O Parque do Pisão na Serra de Sintra.

So far, so good!

O pessoal de bike arrancou às 8:00 de casa, para dar mais que tempo de chegar ao local. Depois disso, às 9:00, elas arrancariam de carro ao nosso encontro. E foi aqui que as coisas começaram a correr de forma estranha...

Já estávamos nós na barragem do Rio da Mula quando o meu telemóvel toca. No caminho até ao nosso encontro, a minha Irmã meteu a roda numa berma e furou um pneu. Estava a cerca de 3 Km de nós e separava-nos uma subida irritantemente longa. Metemo-nos de imediato ao caminho como "Cavaleiros" a trote! Mas de Bike... Seremos nós a versão contemporânea dos cavaleiros de outrora? Bahhh... Isso agora não interessa nada :)

Lá chegamos e ajudamos a trocar o pneu... Felizmente não houve direito a saídas de estrada, acidentes ou alguém ferido. Foi apenas um susto (e a conta de o trocar nos dias seguintes...).

Combinamos o ponto de encontro onde iriam estacionar o carro e lá seguimos os nossos caminhos separados até lá. Foi um percurso novo para mim, bastante acidentado mas fantástico para qualquer amante de BTT.

Apenas um pequeno aparte que será relevante mais á frente: Enquanto estávamos a subir para a barragem, vimos muitos, mas mesmo muitos carros estacionados á beira da estrada. Quando chegamos ao topo, percebemos o porquê (pela imagem penso que dá para ter a ideia de quantos carros estariam estacionados e seriam necessários para transportar todas estas pessoas...):


Fizemos a nossa progressão de forma lenta, acompanhando-as durante a hora seguinte.

Hora de nos separarmos: Elas seguiram o seu caminho até ao carro e nós seguimos para casa (era esse o ponto de encontro para de seguida irmos ter um belo repasto).
Cerca de 6 km depois, quase em casa, toca novamente o telemóvel... Mas desta vez não era um furo... Era o carro que tinha sido trancado por outro que achou que era dono e senhor da situação e que poderia estacionar a sua viatura de forma que os outros não pudessem sair...

Lá tivemos nós de voltar... Desta vez já de carro... Até chegarmos, tinham passado cerca de 30 min. Quando chegamos ao carro, vimos que não estava trancado por um mas sim por dois jipes...
Estavam lá já quatro pessoas a "guardar" a situação porque tinha todas as condições para correr mal. Houve discussão, palavras acesas mas no fundo algum bom senso (por mim não tinha havido mas isto sou eu que tenho mau feitio...)
A "Miss Dondoca", dona de um dos jipes, voltou, depois de ter terminado a sua caminhada (fazia parte da organização do enorme grupo da foto de cima), na maior das calmas, pediu desculpa com ar de quem não tivesse feito nada de mal. Disse-lhe umas belas verdades - que não vou detalhar - e lá tirou o carro... O dono do segundo jipe - estava a trancar o nosso e foi trancado pela Miss - já lá estava a cerca de uma hora...

Com isto tudo, teve-se de esperar cerca de duas horas desde o tempo que as meninas chegaram ao carro e a "Miss Dondoca" o viesse tirar, só porque estava algures numa caminhada...

Nota futura: Se não têm a certeza absoluta de quem é um carro, não o impossibilitem de sair... Desta vez, correu-lhe bem. Mas podia ter chegado, deparar com alguns vidros partidos ou os pneus furados... Posso ter mau feitio mas decerto que há pessoas bem piores que eu...


Coisas menos boas à parte, fica o percurso:


E agora vocês questionam-se: "Por que raio de carga d'agua deste o nome Diferentes visões, uma realidade... a este post? "
Simples :) Esta foi a minha visão... Ao chegar a casa, a Pikena pôs-se na blogosfera a retratar a experiência de passear na Serra... Acho que a visão foi bem diferente. Podem consultar AQUI.

