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terça-feira, 17 de maio de 2016

Derreter travões


Desde que terminei a Utopia, as voltas para Lisboa têm sido constantes. Todos os dias lá me ponho eu a pé à hora habitual (seis da manhã), preparo as tralhas para o dia e pedalo rumo a Cascais e posteriormente para o Prior Velho.
A soma de quilómetros diários (e consequentemente semanais) aumentou drasticamente. Com cerca de 130km por semana, a Utopia leva um desgaste muito maior e precisa de ser revista com mais frequência. Até agora nada que não fosse expectável e previsível...

Na semana que passou, debaixo de chuva, quase a chegar à gare do oriente, reparei que o meu travão de trás estava a travar muito em baixo, com a manete encostada ao volante. Cinco km mais à frente, na descida final para entrar na rua do meu trabalho, encostou, encostou e travões nem vê-los! Desacelerou um bocadinho mas nada que fosse suficiente para me parar. Como já me tinha apercebido disso há uns minutos, consegui controlar a velocidade com o travão frontal, fazer a curva em segurança e parar a bike na garagem...

Com um olhar atento para os calços, percebi o culpado... Estavam gastos, cansados e a necessitar de reforma... Ao pensar no assunto, fez todo o sentido que estivessem assim. Ora façamos algumas contas:
Quando montei a versão 0.1 da Utopia, uma das coisas que fiz logo foi mudar os calços de travão. Fizeram comigo 1551,9 km. Depois, os calços que comprei, já tinham sido trocados (trás para a frente e frente para trás) quando passei para a versão 1.0. Desta forma podia gastar o máximo de cada par, visto que o de trás gasta-se sempre mais.
Estamos a falar de uma bicicleta em que ando maioritariamente acima dos 30km/h. Os calços de travão (v-brake) que tenho não estão propriamente preparados para este tipo de velocidade permanente. Claro que vou gasta-los mais rápido.
Para finalizar, os calços comprados na altura permitem substituir apenas a borracha, sendo o apoio o mesmo. Sai mais barato e torna a substituição muito mais simples.

Era inevitável que tinha de fazer alguma coisa pela minha segurança. Para conseguir voltar a casa, afinei o cabo via manete (felizmente ainda tinha todo o afinador para usar) e consegui ter travões suficientes para fazer a viagem de regresso de forma confortável.

No fim de semana, no qual já tinha planeado fazer uma limpeza (tem chovido bastante) e uma pequena revisão à Utopia, tive também de ir às compras porque os calços estavam bem para lá do que é aceitável!
Tinha a ideia de comprar as tais recargas e afinar os travões. Mas acabei por fazer outra coisa...
Travões de disco, principalmente hidráulicos, são a coisa mais eficiente do mundo. Mas para a Utopia não são possíveis de aplicar. O quadro não tem apoios para os colocar, muito menos espaço para os discos. Mas nada me impedia de colocar um novo kit de V-brake. Era um dos poucos componentes que ainda eram de origem e estavam a necessitar de reforma... As molas estavam tortas, cheias de ferrugem e tornavam as afinações sempre muito mais difíceis. Assim, em vez dos calços, comprei o sistema completo:

Kit V-Brake Decathlon (Link)

Os calços que trás não são os que mais me agradam mas sei que inevitavelmente terei de os mudar em breve. Eles vão derreter, tal como os anteriores bastante rápido. No entanto, até lá darão para o que necessito.

Esteticamente, ficaram muito melhor porque já não têm ferrugem, são pretos e possuem sistemas de afinação mais recentes, excelentes para as minhas inevitáveis trocas e acertos...

Travões frontais

Travões traseiros

Nota Final - Como este post foi publicado com cerca de dois meses de atraso, posso claramente afirmar que os calços novos (par traseiro) duraram uma semana. Para já, os da frente ainda sobrevivem mas não por muito mais tempo. Segui o que estava previsto e adquiri as recargas para os calços que tinha... A foto anterior já têm os calços novos :)

terça-feira, 8 de março de 2016

A versão 1.0 da Utopia


Com a chegada do kit elétrico, estava em condições de finalizar a versão 1.0.
Tinha a ideia teórica de como o fazer mas na realidade nunca sequer tinha andado numa e-bike, quanto mais montar uma!
A minha principal preocupação nesta fase era garantir que tudo ficava o mais alinhado possível para evitar atritos nas rodas e manter o design da Utopia. O meu medo era ter fios pendurados por todo o lado depois do trabalho todo que tive em mantê-la bonita.


Comecei por retirar as duas rodas. A da frente porque o kit trás uma roda com o motor embutido e no qual preciso de montar o pneu. A de trás teve de ser tirada porque o cepo que a montou (leia-se eu) decidiu por o pneu no sentido contrário.
Ao montar a roda de trás novamente no sitio, já com a atenção de usar o sentido correto, passei para a frontal.


