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terça-feira, 31 de maio de 2016

Bike wine tour @ Quinta do Gradil


No passado dia 17 de Abril, realizou-se o 2º encontro Vinho sobre Rodas. Se o primeiro foi algo simples em que dois amantes destas vidas se juntaram numa prova cega seguida de uma pedalada nocturna, desta vez alguém decidiu fazê-lo por mim.

Há uns meses, o N.C. encontrou este evento e partilhou-o connosco. Escusado será dizer que decidimos seguir para a frente e marcar presença!
Fomos quatro, que são os suspeitos do costume... Todos estamos ligados a rodas e a vinhos de uma forma diferente... O N.C. é enólogo, o M.S. trabalha há anos com vinhos como especialista, o P.C. é um amante da arte biológica e eu sou "critico" vinícola. Sim, aspas porque até ter esse estatuto faltam-me uns anos, credibilidade e muito mais conhecimento...
O evento foi organizado pela Quinta do Gradil, responsável por fornecer os seus vinhos no repasto que precede a prova de 40km no meio das vinhas da quinta. E para ensopar o vinho que foi testado, estava o belo do porco no espeto...

Dos 40 km anunciados, a prova foi reduzida para 26 por questões de segurança. É importante referir que nos dias que antecederam a prova choveu torrencialmente e os trilhos estavam em más condições. Ok, nada que se compare ao martírio que foi a prova em Sobral de Monte Agraço mas mesmo assim a lama marcou presença de forma chata e constante...

Foi um evento interessante a nível de paisagem porque passamos pelas enormes cubas de inox e por várias vinhas.

A nível de classificação geral, fiquei em 58º lugar, num total de 96 participantes. No meu escalão (seniores), fiquei em 6º, num total de 8 (vá, podia ser pior :) ).

Fica o vídeo feito pelo P.C. da prova onde os restantes três intervenientes vão aparecendo e o vídeo oficial do evento publicado pela Quinta do Gradil.




sexta-feira, 27 de maio de 2016

Work @ Açores (São Miguel)


No passado mês de Abril, tive de ir uns dias aos Açores em trabalho para a realização de UAT's (User Acceptance Tests) sobre um projecto que andava a desenvolver. Mas por razões óbvias, não é disso que vou falar...
Os Açores são famosos pelos seus vinhos brancos e eu como "Continental" tenho alguma dificuldade em lhes ter acesso... Excepto em casas especializadas, nunca vi vinhos Açorianos à venda. Esta era a minha oportunidade de aumentar o meu conhecimento na área...

Para começar, seria óbvio que em todas as minhas refeições bebesse produtos regionais mas para minha grande surpresa, os restaurantes a que fui, a nível de tintos, nunca ofereceram escolha possível. Pelo pouco tempo que lá tive, optei por comer a bela carne da terra que posso dizer que faz jus à fama... Espectacular!

No primeiro jantar, no restaurante Boca de Cena em Ponta Delgada, a escolha foi o Vinha da Urze Reserva, da zona do Douro, ano 2013:

Como estava sozinho, foi bebido a copo e a garrafa aberta à minha frente. Não corri o risco de beber de uma garrafa "cansada" da qual todos os aromas já tivessem desaparecido.

Na segunda noite, fui acompanhado ao jantar por um amigo (deslocado em trabalho) à Associação Agrícola, restaurante sediado na Ribeira grande. Por ser um dos seus vinhos favoritos, a escolha caiu neste Cortes de Cima Syrah, Alentejano de 2013:
 


Mas então onde andam os regionais? É verdade que não bebi nenhum por lá mas não podia perder a oportunidade...
No ultimo dia, tive a possibilidade de visitar a loja do distribuidor de vinhos de São Miguel. Escolhi o local que me daria a maior escolha possível e que também me pudesse aconselhar, dado que sou um perfeito leigo nesta região. As escolhas (que levaram o peso da minha mala de porão ao limite) foram as seguintes:

Quinta da Jardinete - Barrica de Carvalho
Região: São Miguel - Açores
Ano: 2014
Tipo: Tin
to
Castas: Desconhecidas
Preço: 9,81€
Único tinto adquirido. Os vinhos açorianos são conhecidos pelos brancos mas tinha de ter uma comparação com os continentais para ver a diferença.








