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terça-feira, 1 de março de 2016

O roubo e final da Trailrock


Como disclaimer inicial, embora esteja conformado com o que se passou, é inevitável que tenha um piquinho de raiva quando escrevo sobre isto. Assim sendo, avisam-se os meus estimados leitores que abaixo virão atrocidades, palavras feias e muita mágoa. Se forem sensíveis a este tipo de coisas, aconselho que troquem de post, para bem da vosso estado mental. Muito obrigado pela compreensão.




















Daqui para baixo, o nível poderá descer bastante... É o meu ultimo aviso...


















Como deu para perceber pelos posts anteriores, a minha BTT foi roubada, sem dó nem piedade da estação de comboios na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro.
Não sei se por ironia do destino ou porque simplesmente tento encontrar explicações lógicas para tudo, existem alguns dados incomodativos sobre a data em que algum(s) FILHOS DA PUTA (com letra grande porque são-no na sua verdadeira essência e um F e um P não seriam suficientemente expressivos), decidiram roubar-me:
  • Era o último dia em que iria para a estação
  • Foi no dia em que recebi o kit elétrico
  • Foi no dia em que fechei a data de uma pedalada em Sintra com o pessoal que me acompanhei no noturno (old stuff)
  • Foi no dia em que a Trailrock fazia 6 meses
Ok, pode ser tudo coincidência e estar a ver o que quero ver. Mas com tudo o que se tem passado, parece que algo anda a "gozar" comigo, a dizer que tenho de abandonar tudo o que é transportes e andar a pé. Basicamente tudo o que é carro e bicicleta tem corrido mal. Vá... Ao menos não me posso queixar da saúde mas não vamos agoirar...
Mas voltando ao roubo propriamente dito... Vinha eu de Lisboa no comboio, num dia igual a tantos outros, cheguei a Cascais e dirigi-me ao parque onde sempre deixei a bike. Ao olhar para lá, estava vazio, sem nenhuma bicicleta. Infelizmente, é habitual a minha ser a única às horas que chego (não que seja tarde mas porque os restantes ciclistas saem mais cedo que eu do trabalho).
A minha reação inicial (e durante os dois minutos seguintes) foi de vazio e nausea. Senti exatamente o mesmo quando me partiram dois vidros do carro para me roubarem um telemóvel reles de 100€ (sim, era bem básico e nada vistoso).

Dei meia volta, fui para o centro da estação para falar com alguém responsável sobre o sucedido. Encontrei um senhor da CP (provavelmente revisor por andar com a maquineta de verificação de bilhetes) e expliquei-lhe o sucedido. Prontamente chamou o segurança da estação que veio ter comigo.
"Era a Berg verde e cinzenta?" - perguntou ele de imediato...
"Como sabe? Viu alguma coisa?" - veio a restea de esperança em que a tivessem roubado mas que os tivessem apanhado... Eu sabia que não ia acontecer mas agarrei-me com toda a força a essa ideia, não conseguisse eu "usar a força", tal e qual um Jedi, para mudar o desfecho dessa noite.
"Eu vi cadeados no chão, já tinha reparado na sua bicicleta e não estava cá. Eles andam em grupo, em vários grupos e é impossível eu estar em todo o lado... Mas infelizmente pensei logo nessa bicicleta..."

Falamos cerca de uma hora, sobre o que se passou, sobre outros casos que ocorreram lá e os seus desfechos. Houve dois casos em que apareceram mas é raro que tal coisa ocorra. Quando disse no post anterior que o segurança tinha sido prestável, estava mesmo a falar a sério. Fiquei com ele a prestar declarações para o relatório, dei os meus dados e ele disse que me contactaria caso tivesse alguma informação adicional para eu passar à Policia.
Lá fui para casa, com a nausea a aumentar. Sentia-me violado por ter trabalhado tanto para isto e no fim, um grupo de montes de merda sem escrúpulos, em plena luz do dia, atacam a propriedade de outros, sem qualquer tipo de remorsos... Não lhes desejo mal, apenas gostava que passassem pelo mesmo, que fossem roubados, provavelmente os seus orgãos, enquanto dormem, para terem a mesma sensação que eu tive ao saber que mesmo que volte, nunca será o mesmo, por andar a ser profanado algures num mercado negro por alguém que simplesmente não pôde ser sério e teve de tirar um bocado do que é a nossa vida por direito.