Voltas, voltas e mais voltas e ela não queria entrar. Com um olhar mais atento, era o garfo que estava estreito nos apoios do veio. Faz sentido porque foi pintada com algumas demãos de tinta e o veio da jante original é muito mais fino (saca rápido).
A resolução passou por usar um limatão (um género de lima para metal mas redonda) e comer a tinta que se acumulou nas fendas para o veio da roda.
Este veio possui umas particularidades interessantes. Nas extremidades, não é redondo mas sim oval. Isto permite que o encaixe no garfo seja o mais justo possível, dadas as forças adicionais que lhe serão aplicadas.
Embora já encaixasse bem e ficasse justo como se pretendia, ainda não estava funcional. Fiz trocas de anilhas de um lado para o outro mas ficava sempre algo a roçar em algum lado. Tive mesmo de colocar uma anilha adicional para servir de espaçador. As anilhas utilizadas são de 12mm.


Com a roda finalizada, tive de montar dois componentes no volante: Display de controlo e acelerador, um de cada lado, junto aos punhos. Por mais simples que esta tarefa seja, o grande desafio foi a arrumação...
A Utopia tem as manetes de mudanças e travões na mesma peça. Isto é impecável para BTT's mas não para uma e-bike. Como tenho tendência a ter as manetes inclinadas para baixo devido à posição em que ando, foi terrível conseguir encontrar um ângulo em que todos os componentes funcionassem, sem baterem uns nos outros. Adicionalmente, como o acelerador e controlador têm de ser os primeiros componentes a seguir aos punhos, o acesso a travões e principalmente mudanças ficou mais difícil. Não seria grave porque pelas contas e pelo que tinha investigado, deixaria quase de todo usar mudanças.



Bateria! O grande peso e pesadelo de uma e-bike. O meu modelo é feito para ser aparafusado diretamente ao quadro, no local do suporte para o bidon da água. Para o fazer, é necessário tirar a bateria do suporte, fixar o suporte e depois recolocar a bateria. A ideia deste método é permitir tirar a bateria deixando sempre o apoio na bicicleta, o que pode ser útil para carregá-la ou quando se deixa a bicicleta num parque público.


Ainda com todos os fios pendurados estava a faltar o cérebro da operação que seria responsável pela boa ou má gestão de cabos.
Acho que nunca o indiquei mas tenho alguma (grande!) pancada com a arrumação de cabos e fios. Em todos os projetos que faço que os envolvam, existe sempre uma boa parte do tempo em que fico a arrumar fios. Odeio que estejam desarrumados. Eu sei que é um sintoma OCD (Obsessive Compulsive Disorder) mas que no meu caso é apenas uma "paranoiazita".
O controlador: A caixa maravilha onde tudo liga e que completa o circuito. Antes de ter um local final para a por, liguei os componentes, libertei a roda e liguei o sistema...
Fez-se luz e tudo começou a funcionar à primeira! Levantei a roda no ar e pela primeira vez ia perceber o tipo de forças envolvidas e como os componentes reagiam sem peso. Comecei a acelerar devagar e a roda começou a girar. Acelerei mais um pouco e a velocidade aumentou bastante. Nesta altura marcava cerca de 25km/h. Decidi soltar o bicho e leva-lo ao máximo! Atingiu 43km/h!!
Eu tinha a ideia de que isto era normal e que quando tivesse o meu peso em cima, a resposta seria muito mais lenta e a sua força máxima seria reduzida drasticamente.

Altura então de arrumar os cabos e finalizar "o bicho".
Com o kit, é fornecida uma bolsa para colocar na parte traseira do espigão do selim para por o controlador e onde todos os fios deverão de ser encaminhados. Utiliza-la para esse fim obrigaria a que a maioria dos cabos atravessassem toda a bicicleta para chegarem à bolsa. Embora o seu comprimento seja mais do que suficiente para o efeito, não me parecia bem esteticamente. Ainda comprei um "mini alforge" para a parte frontal do quadro onde colocaria todos os fios... Mas isso obrigaria que o fio da bateria atravessasse a parte inferior do quadro... Também não era do meu agrado... Acabei por a devolver uns dias depois porque não lhe iria dar uso.
E depois lembrei-me da bolsa triangular que estava de momento na Torah, a passear com o meu Pai. Era essa a solução! Bastava que reforçasse a fixação ao quadro e lhe fizesse uns furos para os cabos entrarem.
Fui colocando a bolsa no sitio e simulava a entrada dos fios para garantir que tudo chegava e qual era a melhor localização para os furos. Acabei por fazer três distintos, em função do meu estudo de arrumação que estava a fazer em simultâneo. Um furo em cima na esquerda para os cabos do acelerador e display, um do lado direito para o cabo do motor e um final em baixo para o cabo da bateria.