Quinta da Jardinete - Sauvignon Blanc e Fernão Pires
Região: São Miguel - Açores
Ano: 2014
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc e Fernão Pires
Preço: 7,02€
Não conhecia mas como trouxe o tinto deles, queria mais uma vez comparar algo da mesma casa.









Frei Gigante
Região: Pico - Açores
Ano: 2015
Tipo: Branco
Castas: Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez
Preço: 8,67€
Também desconhecido. Nenhuma ideia do que será mas foi aconselhado pelo vendedor...









Terras de Lava
Região: Pico - Açores
Ano: 2014
Tipo: Branco
Castas: Arinto dos Açores, Fernão Pires, Generosa, Rio Grande e Seara Nova
Preço: 5,99€
Vinho açoriano mais conhecido. De todos os que comprei, este era o único que já conhecia e que vi em tempos à venda na minha zona. É também p que tem a maior produção e por isso um preço mais acessível.






Curral Atlântico - Verdelho Colheita Seleccionada
Região: Açores (sem informação ilha)
Ano: 2015
Tipo: Branco
Castas: Verdelho
Preço: 11€
Considerado pelo vendedor o melhor branco açoriano de 2015. Será? A amostra que consegui trazer não é grande mas se ficar em primeiro dos que tenho, cumprirá com a fama que lhe foi dada.







 
Embora à data de escrita deste post ainda não tenha bebido todos, dois deles já têm criticas no Vivino que pode ser consultado para mais detalhes.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Mercado de vinhos Cascais - 2º ano

 

Porque a experiência do ano passado foi boa, este ano é para repetir!
A data está definida e marcada na agenda. Esperam-se ao longo de Abril umas iniciativas interessantes, todas de seguida. Não vou parar quieto :S

domingo, 17 de janeiro de 2016

O primeiro encontro Vinho Sobre Rodas - A prova de vinhos



Porque tudo tem um procedimento e sendo nós meio novos neste mundo das provas, decidimos definir algumas regras para o encontro:
  • Cada um iria escolher e comprar uma garrafa (a sua escolha) sem dizer o que era
  • O preço foi acordado que estaria entre os 4 e os 6 euros (promoções aplicadas contavam, o que importa é o preço final)
  • A garrafa teria de ser coberta para se aplicar o conceito de prova cega
  • Ambos provávamos de ambas as garrafas, à vez
  • Cada um dava a sua opinião, sendo o primeiro a falar, o "adversário" da garrafa
  • Ganhava a garrafa que tivesse a melhor classificação entre os dois
  • Ambos os vinhos teriam de ser tinto

E eram estes os "pesos pluma" (link para o Vivino por baixo das imagens):
Representado pelo P.C., do Douro, o Val da Dorna de 2011, das Caves Murça, para o preço de 5.99€:

Representado por mim, das Beiras, o Beyra Reserva de 2013, do Rui Reboredo Madeira, para o preço de 4.99€ (consegui-o por menos um euro porque estava em promoção):


O primeiro em prova foi o Val da Dorna. Agradável, com aromas muito interessantes de fruta madura. No copo é um rubi claro, com lágrima pouco acentuada. Na boca, esperava um corpo mais cheio e o final era demasiado curto. Um vinho simples mas com potencial de agradar a maioria (vinho fácil).
Sobre o Beyra, a experiência foi totalmente diferente... No nariz, muito mais tímido, não fazendo adivinhar grandes surpresas, mas acontece o inverso. Muito delicado, mistura uma complexidade muito elevada para a gama de preços. Não considero que seja um vinho para qualquer boca dada a sua mineralidade. O corpo é médio e o final muito longo, deixando uma agradável vontade de beber mais um pouco.