Jantei e fui ao posto da PSP de Cascais, com quem já tinha falado por telefone ainda na estação.
Apresentei a minha queixa, forneci todos os dados da bicicleta e os respetivos documentos que comprovavam que era minha.
Passei cerca de 45 minutos a falar com o Agente, depois de ter aguardar outros 45 minutos para que o senhor anterior apresentasse a sua queixa de alguma coisa.
Foram bastante prestáveis, explicaram-me os procedimentos e disseram-me para não ter muitas esperanças. Os roubos desta natureza raramente acabam bem. Mesmo que apareça, regra geral está em muito mau estado e alterada, com metade das peças...
Mas houve um impresso interessante que tive de assinar, sobre responsabilidade, caso possua informações novas sobre o processo. Basicamente a ideia é prevenir que caso eu descubra o Neandertal que me fez isto, não lhe desfaça o focinho no vidro mais próximo que encontrar, ou que lhe parta todos os dedos das mãos, depois de lhe arrancar as unhas, uma a uma, desinfeta-las com sal e temperadas com vinagre. Afinal de contas não sou nenhum animal selvagem que vai deixar feridas daquelas infetar...

Por mais Dantescas que estas ideias sejam, nunca seria capaz de as fazer. Mas o impresso é para prevenir estas coisas. Assim sendo, caríssimo restos de merda, estás protegido por um impresso que me proíbe de agir sem envolver a policia. Estás safo!

Mas sinceramente, reza a todos os santos que consigas que eu nunca te descubra. Porque o impresso não te protege de acidentes...

E com isto, com raiva, tristeza e muita mágoa, me despeço da Trailrock porque tenho a ideia que nunca a voltarei a ver. E como "olhos que não vêm, coração que não sente", não voltarei a escrever sobre isto... Excepto se houver alguma descoberta por parte da policia... Ou um acidente...

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O fim da semana infernal


Embora horrivelmente dolorosa, a segunda-feira sempre foi para mim o primeiro dia da semana. O Domingo sempre me pareceu o ultimo, onde preparamos tudo para a nova batalha de 5 dias - no meu caso - seguidos de trabalho onde pouco ou nenhum tempo temos para fazer o que precisamos e/ou gostamos.

A semana que passou soou a que algo do além tinha vindo para me assombrar e que decidiu apertar comigo mais a sério porque não lhe devia estar a dar atenção suficiente. Apertar comigo porque nas ultimas semanas tudo o que é estranho tem acontecido comigo (ver este post da semana passada) e nos últimos dias decidiu ser bruta, fazendo com que o amigo Murphy seja um menino do coro...
Então, de forma calma, no comboio e posteriormente autocarro, tentarei explicar cada um deles. Isto é material que me dará umas boas horas de escrita...

Começando por ordem cronológica, tive os seguintes eventos na semana que passou:

QUARTA
1 - Atraso de 24h na entrega do motor elétrico

QUINTA
2 - Acordar às 3:00 para levar os cunhados ao aeroporto, onde tinham de estar às 4:00. Chegar a casa às 4:30 para dormir mais uma hora e ir para o trabalho.
3 - Ida para a estação com a Trailrock e ida para o trabalho de comboio + autocarro
4 - Erros na transferência dos meus dados de morada para a entrega da DHL
5 - Chamadas intermináveis para o serviço de clientes da DHL
6 - Lá entregaram o kit ao fim da tarde (o meu Pai não saiu de casa para esperar pela entrega que ocorreu apenas no fim do dia)
7 - Chego à estação de Cascais para descobrir que a Trailrock tinha sido roubada
8 - Horas a falar com o pessoal de segurança da estação (que devo dizer que foram muito prestáveis, sem ironia)
9 - Uma hora e meia para fazer queixa na PSP do roubo (também prestável e também sem ironia)