Utilizei os velcros de fixação para dar um apoio final aos cabos e utilizei uma braçadeira plástica para garantir que a bolsa não saía do sitio. Fixei os cabos com mais braçadeiras plásticas, depois de os enrrolar na parte frontal, nas bichas de proteção dos travões.
Passei os cabos para dentro da bolsa, usando os buracos indicados, para que o excesso ficasse guardado dentro da bolsa.
Antes de os enrrolar, prendi o controlador a um dos elásticos, comecei a arrumar os fios e terminei as conexões. Neste caso, enganos não são possíveis porque cada ligação possui um terminal diferente, mesmo para que não haja enganos.

E ficou pronta a testar!
Levei-a à estrada para perceber o que era capaz de fazer...



Não há palavras para explicar... Aceleramos e ela anda sozinha :) 
Embora isso seja o expectável, quando o fiz pela primeira vez e senti a força que tinha, senti que tinha a missão cumprida, como se todos os problemas que tivesse tido nos dias anteriores tivessem desaparecido...
Passeei um bom bocado usando quase sempre os pedais para ajudar. Parecia que tinha o quadruplo da força ou que ia sempre em descidas. Fantástico!

Voltei a casa e ia deixar para breve o primeiro teste em Lisboa, depois de lhe montar os acessórios finais.
No final, 11 meses depois de ter pensado pela primeira vez em ir para Lisboa com uma E-Bike, a Utopia 1.0 era uma realidade!

Status final:








sexta-feira, 4 de março de 2016

Paint job v0.4/1.0


Novamente em pintura? É verdade... Depois de muitos quilómetros, alterações sucessivas e muita chuva, está novamente na altura de pintar a Utopia.
Embora o processo seja semelhante ao que ela passou há seis meses atrás, existem algumas novidades...
  • Não existirá a aplicação de primário - Como o fiz na primeira pintura, nesta altura não existe necessidade. Principalmente por já ter tido o tratamento e por ter mais duas camadas de verde, a proteção que o quadro tem será mais do que suficiente.
  • Isolamento de mais componentes - Um dos erros que cometi na primeira vez foi pintar partes que nunca estariam visíveis e que não havia necessidade. O melhor exemplo é o espigão do selim e o avanço do volante. Como já sei a "medida exata" para cada um deles, vou isolar as partes que ficam escondidas. Para além da óbvia poupança de tinta, mover estas peças depois de as colocar no lugar (ou a sua colocação inicial) torna-se muito mais fácil.
  • Aplicação de verniz - Embora tenha falado nesta fase da primeira vez que pintei a Utopia, nunca a cheguei a realizar. A tinta preta e verde foi a ultima fase e nunca apliquei a camada de proteção que o verniz pode dar. Adicionalmente, irá ficar com um acabamento mais brilhante (espero eu) e mais aproximado a uma "pintura de série". Estou curioso para ver o resultado final para confirmar se a prática iguala a teoria.
  • Menos componentes a pintar - Um dos componentes que restaurei da ultima vez, será agora substituído. Os veios dos pedais e roda pedaleira são novos pelo que não necessitam de pintura. E ainda bem porque foi dos componentes que mais trabalho me deu a isolar!

Slide show time!





segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O fim da semana infernal


Embora horrivelmente dolorosa, a segunda-feira sempre foi para mim o primeiro dia da semana. O Domingo sempre me pareceu o ultimo, onde preparamos tudo para a nova batalha de 5 dias - no meu caso - seguidos de trabalho onde pouco ou nenhum tempo temos para fazer o que precisamos e/ou gostamos.

A semana que passou soou a que algo do além tinha vindo para me assombrar e que decidiu apertar comigo mais a sério porque não lhe devia estar a dar atenção suficiente. Apertar comigo porque nas ultimas semanas tudo o que é estranho tem acontecido comigo (ver este post da semana passada) e nos últimos dias decidiu ser bruta, fazendo com que o amigo Murphy seja um menino do coro...
Então, de forma calma, no comboio e posteriormente autocarro, tentarei explicar cada um deles. Isto é material que me dará umas boas horas de escrita...