Embora a decisão do vencedor tenha sido unânime, decidimos chamar um especialista para confirmar o que tínhamos decidido.
Na casa de baixo, mora o N.C., irmão do P.C., que curiosamente é enólogo. Não havia pessoa melhor para garantir a imparcialidade das nossas análises leigas.
De garrafas novamente tapadas, provou ambos e chegou ao mesmo veredicto. O Beyra foi o vencedor da noite!

Desta forma, tivemos um belo jantar de petiscos (e que petiscos!), em excelente companhia! Venham mais!





Agora estava na altura das rodas...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O primeiro encontro Vinho Sobre Rodas - Apresentação


Com cerca de duas semanas de atraso, escrevo sobre uma das experiências mais fixes do ano. Pela primeira vez, consegui realizar o verdadeiro Vinho sobre Rodas!

Mas tudo isto tem uma explicação. Ora vamos por partes:

Tudo começou com o P.C. a falar-me de um evento noturno anual que se realiza no Barreiro, pela altura do Natal. Falamos disto há muito tempo (penso que a primeira vez foi em Abril de 2015, quando comecei a levar as duas rodas mais a sério).
Os meses foram passando e quando foi publicada a noticia que o S. Silvestre se ia realizar novamente, lá acertamos que iríamos juntos, mais quem quisesse alinhar...

... e surgiu a ideia: "Já que vamos pedalar à noite, porque não fazermos uma prova de vinhos antes disso? Afinal de contas temos de jantar!"

E assim foi... Iríamos encontrar-nos durante a tarde, antes do evento, para uma prova de vinhos, acompanhada de uns belos petiscos. Depois disso, juntavamo-nos aos restantes participantes para queimar as belas calorias que os enchidos, queijos, grelhados e vinhos nos tinham dado. O plano ficou traçado e definimos os detalhes para cada uma das partes... 

domingo, 22 de novembro de 2015

Embaixador de Southern Portuguese Red


Ultrapassei as 100 classificações de vinhos tintos do sul de Portugal!
Dentro do Vivino, este é o estatuto máximo de ranking dentro de um estilo regional. Os patamares são os seguintes:
1-5 - Explorador
6-25 - Entusiasta
26-100 - Especialista
>100 - Embaixador

O que tenho a dizer desta região:
Para começar, dada a divisão que a aplicação faz, incluem-se três regiões distintas:
Lisboa (antigamente conhecida como Estremadura)
Setúbal - Inclui também a região demarcada de Palmela
Alentejo - Embora exista uma região do Alentejo no Vivino, grande parte destes vinhos caem na secção Southern Portugal. Nunca percebi o bug mas não segue um padrão.

Embora seja um apreciador ávido de vinhos alentejanos, não é por isso que cerca de metade das minhas classificações sejam de lá. A inclusão de pelo menos três áreas numa só aumentou largamente o número de garrafas apreciadas.
Agora, ao aceder ao meu perfil, tenho um badge permanente com esta indicação


O resto da divisão de estilos é a seguinte:
  • Southern Portugal Red - 101
  • Douro Portuguese Red - 24
  • Portuguese Alentejo Red - 21
  • Northern Portugal Red - 15
  • Portuguese Moscatel - 8
  • Portuguese Dão Red - 6
  • Portuguese Port - 6
  • Southern Portugal White - 6
  • Portuguese Verde White - 6
  • Northern Portugal White - 4
  • Californian Chardonnay - 1
  • Northern Italy White - 1
  • Californian Red Blend - 1

Existem alguns vinhos de áreas ainda não classificadas no momento em que realizei a critica. Esses, mesmo sendo corrigidos no futuro, não contam para os somatórios indicados.
Escrevo isto no mês em que faz um ano que comecei a usar a app e a contribuir para a comunidade. Até agora, aprendi bastante mas ainda me considero um principiante. No entanto, quanto mais conhecimento ganho, mais quero ter!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ausência


É verdade que não tenho escrito e é verdade que não tenho muito para acrescentar.
Tenho vários posts na cabeça para escrever mas o tempo para os transformar em digital não tem sido suficiente.
Existe uma entrega de prémios, uma grande chuvada, a diferença entre à prova de água e impermeável, entre mais umas quantas aventuras.