SEXTA
10 - Chuva torrencial, a Trailrock não iria decerto nesse dia para a estação (se não ia, foi no ultimo dia que a deixei na estação que foi roubada)
11 - Stress violento no trabalho, porque tudo decidiu "pegar fogo"
12 - Falar com todas as pessoas que conheço e andam de bike sobre o roubo. Quantas mais souberem, maior é a possibilidade de ela aparecer
13 - O Jojo, sensibilizado com o roubo, disse que tinha a antiga BTT dele para venda
14 - Jantar em casa de amigos
15 - Ao sair do local em que estava estacionado, o carro bateu por baixo e soltou algo que ficou a arrastar pelo chão
16 - Sim, ainda está a chover torrencialmente e não dá para perceber o problema com o carro. Deixei-o lá e um amigo levou-me a mim e à Pikena a casa

SÁBADO
17 - Acordar às 7:30 para pedir ao meu Pai para me levar ao carro e tentarmos arranjar seja lá o que foi que se soltou
18 - Reservatório do respiro do óleo partido, caixa tirada, tubo virado pa cima e está novo! Pelo menos até à próxima inspeção
19 - Almoço de aniversário do Sogro
20 - Trabalho na Utopia para iniciar a montagem do kit elétrico
21 - A roda com o motor não cabe e não tenho anilhas com a dimensão correta para servirem de espaçadores
22 - Ir ao encontro do Jojo para ver a bike que ele estava a vender. Comprei-a!
23 - Ir para o AKI comprar anilhas. Não há o tamanho que preciso. Comprei o mais aproximado
24 - Montar a nova BTT e prosseguir com o trabalho na Utopia

DOMINGO
25 - Acordar às 7:00 para montar o que restou da Trailrock na nova
26 - Ida para a serra fazer o test-drive à nova BTT
27 - Um tronco enfiou-se entre a cassete, corrente e desviador traseiro. Felizmente ia devagar e parei imediatamente. No entanto...
28 - ... um quilómetro à frente, ouço um estoiro brutal, a roda de trás bloqueou e vejo que o esticador rodou 180°, estava todo torcido e desfeito.
29 - O meu Pai seguiu pa casa para ir buscar o carro com o R.P. enquanto eu e o M.S. ficamos na Serra à espera porque o status da bike era "agarrado"
40 - Descobrir que para além do desviador, o dropout ficou também destruído
41 - Passar a tarde toda a finalizar a Utopia
42 - Test-drive à Utopia e primeira experiência numa E-Bike (sim, a Utopia 1.0 é uma realidade)
43 - As dores nas costelas, da queda da semana anterior voltaram. Desde sábado que têm mostrado que ainda cá estão e que me vão atormentar as noites e manhãs (apenas nestas alturas do dia me dói)


Houve muita coisa que se passou... E muito provavelmente deverei falar de cada uma delas em separado. Mas tinha de pôr tudo para aqui, de forma sequencial e cronológica.

É segunda, o inicio de uma nova semana e tudo se irá resolver, de uma forma ou de outra... Melhores dias virão!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Roubado!!!


Agora que já se passou uma noite completa, quase em branco porque não conseguia dormir, anuncio a triste realidade...

A Trailrock foi roubada da estação de Cascais, em plena luz do dia...

E para já é tudo o que consigo/tenho capacidade para dizer...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O ataque do Fantasma - O inevitável aconteceu


8:30 da manhã, hora habitual da passeata semanal com o grupo do costume. Encontramo-nos em minha casa e seguimos até à serra de Sintra para o offroad.
Estava uma bela manhã, pouco vento e o sol a brilhar...

"E se fossemos em direcção ao lado oeste, para fazermos novos trilhos? Depois apanhamos a estrada e praticamos essa parte também já que vamos a Peniche daqui a dois meses".

Todos concordaram e prosseguimos por terra, sempre a subir, como é sempre a primeira hora e meia.
Como sabíamos o sentido que teríamos de tomar, fomos seguindo trilhos nessa direcção, a maior parte deles onde nunca tínhamos passado...

" Por mim seguimos por aqui. Este caminho decerto que vai descer todo o vale e vai dar à Malveira" - disse o Pai, sempre "confiançudo" no seu sentido de orientação.
"Single track potente! Sigaaaaa!" disse eu, feliz por estar a passar em locais novos.

Sim, estava contente com o aspecto do trilho e decerto que seria exigente. O pouco que conseguia ver para a frente era promissor (a vegetação ia ficar densa passado 50 metros).
Ao começar a descer, eu vinha em ultimo, começo a ouvir os avisos de que vinha à frente, porque o caminho piorava drasticamente e ia ficar mais estreito. Para além de ser um single, a vegetação à volta era igualmente estreita...