Começando por ordem cronológica, tive os seguintes eventos na semana que passou:

QUARTA
1 - Atraso de 24h na entrega do motor elétrico

QUINTA
2 - Acordar às 3:00 para levar os cunhados ao aeroporto, onde tinham de estar às 4:00. Chegar a casa às 4:30 para dormir mais uma hora e ir para o trabalho.
3 - Ida para a estação com a Trailrock e ida para o trabalho de comboio + autocarro
4 - Erros na transferência dos meus dados de morada para a entrega da DHL
5 - Chamadas intermináveis para o serviço de clientes da DHL
6 - Lá entregaram o kit ao fim da tarde (o meu Pai não saiu de casa para esperar pela entrega que ocorreu apenas no fim do dia)
7 - Chego à estação de Cascais para descobrir que a Trailrock tinha sido roubada
8 - Horas a falar com o pessoal de segurança da estação (que devo dizer que foram muito prestáveis, sem ironia)
9 - Uma hora e meia para fazer queixa na PSP do roubo (também prestável e também sem ironia)

SEXTA
10 - Chuva torrencial, a Trailrock não iria decerto nesse dia para a estação (se não ia, foi no ultimo dia que a deixei na estação que foi roubada)
11 - Stress violento no trabalho, porque tudo decidiu "pegar fogo"
12 - Falar com todas as pessoas que conheço e andam de bike sobre o roubo. Quantas mais souberem, maior é a possibilidade de ela aparecer
13 - O Jojo, sensibilizado com o roubo, disse que tinha a antiga BTT dele para venda
14 - Jantar em casa de amigos
15 - Ao sair do local em que estava estacionado, o carro bateu por baixo e soltou algo que ficou a arrastar pelo chão
16 - Sim, ainda está a chover torrencialmente e não dá para perceber o problema com o carro. Deixei-o lá e um amigo levou-me a mim e à Pikena a casa

SÁBADO
17 - Acordar às 7:30 para pedir ao meu Pai para me levar ao carro e tentarmos arranjar seja lá o que foi que se soltou
18 - Reservatório do respiro do óleo partido, caixa tirada, tubo virado pa cima e está novo! Pelo menos até à próxima inspeção
19 - Almoço de aniversário do Sogro
20 - Trabalho na Utopia para iniciar a montagem do kit elétrico
21 - A roda com o motor não cabe e não tenho anilhas com a dimensão correta para servirem de espaçadores
22 - Ir ao encontro do Jojo para ver a bike que ele estava a vender. Comprei-a!
23 - Ir para o AKI comprar anilhas. Não há o tamanho que preciso. Comprei o mais aproximado
24 - Montar a nova BTT e prosseguir com o trabalho na Utopia

DOMINGO
25 - Acordar às 7:00 para montar o que restou da Trailrock na nova
26 - Ida para a serra fazer o test-drive à nova BTT
27 - Um tronco enfiou-se entre a cassete, corrente e desviador traseiro. Felizmente ia devagar e parei imediatamente. No entanto...
28 - ... um quilómetro à frente, ouço um estoiro brutal, a roda de trás bloqueou e vejo que o esticador rodou 180°, estava todo torcido e desfeito.
29 - O meu Pai seguiu pa casa para ir buscar o carro com o R.P. enquanto eu e o M.S. ficamos na Serra à espera porque o status da bike era "agarrado"
40 - Descobrir que para além do desviador, o dropout ficou também destruído
41 - Passar a tarde toda a finalizar a Utopia
42 - Test-drive à Utopia e primeira experiência numa E-Bike (sim, a Utopia 1.0 é uma realidade)
43 - As dores nas costelas, da queda da semana anterior voltaram. Desde sábado que têm mostrado que ainda cá estão e que me vão atormentar as noites e manhãs (apenas nestas alturas do dia me dói)


Houve muita coisa que se passou... E muito provavelmente deverei falar de cada uma delas em separado. Mas tinha de pôr tudo para aqui, de forma sequencial e cronológica.

É segunda, o inicio de uma nova semana e tudo se irá resolver, de uma forma ou de outra... Melhores dias virão!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A compra do kit e a espera (que parece) interminável (mesmo não sendo)


Pareço uma criança, nos dias que antecedem o Natal... Dou por mim a ver o site de tracking da DHL de meia em meia hora, para verificar se há updates do seguimento da minha encomenda.
Finalmente pude fazer a compra do meu kit eléctrico para a Utopia e está neste momento a caminho de Portugal.

Segundo o serviço de entregas que a Ciclotek utiliza, irá chegar num prazo de 48 horas. E até lá fica a expectativa de o montar e utilizar pela primeira vez!

Será que não me enganei em nenhum componente?
Será que vai chegar em condições?
Será que nenhuma das peças tem defeito?

Ao longo da minha vida, utilizei muitas vezes serviços de compras online, na sua maioria de lojas internacionais. A título de exemplo, quase todo o material de DJ e produção musical que tenho veio da Alemanha; uma boa parte dos acessórios das minhas bicicletas vieram da China e até os ténis que usei no meu casamento vieram da Amazon (sim, fui com uns fantásticos All Star azuis, tal como a Pikena).

Mas estar habituado não muda a expectativa de comprarmos algo que não vimos pessoalmente, que não mexemos e/ou experimentamos com as nossas mãos.