Uma vez que me vou cingir a algo simples, serve o presente para dizer que continuo sobre rodas e que desde que deixei de ter passe de metro, fui todos os dias para LX com a Utopia. Não cedi à tentação matinal (leia-se ronha) de a deixar em casa e ir no quentinho do metro ou deixa-la na garagem do escritório "só" porque está a chover torrencialmente.

Estou vivo e não tive nenhuma queda, embora alguns sustos tenham ocorrido dada a sua inevitabilidade com a chuva.
Na secção vinicola, provei muita coisa nestas duas semanas (boas e más) que me mantêm no lugar 121 no ranking do Vivino.

E para já, é apenas isso que quero (ou consigo) dizer...

Boas pedaladas / boas experiências vinicolas!
(riscar o que não interessa)

domingo, 18 de outubro de 2015

A minha romaria anual


Em primeiro lugar, não consegui que a foto apanhasse todas as garrafas.
Em segundo, longe de mim fazer publicidade a grandes superfícies. Antes que pensem que este é um daqueles posts altamente virados para a defesa de uma determinada marca, estão enganados...

Com a época das vindimas, vem também as feiras de vinhos em tudo o que é supermercado.
Como é habitual fazer todos os anos, junto os folhetos de todos eles e começo a fazer a minha lista... Este ano, foram 20 para a garrafeira que, por sinal, estava vazia e à espera de novidades...

Mas gostava de fazer um alerta. Nem tudo o que parece ser uma excelente promoção o é. Na minha pesquisa sobre o que pretendia, encontrei vários casos de preços que em promoção ficavam mais caros do que o preço "normal". Isto acontece principalmente com os descontos de percentagens. Antes de aplicarem uns maravilhosos 45% de desconto, subiram o preço base 60%. No final, acabamos por pagar mais 15% do que se não tivesse em promoção.
É provável que eu possa ter também caído nesta "armadilha" em alguma das minhas aquisições. Eu refiro-me a preços que já conhecia. Nestas alturas compro maioritariamente vinhos que me são desconhecidos, tal como o seu preço habitual.

Todos os preços indicados são os promocionais (basicamente o que eu paguei). As escolhas para este ano foram as seguintes (não ordenadas por qualquer tipo de critério):

Quinta de Pancas - Reserva


Região: Lisboa
Ano: 2010
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Alicante Bouschet, Petit Verdot e Touriga Nacional
Preço: 6,45€

Comentários: Depois de já ter experimentado dois vinhos desta quinta dos quais gostei, apostei neste reserva. Segundo a lógica, sendo este "superior" aos dois que já degustei, deverá ser uma aposta segura.
Tratado - Reserva


Região: Douro
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Preço: 2,79€

Comentários: Comprado "às escuras". É uma estreia absoluta da vinícola. 
Pátria - Reserva


Região: Alentejo
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira
Preço: 3,49€

Comentários: Tal como o anterior, nada sei sobre esta vinícola.
 Prazo de Roriz


Região: Douro
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Desconhecidas
Preço: 5,79€

Comentários: Para além do Altano comprado no mesmo dia, já conhecia um ou dois vinhos da família Symington dos quais gostei bastante.
Herdade de São Miguel - Colheita Seleccionada


Região: Alentejo
Ano: 2014
Tipo: Tinto
Castas: Syrah, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e Touriga Nacional
Preço: 3,99€

Comentários: Primeira repetição que foi adquirida. Provei o de 2013, do qual fiquei fã, dado a excelente relação qualidade preço. Estou curioso para verificar se mantiveram o nível de qualidade ou se o melhoraram.
Herdade de São Miguel - Escolha dos Enólogos


Região: Alentejo
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca
Preço: 7,39€