O M.S. disse que eu e o meu Pai éramos loucos, que ia parar e seguiria a pé. Realmente o trilho estava rapidamente a tornar-se em DH. Lá arranjou um local em que se podia encostar para eu poder passar por ele.
As condições pioravam a cada metro, com mais rocha, vegetação mais densa e piso cada vez mais escorregadio.
Prossegui mais uns metros, quase sempre de roda traseira bloqueada e a controlar a velocidade com o travão frontal. Nestas circunstâncias, diz a teoria, que é assim que o temos de fazer.
"Ah... Está aqui uma árvore caída... Temos de passar por cima".
Nesta fase digamos que estávamos literalmente no meio do mato... Fizemos um cordão para passar as bikes comigo em cima da árvore e mais um de cada lado para a passar para mim e a receber do lado seguinte.

A galhofa estava em grande, mesmo depois de já estarmos bem arranhados das silvas que pretendiam agarrar-se a nós a cada centímetro que percorríamos...

Seguimos viagem, com o trilho cada vez em piores condições... Até que aconteceu o inevitável...

Numa descida mais íngreme, o nível de aderência era precário. A roda traseira completamente atravessada no trilho, mas controlada... Até que na curva seguinte surge uma pedra (leia-se grande) escondida e pronta para fazer o seu trabalho. Todo de lado a curvar para a esquerda, a minha roda da frente bate na rocha e eu perco o controlo... Ainda fui com o pé direito ao chão assim que ela endireitou mas a parte direita do trilho tinha um desnível para um riacho, dois metros abaixo...
Como o pé nada atingiu, lá fui eu desamparadíssimo para o chão, levando toda uma parede de silvas comigo. A Mão e braço direito foram à frente para amortecer a queda mas, tal como para o pé, o desnível fez com que fosse de "lombo" ao chão, totalmente desamparado. 
O que me parou, infelizmente, foi uma rocha que atingi mesmo com as costelas direitas... Posso dizer que a dor foi bem violenta e que o choque foi brutal!

O M.S. que vinha atrás de mim com a bike pela mão assistiu a tudo e gozou logo no momento! Até eu soltar um uivo de dor por me ter tentado mexer e a sentir as silvas a rasgarem-me a pele das pernas e dos braços.
Ficou logo preocupado porque tinha sido mais grave do que parecia. Todo o meu peito doía horrores e fiquei ali deitado um minuto antes de me voltar a mexer. Conseguia respirar bem, com algum desconforto mas podia fazê-lo... Ao levantar-me iria perceber se era ou não grave...
Pus-me a pé, com orgulho ferido da queda e com as costelas inteiras. A risota começou novamente e 20 asneiras depois vi que estava apto para prosseguir.
O trilho continuou por mais um km, com progressão lenta dado o estado hardcore em que se encontrava.

Uns quilómetros à frente, quando paramos para recarregar baterias e repor os níveis de água, verificamos se estava identificado no Strava. Nem vê-lo! Era o trilho fantasma, nome com o qual ficará conhecido daqui para a frente.



No final do percurso estava moído, dorido e a precisar de dar uma valente limpeza na Trailrock. Embora o tempo estivesse bom, dado que grande parte dos trilhos eram cerrados, não estão ainda livres de água e lama deixadas pelas chuvas fortes da semana anterior...
No dia seguinte, segunda-feira e altura de ir para o trabalho, escrevo este post, com bastantes dores, principalmente de orgulho mas também físicas. A queda foi feia e vou ficar com mazelas durante o resto da semana.
A noite foi má, não tinha posição para estar mas o Voltaren pomada e uns pensos para lesões que tinha em casa ajudaram.

Mas isto faz parte e apenas acontece a quem se mete lá no meio. Voltaria a fazer tudo de novo! E como parar é morrer, esta manhã, 24h depois, pus-me na bike e pedalei para a estação.
Foi mais um susto que outra coisa. Estarei atento aos próximos dias para ver a evolução mas quase de certeza que não será nada grave :)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bike to work day

18 de Setembro foi o dia do Bike to Work. Esta é uma iniciativa anual, organizada pela E-Lisboa, inserida na semana da mobilidade.
Estava eu na empresa há muito pouco tenpo quando ocorreu no ano anterior e não participei. Estr ano, dadas as minhas altereções em estilo de vida, não poderia faltar!
A todos os que se inscreveram, foi dada uma T-Shirt e dois identificadores do evento, que deveriam ser colocados na bicicleta para indicar que fazíamos parte da iniciativa.