Depois existe ainda a expectativa de usar um site pela primeira vez. Por tudo o que li, a Ciclotek é de confiança e os seus produtos são de excelente qualidade. Mas como tudo na Internet, vale o que vale até termos a nossa própria experiência.

Agora resta-me continuar a olhar para o tracking... E esperar que chegue :)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O kit eletrico


Uma das coisas que falei aqui muitas vezes mas que nunca detalhei são os kits eletricos...
Mas afinal o que é isso e o quê que o compõe?
Existem milhares de sites com essa informação. Devo inclusivé dizer que encontrar informação correta e fidedigna sobre o assunto não é fácil dado que cada um dá a sua senteça... Este post será mais um deles, com aquilo que aprendi até agora entre pesquisa, pesquisa e mais pesquisa, alguma experiencia com gadgets e por saber o básico de mecânica e eletrónica (isto de ser engenheiro dá jeito para alguma coisa).
Os componentes básicos são:
Motor - Existem de diversos tipos, potências, aplicações e formatos de venda. No fundo resumem-se a duas categorias:
Mid Drive e Hub Drive. Enquanto que o primeiro é obrigatóriamente um PAS (Pedal Assisted System), os Hub drives poderão não ser. A grande diferença entre eles é que um está ligado à corrente e apenas funciona quando pedalamos, o segundo pode ser accionado independentemente de estarmos ou não a pedalar por "ser o veio" de uma das rodas.
No meu caso, optei por um Hub Drive (front) pela simplicidade e preço.

Bateria - Componente mais caro de todo sistema. Representa entre 50% a 60% do valor total do kit. Para piorar, é um componente que tem um número limitado de ciclos de carga, que definirão o seu tempo útil de vida. Adicionalmente, o "mesmo modelo" pode ter diferentes capacidades de armazenamento (leia-se autonomia). Além disto tudo, ainda variam em voltagem, para se enquadrarem com as diferentes potências dos motores.
Controlador - Distribuidor e "cérebro" de todo sistema. É este que faz a gestão de todos os componentes, lendo os inputs dos periféricos e transformando-os em informação para a bateria e motor. Estes existem em diversos modelos mas o que os distingue é a sua amperagem. Quantos mais amperes, maior o seu output a nível de potência. Mas claro que a nível teórico e dentro de determinados intervalos. O que pretendo dizer com isto é que de nada serve ter um controlador de 20A quando a nossa bateria tem 24 volts. É necessário que exista equilíbrio entre os componentes. Por essa razão, a compra de kits faz todo o sentido, por serem peças testadas em conjunto e que garantidamente vão funcionar bem.
Com estes três anteriores e um dos dois seguintes, podem ter uma e-bike totalmente funcional:
Sensor P.A.S. - Pedal Assisted System. Este pequeno sensor, colocado no eixo pedaleiro, verifica a rotação que estamos a aplicar à bicicleta e ativa a assistência eletrica em função disto. No meu caso, embora seja fornecido com o kit, não o vou instalar porque pretendo ter a possibilidade de acelerar sem pedalar.
Acelerador - Também opcional ou para utilização em conjunto com o anterior. Aqui existem muitas escolhas, desde o punho completo até ao de polegar (minha escolha). Pretendia um acelerador o mais pequeno possível, mas que me desse controlo absoluto de quando quero ou não assistência do motor.
Componentes opcionais:
Display de controlo - Desde o básico com um botão on/off ao complexo sistema integrado sem fios. Tudo depende do que estejam dispostos a pagar e que faça sentido para o uso qur vai ter. Eu optei por uma solução intermédia, que me permita ter acesso a alguns dados telemétricos mas que também seja um velocimetro. Nunca pus um na Utopia precisamente porque não queria ter mil componentes no volante, principalmente redundantes.
Manetes travão corta-sinal - Na loja onde adquiri o meu kit, antigamente estavam incluidas a custo zero. Agora são pagas. Servem para cortar a alimentação do motor assim que são premidas. Uma solução de segurança interessante mas não necessária para a minha utilização. Se pensarmos nisso, tanto num carro como numa mota nada nos proíbe de travarmos e acelerarmos ao mesmo tempo. Simplesmente não o fazemos porque não faz sentido. Se preciso de travar, largo o acelerador.
E esta é a teoria... Muito mais se poderia dizer sobre cada um deles mas como ainda não tenho o meu, posso apenas falar do que leio. Daqui a muito (pouco) tempo, vou ter o meu :)

As novas peças para a versão 0.4


Ao longo do processo de desmontar a Utopia, identifiquei quais as melhorias a fazer e se estavam enquadradas com o comportamento que vinha a ter.
O resultado foi muito virado para a parte da transmissão que ainda era de origem e que necessitava de substituição:


Este foi o conjunto de peças que adquiri, todas na Decathlon.