É tão "castiço" que os mesmos acontecimentos tenham interpretações tão diferentes em função de quem as expêriencia :)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Serra de Sintra - Take 2


E pela segunda vez, juntei-me com o meu Pai e fomos pedalar até à Serra.
Desta vez, como não estávamos limitados de tempo, decidimos fazer mais uns quilómetros e uns trilhos com subidas mais exigentes:



Aproveitei também para testar o meu novo suporte para o telemóvel, tanto em estabilidade sobre terreno acidentado como para usar a câmara traseira. Não tenho propriamente o telemóvel com as melhores specs do mercado mas penso que dá para o que se pretende... Abaixo um dos vídeos que fiz: 

Para além de tremido (como seria de esperar), fixei o suporte numa posição em que se vê mais a roda do que o caminho à minha frente. Nada que me tenha admirado pois quando o montei, apenas me preocupei no ângulo para quando estou sentado e não para fazer filmes.

Entretanto já corrigi a situação e hei de testar em breve o novo ângulo.

domingo, 31 de maio de 2015

A primeira ida à Serra de Sintra


Pela primeira vez desde que me tinha iniciado nas pedaladas, chateei o meu Pai e o meu cunhado para darmos uma pedalada no ambiente que mais me atrai!
Andar por Cascais e Lisboa foram as forças de circunstância e são interessantes... Mas andar fora de estrada é que realmente me atrai. Como já tinha as condições necessárias para o efeito, combinamos ir bem cedo.

O ponto de encontro foi às 8:00 em minha casa de onde seguimos a pedalar até à serra. Até lá, o caminho é maioritariamente a subir, apenas com uma descida de quase 2km para o vale do pisão.
As subidas, longas e sempre com piso irregular, custam a fazer mas notei algo interessante. Habituado a fazer voltas por Lisboa sozinho, vi a diferença de ir com mais pessoas. Tudo se torna mais fácil, puxamos uns pelos outros e o tempo passa a voar!
Em altura alguma estávamos a avançar com pressas. Fizemos a uma velocidade lenta mas confortável para todos.

A parte final é a melhor... Depois de tanto subir, tínhamos de acabar por descer... E em "offroad mode", a adrenalina sobe ao máximo! Descidas rápidas, o pó no ar da nossa passagem, o ir sempre em pé pelos buracos que apanhamos, a atenção constante para noa mantermos em cima da bike, a tensão nos músculos, o vento na cara... Lindo!

O percurso final foi este:

Algumas fotos dos locais por onde passei:







O mais interessante desta volta, para além do passeio em si, foi o facto dos restantes terem adorado a experiência. Acredito que em breve se vá repetir o tipo de volta, passando por novos trilhos e aumentando a exigência do percurso.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A primeira experiencia em Lisboa


Dia 12 de Março de 2015, 7:32 AM... Gravar atividade... (utilizadores do Strava vão compreender). Iniciava-se assim a minha primeira ida para o trabalho, sem usar o metro.

Tinha passado umas horas no dia anterior a analisar distâncias, rotas e como poderia levar a bicicleta no comboio.
Fiquei nessa altura a saber que é gratuito transportar a Bike em comboios da CP. Lembro-me de há uns anos atrás ser pago. Não faço ideia de quando passou a ser gratuito.

Relembro aqui o meu trajeto habitual de casa até ao trabalho (agora com tempos):

Eu - Tempo total médio 1:30
  1. Casa até à estação de comboios de carro (cerca de 2 km) - 5 min (mais o tempo de encontrar lugar, estacionar, andar até ao comboio)
  2. Comboio de Cascais até Lisboa - 40 min (máximo de 12 minutos entre comboios)
  3. Metro do Cais do Sodré até ao Oriente - 30 min
    1. Troca da linha verde para a linha vermelha na estação da Alameda  (as trocas entre linhas que podem ser demoradas)

A ideia era trocar o ponto 1 e o 3 pela Bike fazendo apenas a linha de Cascais completa de comboio.
Segundo o Google Maps, o percurso a realizar seria composto pelos cerca de 2 Km entre a minha casa e a estação mais 9 Km entre o Cais do Sodré e o Oriente.
Em termos de rotas, decidi usar o caminho mais curto que consiste em seguir à beira rio. Para melhorar, existe uma ciclovia desde Santa Apolónia até ao Oriente, o que facilitaria a minha tarefa.