Acabadinho de chegar a Lisboa... Como nesta altura a Utopia ainda não estava pronta, levei a Trailrock. O que tive de garantir é que não levava mochila (pelas razões que diversas vezes referi).

O momento do encontro foi às 14. Todos os inscritos deveriam levar as suas respectivas meninas de duas rodas, vestir a T-Shirt e esperar pelo "recuerdo".

Embora a parte óbvia deste evento seja a promoção da bicicleta como meio de transporte para o emprego, existem prémios a atribuir. Há dois anos que a minha empresa ganha na categoria de +50 colaboradores. Vamos a ver se este ano conseguimos o terceiro...

Para votarem, segue aqui o LINK para o efeito. As votações terminam a 6 de Outubro, às 11:30.

Para mais informações sobre a E-Lisboa ou o evento, consultar os seguintes links:

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Trailrock - Versões 0.1 e 0.2


Como estou em período de transição, neste momento tenho na mesma apenas uma bicicleta para os dois tipos de utilizações que faço (urbano e BTT). Por essa razão, a Trailrock não terá apenas uma mas (pelo menos) três versões. Pelo menos é isso que tenho planeado...

Versão 0.1:
Considero a versão 0.1 o status inicial, 100% original, sem qualquer tipo de modificação:


Versão 0.2:
Como vou continuar a ir para Lisboa, tive de lhe fazer algumas alterações para que as viagens sejam mais confortáveis. Por experiência anterior, sei que pequenas alterações, diminuem drasticamente o esforço e aumentam o conforto:



Lista de modificações:
  • O porta-bagagens - Talvez seja a alteração mais notória em termos visuais e também em termos práticos. Se fica bonita? Não! Se fica prática? Sem dúvida. Utilizando a frase de um colega "A tecnologia tem o intuito de nos servir e não nós que servimos a tecnologia". Tudo o que me facilitar a vida, vou usar, mesmo que isso afecte o design. O que interessa é como eu me sinto e não o que os meus olhos vêem!
    Para que a fixação superior fosse possível, tive de adaptar o parafuso do banco. Guardei o que vinha fornecido para a próxima versão (dispenso o saca rápido no banco porque apenas eu a uso). Arranjei um parafuso mais comprido, com o mesmo passo de rosca (a braçadeira que aperta o veio é auto-roscante), duas porcas para servirem de espaçadores, duas anilhas para melhorarem a força aplicada e uma porca para fixar tudo no fim.
A artimanha para fixar os apoios superiores
Visão lateral
Visão traseira

  • Os reflectores das rodas - Sendo esta uma bike para fazer 90% do seu tempo fora de estrada e para andar de dia, os reflectores originais foram retirados. Ainda tentei tira-los com cuidado para uma possível utilização futura mas não foi possível...
O que restou dos reflectores. Sou mesmo um carniceiro :)

  • O suporte do telemóvel - Este é um acessório que não dispenso. Veio da Torah e será aplicado sempre que trocar de bike. Na verdade, embora neste momento apenas tenha uma a funcionar, já comprei o segundo para o próximo projecto (estará neste momento algures entre a China e Portugal porque os compro no EBay). A fixação está meio precária porque parti o apoio inferior ao apertar demasiado. Irei proximamente desmonta-lo e adapta-lo para que fique seguro.
A visão quando se está a pedalar
Visão lateral

  • Os pedais - Os que vieram eram muito parecidos com os que comprei há cerca de um mês atrás para a Torah (teve de ser porque um se partiu no assalto nocturno - mais info aqui). A única diferença são os pequenos "picos" que adicionam mais atrito e aderência ao calçado. Com tempo húmido ou mesmo em chuva, faz a diferença. Troquei os da Torah para a Trailrock e vice versa.
Os pedais de origem
Os pedais que tinha comprado para a Torah e usei durante duas semanas