Pedaleira tripla BTT - Ainda de origem, a pedaleira que tinha, para além do desgaste óbvio do uso que já teve, estava empenada, o que piorou da última vez que a tirei (à martelada). Além destas razões, no total esta é mais leve e possui mais dentes na terceira engrenagem, o que será útil na versão 1.0 (eléctrica). Ainda olhei para as de estrada, por terem mais dentes mas achei que não se justificava, pelo menos para agora, antes de ver o comportamento com assistência eléctrica. LINK

Extractor Pedaleira - Embora não seja uma peça propriamente dita, é uma ferramenta muito útil e que ainda não tinha. Trata-se de um extractor da pedaleira, mais conhecido como "saca". Não é mais do que um parafuso dentro de outro que força que o veio se solte.
Durante a desmontagem tentei usa-lo na pedaleira antiga mas não resultou... A rosca está tão gasta e velha que o saca não consegue entrar. Lá terá dr sair uma ultima vez "à pancada". LINK

Elos de ligação corrente - Seja por ser um "cêpo" ou porque simplesmente é assim, sempre que tiro a corrente tenho de acrescentar um elo de ligação. Depois de ter tentado incessantemente reutilizar estes elos para abrir e fecha-la sem sucesso, desisti. Se tenho de abrir a corrente, meto um elo novo para tomar o lugar daquele que foi aberto. LINK

Desviador frontal 3V - Ainda de origem, este era dos componentes mais mal tratados que a Utopia ainda possuía. Por opção devido a budget vs. prioridade, este componente ainda não tinha sido substituído. O seu estado apontava claramente para "cansaço" e gritava por reforma. Dado que as voltas em cidade, para os trajectos que faço, não envolvem grandes diferenciais de mudanças, porque são quase todos a direito. Agora que pretendo ter os componentes elétricos, andarei quase sempre em terceira à frente, pelo que não necessitaria de o substituir... Ou precisava?
Pensemos que fico sem bateria antes de chegar ao meu destino... E que tenho uma subida pela frente... Como a bateria e o motor juntos pesam perto de 6kg (pelo que li), estamos a falar de esforço adicional. Ora fazer isto sem o auxílio de reduções daria aso a levar a Utopia à mão. Além disso, esta fase será bastante "estética" e componentes mais velhos "estragariam o look" :) LINK

Ponteiras para bichas - Na montagem inicial da Utopia, uma das coisas que ficaram em falta foram terminais para todos os revestimentos de cabos. Voltando um bocado atrás no tempo, uma das coisas que tinha definido é que queria proteger ao máximo todos os cabos por meio de bichas. Este é um dos detalhes que sempre me fez extrema confusão na montagem de origem da maioria das bicicletas. Uma grande parte dos cabos está exposta aos elementos, degradando-os muito rápido, principalmente quando a bicicleta é utilizada debaixo de chuva ou ambientes muito húmidos. Por isto, na altura, comprei um kit que trazia os cabos e respectivas protecções. Mas como nas montagens "normais" nem todos os segmentos têm protecção, não existe a necessidade de ter muitos terminais. Ficaram uns quantos em falta que não cheguei a comprar. Como está toda desmontada, achei que era o momento. Além disso, como indiquei, nesta fase, a vertente estética está em destaque. LINK


Caixa de direcção - Não porque estivesse inutilizável mas sim por uma oportunidade a nível de preço, comprei também uma caixa de direção. Ainda estou por confirmar se o modelo adquirido é compatível com a Utopia.
E porquê nova? Simplesmente porque a consegui por 3€ e a que tenho está com uma valente amolgadela e com os rolamentos bem velhos... A confirmar-se a sua utilização, comprei por 3€ algo que custava 15€ :D
Mais uma vez, a nível estético (e funcional) tenho uma nova solução. LINK


Na secção seguinte, indico as peças que embora não sejam novas (compradas para este fim) serão colocadas na Utopia como parte integrante da versão 0.4.

Farol Frontal - Uma das coisas que a Pikena me disse sobre a C20 é que esta era pesada. Ora isto não é novidade para uma bicicleta daquele tipo, principalmente quando possui cesto frontal e porta-bagagens traseiro. Existem n acessórios estéticos que quando combinados contribuem em mais dois ou três quilos em cima de um quadro já pesado por si.
Tendo isto em conta e sabendo que ela não irá andar durante a noite, perguntei-lhe se queria que lhe removesse as luzes. No total, pesam umas boas 400g e dão jeito para a Utopia. Como se não fosse razão suficiente, como o farol está por baixo do cesto, ao andar, apresenta um comportamento estroboscópico (conversa de DJ para uma luz que pisca).
Este componente é meramente estético dado que o seu led não é muito forte. Serve como uma boa luz de presença mas não para iluminar o caminho. O único senão deste componente é o facto de ser a pilhas e não é recarregável. Quando a carga acabar, irei colocar-lhe pilhas recarregáveis (tenho de manter a Utopia amiga do ambiente :) ).