No total, para um dia, estamos a falar de cerca de 22Km.
Sem qualquer tipo de preparação decidi fazer a experiência. Abaixo os meus resultados em Lisboa:

Ida:

Volta:


Depois de chegar a casa, estava com o bichinho... Não podia ficar por aqui... Queria passar a fazer isto mais vezes... Mas para isso, havia alterações e upgrades necessários. Altura de pensar na versão 0.2 da Torah...

O primeiro test drive...


Dia 9 de Março de 2015... Dia da primeira ida para a estação... Era a primeira vez desde que trabalho em Lisboa (e já lá vão mais de 4 anos e meio) em que usei a bike para fazer parte do caminho...

Preparei-me para sair mais cedo de casa, deixei a Torah pronta no dia anterior com os apetrechos no sitio.

Manhã seguinte, fiz-me à estrada. De minha casa até à estação, o caminho é praticamente todo a descer. Essa seria a parte simples. Quando voltasse no final do dia, seria mais complicado. Mas uma coisa de cada vez.

Eram 7:20 da manhã. A essa hora, em Março, por razões óbvias, está frio... MUITO! As minhas mãos, mesmo num caminho tão curto, ficaram geladas e praticamente não as sentia. Foi aí que percebi que umas luvas seriam uma ideia interessante e necessária.

O caminho, fiz a maior parte pela estrada. Estamos a falar de estradas com relativamente pouco tráfego. De qualquer forma, sempre estive habituado a andar de bike na minha zona. Quando chego ao centro de Cascais, para chegar à estação, tenho de atravessar duas vias com quatro faixas de rodagem. Nessa altura e dado os sentidos obrigatórios, decidi ir pelo passeio. É largo dando espaço suficiente para mim e para qualquer peão que pudesse aparecer.

Cheguei à estação em 8 minutos. Chamo a atenção que na primeira vez que fiz o trajeto, fiquei apenas a 3 minutos do tempo que demoro de carro.

Prendi a bicicleta no parque para o efeito que a estação tem e segui o meu caminho para o comboio, orgulhoso do meu feito!


Mal sabia eu que este dia teria um grande impacto na forma em que eu via a mobilidade...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A bike propriamente dita - Apresentação da Torah!

Cerca de um mês depois de termos alinhado a estratégia, estava na hora de ir buscar a bike. Conhecia o modelo e até já tinha andado nela uma vez (dois anos antes quando eu e a Pikena decidimos dar uma volta pela Serra de Sintra - Para o registo, ela odiou a experiência e disse que para voltarmos a andar, teria de ser numa ciclovia, o que não era propriamente a minha ideia de andar).
O que eu também sabia, é que estava parada desde essa altura, arrumada num armazém, sem qualquer tipo de proteção (apenas não levava com chuva).

Estava, digamos, a necessitar der atenção... Infelizmente, não tenho registo fotográfico desta altura (nem da maior parte das várias versões pela qual a bike já passou desde aí).

Portanto, hei-la:


NOTA - Esta não é a minha... Como indiquei, não tenho nenhuma foto dela "de origem" e encontrei esta foto via Google. A minha era exatamente igual quando a fui buscar. Agradeço ao senhor (ou senhora) que estava a vender uma algures no tempo e a foto ficou para sempre na net :)

O estado era basicamente mau... Suja, desafinada (tanto mudanças como travões), pneus vazios e careca (o de trás), já disse que estava muito suja? Dois anos sem ser mexida, dá nesse resultado...

Trouxe-a para casa e comecei o chato trabalho de a desmontar toda e pô-la em condições de fazer duas viagens por semana de 2km, duas vezes em cada um desses dias (ir e voltar de casa à estação de comboios de Cascais). Ora vamos a fazer contas para uns comparativos temporais:


Total por dia - 4Km (para os dias em que a iria usar)
Total por semana - 8Km
Total por mês - 32Km
Total por ano - 320Km (supondo que há um mês de férias e alguns dias em que "não apetece")


Este era o primeiro objetivo. Ok... menos mau, já tinha a bike (doravante vou referir-me a ela como Torah) e podia fazer os meus pequenos trajectos... Mas para isso, faltava-me ainda muita coisa...