  • A protecção para o desviador traseiro - Porque não o dispenso... Andar em trilhos estreitos e a passar por caminhos cavados pela água das chuvas, todo o cuidado é pouco. Foi comprado para a Torah e transitou para a Trailrock. Tive de lhe dar um "pequeno toque" (como quem diz entorta-lo ligeiramente) para que não roçasse no desviador. Antes fazia um ângulo de 90º e agora está um pouco mais aberto.
Antes da protecção instalada
Depois da protecção instalada

  • Os suportes para a água - Porque a maior parte das bicicletas não o trazem de origem, mais uma vez, transferi o que tinha na Torah para a Trailrock. Porque eu destilo totalmente quando ando mais do que 1 km (parece exagerado mas é verdade), tenho de ter dois.
Preparadinho para mais uma ida para o trabalho. Foto tirada às 7:00 :)

Existem depois os normais ajustes do banco, manetes de travão, manetes de mudanças, etc e tal. Mas essas não são propriamente modificações e por isso não têm direito a destaque.

Todas estas modificações foram feitas no dia em que a comprei. Na realidade, a versão 0.1 é apenas um benchmark/concept para futura comparação.

Em termos de planeamento, a próxima versão será a 1.0. Nesta, pretendo que fique finalizada e exclusivamente a ser usada fora de estrada. Nessa altura, darei por concluído o Projecto Offroad!

NOTA: Ao contrário do que indiquei num post anterior, não vou mudar o nome deste projecto. Será Projecto Offroad e não Projecto Trailrock. Já me habituei ao nome e assim as tags dos posts vão funcionar correctamente sem necessidade de edição posterior :)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Porque depois da tempestade vem a bonanca


E será que era justo eu andar com tanta coisa sobre rodas e cenas e o camandro e depois acabava com tudo de um dia para o outro?

Antes que pensem que o dia das mentiras alterou a sua data, tudo o que disse no post anterior é verdade! A Torah já não me pertence. No entanto, irei continuar a vê-la todos os dias :)

Então mas que raio de confusão é esta??!! Vamos lá iniciar os esclarecimentos: 

Quando estive de férias, pensei bastante em como seria a forma mais eficiente de alocação de recursos (leia-se bicicletas) para as necessidades que tenho. Já se tinha tornado claro que apenas uma bike não era o suficiente para satisfazer as minhas necessidades urbanas e de offroad (daí existirem os Projectos Offroad e E-Torah). Isto já tinha dito antes portanto não é novidade. Então o quê que mudou?

Este fim de semana, mais precisamente no sábado, fartei-me de esperar. Estava na altura de fazer o upgrade e por em curso o projecto Offroad...

Portanto (soem os tambores...), ei-la:


Esta é a Trailrock 50, a minha aposta para o projecto Offroad. De toda a pesquisa que fiz e dentro do budget que tinha, foi a melhor opção. Comprei-a nova, na Sport Zone (link).

Algumas das razões para a minha escolha:

  • Travões hidráulicos: Se há coisa onde a diferença é notória, é no momento da travagem. Tanto para estrada como para terra, a resposta é genial. Precisos e eficientes!
  • Suspensão mais longa: Novamente, entre a nova e a antiga a única semelhança é ambas serem suspensões. Tudo o resto é pura coincidência.
  • Roda 27,5: Depois de ter experimentado uma bicicleta com a roda maior, notei a diferença tanto em velocidade como em esforço despendido. 29 não seria uma hipótese porque sou baixinho :)
  • Peso: No total, pesa 14.2 kg, bem menos que a antiga Torah. A passar portões e correntes com ela às costas, toda a redução é bem vinda!
  • Preço: De todas as que vi, sem dúvida nenhuma que tem uma excelente relação qualidade preço. Claro que há melhores, mais caras e mais bonitas mas tinha de ter em conta o tipo de utilização que iria ter. Não sou nenhum profissional e por isso não se justifica ter algo de nivel superior em função de preços astronómicos.

Um pouco de slide show :)








O senhor muito simpático da loja (not), que entendia mesmo muito do assunto (not), fez o favor de a afinar toda e mais valia te-la deixado quieta porque não havia um único parafuso apertado decentemente nem uma mudança que entrasse correctamente. Quando cheguei a casa, lá fui eu pô-la no ponto...