Farol Traseiro - Também da C20, esta luz irá ser mais útil do que estética. Embora seja um farolim interessante a nível de design, possui três leds vermelhos que indicam de forma muito eficiente a minha presença durante a noite. Tal como o farol frontal, é alimentado por meio de pilhas que serão substituídas para recarregáveis quando a carga inicial terminar.

Suspensão frontal - No post A antiga bicicleta da Pikena indiquei que o único componente que foi aproveitado era a suspensão frontal. No momento de escrita deste post, ainda me encontro em fase de recuperação desta peça. Estou ainda por saber se irei conseguir ou não que funcione.
Sei que a usar, terá dois impactos negativos na Utopia:
  • A nível de design, afastar-se-á de uma bicicleta clássica. A troca entre um garfo rígido por uma suspensão BTT muda drasticamente o aspecto da frente da bicicleta.
  • Peso acrescido. Qualquer pessoa que tenha andado de BTT sabe que 2 terços do peso estão na parte frontal devido à suspensão. Se eu já considero a Utopia pesada, com este add-on, será pior ainda
Mas claro que tem vantagens óbvias!
  • O conforto. As repetidas passagens pelos empedrados de Lisboa têm o seu peso nas minhas costas e braços.
  • Impactos no motor frontal. Como optei por um motor na roda da frente, todo e qualquer impacto que a roda levar, irá afectar o motor. Para além da parte mecânica, existe também a parte dos furos. A jante que terá o motor não está preparada para ter um saca. Nem deve! Mais uma razão para apostar na suspensão.
Este será quase que um projecto por si só. Sou totalmente leigo no que toca a manutenção e recuperação de suspensões. Não faço ideia se irá funcionar bem e/ou se é viável. Com o tempo e trabalho realizado, irei partilhando as conclusões. Por ser um work in progress, ainda não vou partilhar imagens sobre ela...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma visita de um velho (e inconveniente) amigo


Prior Velho... Um local que conhecia apenas de nome... Sabia que era uma das zonas que via quando olhava pela janela ao levantar voo na Portela. Mas nunca cá tinha vindo...
Desde dia 1 de Fevereiro que mudei de escritório e vim para esta zona. Desde essa altura que a Utopia foi descansar (desmontada) e que será (algures no tempo) recuperada e atualizada para a versão 0.4.

E o quê que tudo isto tem a ver com visitas inesperadas? Vamos por partes..

Lembram-se do problema no carro e os atrasos sucessivos no arranjo, incluindo um motor novo? Era bom que tivesse ficado resolvido... Na verdade até ficou mas um mal nunca vem só... É que o Murphy andou comigo na escola e gosta de me visitar de tempos a tempos. Não que tenha mal ser agradado com visitas inesperadas de velhos conhecidos que estiveram connosco nos piores momentos. Mau é quando sabemos que essas visitas significam problemas...

Se o motor ficou ok, agora é a admissão de ar. Pelo menos é o que eu acho (todo eu sou skill em mecânica de carros - NOT) e que provavelmente não faço ideia.
Posto isto, novo agendamento com a oficina, novo pedido de reboque para o transportar e novos custos não previstos a assombrarem os planos que tinha.

As consequências são imediatas! A Pikena volta a ir de transportes para o trabalho, eu tenho de atrasar o desenvolvimento da Utopia e tenho de voltar a ter passe pelo menos durante um mês.
Isto até que não me chatearia muito se estivesse a trabalhar no Oriente. Um mês de metro não era assim tão mau, depois de o ter feito por mais de quatro anos (menos o tempo que estive em Angola)... Estamos a falar do Prior Velho, já no concelho de Loures, onde não há metro e poucas alternativas de autocarro... Era a confirmação que pelo menos durante um mês tinha de fazer o trajeto integral do 781! Cais do Sodré <-> Prior Velho! Em dias bons, estou a referir-me a uns infernais 40 min num autocarro! Não me interpretem mal, sou totalmente adepto da sua existência mas depois de andarmos diariamente de bicicleta para o trabalho, todas as viagens em transportes públicos nos parecem "apertadas". E o pior é que em 2 semanas já tive três incidentes, totalmente distintos! Um dos dias o autocarro estava tão cheio que as pessoas não conseguiam entrar (muito menos fazer o trajeto em segurança), no outro ficamos sem porta frontal e o percurso terminou no Terreiro do Paço (tive de ir de taxi depois do atraso enorme que ja havia) e por ultimo (o que está a ocorrer enquanto escrevo isto), simplesmente vamos parar em St. Apolónia só porque sim... "Então e porque?" perguntei eu por não estar habituado a estes procedimentos... "É o que diz lá fora não é?" Foi a resposta que tive do motorista, com uma entoação de "Todos me devem e ninguém me paga!" Afinal de contas a questão é totalmente fora do âmbito do seu trabalho. São pagos apenas para nos levarem do ponto A ao ponto B, por um percurso pré-definido...
Não consegui responder... Não por me ter acanhado ou porque compreendi mas simplesmente por ter ficado chocado... Mas tudo bem, o senhor devia estar a ter um dia mau e não ia piora-lo. Reduzi-me à minha insignificância e fui para um lugar bem no fundo do autocarro para escrever isto no telemóvel, enquanto ouço a minha dose diária de synths, linhas de baixo e kicks ("ai musica, o que seria de mim se não fosses tu...")