Comentários: Andava a "namorar" esta garrafa há meses! Valeu a espera pelas feiras de vinhos para o ver com um preço mais baixo. Edição limitada de 4000 garrafas, onde me calhou a número 1164.
Paulo Laureano - Vinha das Lebres


Região: Alentejo
Ano: 2014
Tipo: Tinto
Castas: Alfrocheiro, Aragonez e Trincadeira
Preço: 2,49€

Comentários: Curiosidade para experimentar após ter provado outros dois vinhos do mesmo enólogo. Curiosamente um deles achei excelente e o outro desapontou-me. Vamos ver o que sai daqui...
Calatrava - Premium


Região: Alentejo
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Syrah, Alicante Bouchet e Touriga Nacional
Preço: 3,99€

Comentários: Totalmente desconhecido.
Casalinho


Região: Douro
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Francesa
Preço: 4,75€

Comentários: Uma repetição. Desta vez é exactamente o mesmo vinho porque quando o comprei anteriormente, também era o 2011. Para além de ter poucas oportunidades de o obter, quero verificar como evoluiu passado mais um ano em garrafa.
Quinta Nova - Colheita


Região: Douro
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão
Preço: 7,59€

Comentários: Nova repetição do mesmo ano que testei anteriormente. Foi a garrafa que utilizei na ceia de Natal de 2014 e fiquei rendido. É um excelente vinho que normalmente é bastante caro. Promoções destas, são de aproveitar.
Quinta Nova - Pomares


Região: Douro
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Preço: 5,19€

Comentários: Por ter ficado fã do Quinta Nova apresentado anteriormente, comprei mais dois vinhos da mesma vinícola.
Quinta Nova - Graínha Reserva


Região: Douro
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Preço: 10,79€

Comentários: Esta ficará à espera de uma ocasião especial. Pelo que falei com outros apreciadores, foi a melhor garrafa que comprei este ano. As expectativas estão altas!
Encostas do Trogão - Reserva


Região: Trás -os-Montes
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Trincadeira
Preço: 4,49€

Comentários: Acho que é o único dos tintos com este nome que ainda não experimentei. Todos os outros foram bastantes bons pelo que estava À espera de o encontrar a um preço mais baixo.
Paulo Laureano - Premium


Região: Alentejo
Ano: 2014
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouchet, Aragonez e Trincadeira
Preço: 3,89€

Comentários: Nova repetição. Mais um vinho que já bebi e adorei. Por essa razão, estando a metade do preço, tive de aproveitar.
Altano - Quinta do Ataíde


Região: Douro
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Preço: 5,49€

Comentários: Mais um vinho da família Symington que por ser biológico me chamou a atenção.
Beyra - Vinhos de Altitude


Região: Beiras
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo, Tinta Roriz, Jaen e Mencia
Preço: 3,29€

Comentários: Linha de entrada dos vinhos Beyra. Apaixonei-me pelo reserva e quis experimentar os restantes.
Rovisco Pais - Premium


Região: Setúbal
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Suvignon, Touriga Nacional e Aragonez
Preço: 3,69€

Comentários: Mais uma repetição. Totalmente aprovado da primeira vez e merecia que fosse adquirida mais uma garrafa.
Sobreiro de Pegões - Premium


Região: Setúbal
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Suvignon, Aragonez e Castelão
Preço: 4,99€

Comentários: Tal como anterior, este já foi testado e aprovado.
Beyra - Vinhos de Altitude


Região: Beiras
Ano: 2014
Tipo: Branco
Castas: Síria e Fonte Cal
Preço: 2,99€

Comentários: Extremamente medalhado, quis comprovar que seriam uma boa aposta. Se os tintos são bons, porque não experimentar um branco plantado a mais de 700mt de altitude?
Beyra - Vinhos de Altitude Reserva


Região: Beiras
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Mencia
Preço: 4,79€

Comentários: Ultima das repetições. É muito bom, ponto final.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma viagem até um recanto de Portugal


Pelo menos uma vez por ano, a Pikena, os meus Sogros e eu metemo-nos no carro e seguimos viagem até uma aldeia no Norte, algures entre Oliveira de Frades e São Pedro do Sul. São três horas (efectivas) de viagem e decidimos que arrancaríamos às 6:00 de Sábado. Eu prefiro conduzir de noite, mesmo que isso pressuponha que seja o único acordado no carro.
Terra natal do meu Sogro (doravante D.), Covelas é uma pequena aldeia, perdida na serra de São Macário, onde costumes antigos não se alteraram com o passar dos anos. O mesmo não se pode dizer das pessoas... Com as novas gerações, uma aldeia que tinha mais crianças do que o resto das povoações circundantes, encontra-se envelhecida, entregue ao abandono e à emigração. Enquanto em Agosto a sua população aumenta umas 10 vezes, devido aos filhos que voltam de França, Suíça e Canadá, no resto dos meses, ficam nas terras cerca de 30 pessoas.







Com esta visita de médico, surgiu uma oportunidade única para mim, à qual nunca tinha assistido, muito menos participado.
Estamos em plena época das vindimas e muitas das pessoas que se mudaram para a cidade, retornam para a sua anual produção de vinho caseiro.
Por toda a aldeia se vê as vinhas já podadas, a azafama de que anda a vindimar e o planeamento de quem ainda a vai fazer.
Esta zona do país é conhecida pela produção de um género de vinho que é apenas legal para consumo particular. O morangueiro, proibido desde 1995, pode tanto ser muito bom como muito horrível. De grau mais baixo e de uma acidez extremamente elevada, é composto principalmente pela uva morangueira:


Esta é muito doce, pequena e extremamente escura. O resto das castas utilizadas depende dos terrenos de cada herdade, onde as vinhas crescem livremente, sem regra nem horário. Um desses exemplos é o Arinto.

Nas habituais visitas à família, o meu Sogro, sabendo da minha paixão por vinhos, apresenta-me as pessoas, os seus costumes e as suas caves. Claro que com a amabilidade das pessoas da aldeia, se fosse sozinho, também me convidariam para conhecer as suas terras e os seus processos de fabrico, acompanhado de vinho e bons petiscos.






Numa saída para comprar um tubo que estava furado, saí com o D. e a Pikena ficou a falar com as vizinhas que andavam a vindimar. Até ao meu regresso, já tinha combinado com as senhoras que eu e ela iríamos ajudar na pisa da uva.
Umas horas depois, juntamo-nos todos no lagar do Sr. J. e da Sra. M.




Foi algo muito diferente do que alguma vez imaginei! Sabia que seria exigente para as pernas mas nada me podia preparar para o que realmente é! Foram cerca de 45 minutos até atingirmos o ponto que se pretendia.


O facto de a Pikena estar comigo (e ter sido ela a tornar isto possível) faz com que tenha sido ainda mais especial. Pela primeira vez, consegui partilhar a minha paixão por vinhos com ela, mesmo não sendo a beber (isso nunca irá acontecer porque ela odeia vinho).

No processo, passei o tempo a falar com o Sr.J que me foi ensinado como fazia o vinho, da mesma forma que o seu pai fazia e da mesma forma que o seu avô faria antes. O processo pouco se alterou com os anos.
Na aldeia, a maioria das pessoas já transitou para as cubas de inox. Embora todos tenham as pipas de madeira nas caves, a sua manutenção é mais complicada. O Sr.J manteve-se fiel até hoje com o processo tradicional.

Outra das coisas que ocorreu durante a pisa, foi a prova do sumo, directamente do lagar. É com este, antes de fermentar, que é feita a Jeropiga.

No final, para além do coração cheio de ter participado numa experiência tão endoidecedora, tive direito a um garrafão de vinho da colheita anterior que, segundo casal, foi das melhores até agora. 
Uma porção de sumo de uva pré-fermentação também me foi entregue, para a cortar com aguardente e fazer Jeropiga. Darei feedback de ambos posteriormente.



Mais informação sobre o vinho morangueiro poderá ser consultada no seguinte LINK.