Depois de tanto texto, ainda apenas estou no Braço de Prata...

Onde é que eu ia?! Ah! O Murphy! Esse grande maluco!

Estamos em Fevereiro... E tenho a noção que o tempo é suposto ser frio, chuvoso, etc. É Inverno, normal! Mas sinceramente... Já que não posso comprar o kit eléctrico até saber o valor do estrago (leia-se o que vou pagar na oficina), ao menos que possa avançar com a pintura da Utopia, com a limpeza do resto das peças e essas coisas que me ajudam a descomprimir... Mas não... "Bota mais chuva pa cima porque as formigas têm de se ir abrigar para o armário dispensa lá de casa... Mas olha... Com cumprimentos do Murphy!"

E cheguei a St. Apolónia... que trocar de autocarro e prosseguir com o trajeto, 10 min depois, após um atraso de 20 min no arranque do Prior Velho...

As formigas, minhas vizinhas do jardim, são umas porreiraças! São limpinhas, cumprem com as tarefas de comer as migalhas quando as sacudo da toalha para o jardim e vivemos em harmonia. Mas nesta altura do ano fritam a pipoca e lá tenho eu de me chatear, limpar os armários e enche-los de pesticida. Lindo e maravilhoso!

Mais de duas horas depois, lá consegui chegar a casa e concluiria o post na manhã seguinte...

Ficamos por aqui? Ainda não porque ao chegar a casa havia mais uma... Acabei por escrever quando fui para a cama - sempre a trocar os planos - enquanto a Pikena dormia e eu estava com o portátil no colo... Não podia esperar para publicar isto :)

"Mooooor... Estamos sem gás... Como fazemos amanhã para tomar banho?" Lá fui eu verificar se tínhamos alguma botija de reserva... Estava lá pimpona e reluzente à minha espera, aguardando impacientemente para a ligar...?

... preciso mesmo de responder ou já perceberam?

Lá fui eu, aceitando que o dito cujo Murphy tinha decidido passar o dia comigo, e que ia continuar a acompanhar-me durante a noite também, como aquele amigo incómodo que não sai da vossa casa depois de ter bebido demais, que fica chato e não percebe que são 3 da manhã de uma quarta-feira, quando têm de estar a pé passado 4 horas porque trabalham cedo...

Chegado à bomba de gasolina, depois de já ter aceite que não ia fazer nada do que tinha planeado, diz-me a senhora "Estamos em fase de jantares. Estou sozinha e tenho de esperar pelo meu colega para abrir os cadeados das botijas... Ele chega daqui a 15 minutos..." Nem disse nada, sorri e disse que esperaria esse tempo, como quem já estava a adivinhar que algo assim ia ocorrer...

Resumindo e baralhando, que isto já vai longo... Irão haver atrasos, passarei um mês inteiro a stressar com autocarros e a ver a Utopia esventrada sem poder fazer nada... Resta-me levar as coisas "numa boa" e pensar que a Primavera vem aí... E com ela as passeatas sem luzes, casacos ou impermeáveis... Melhores tempos virão... Até o velho (e inconveniente) amigo decidir voltar a fazer uma visita..

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Manutenção Utopia


Com uns quilómetros valentes em cima, depois da troca de escritório e do meu objectivo de finalizar a Utopia 1.0, iniciei a manutenção. Desta vez quero fazer algo mais do que dar uma limpeza superficial e lubrificar a corrente.
Adicionalmente, tinha pensado que até conseguir comprar o kit eléctrico iria "por a bike no estaleiro" para tratar dela decentemente.
Embora não tenha pedalado em Lisboa desde a ida para o Prior Velho, a Trailrock tomou o lugar da Utopia nas deslocações até à estação, porque tenho de ter uma forma de lá chegar.

Com as chuvas que se fizeram sentir em Janeiro e com a falta de tempo que tenho tido, a Utopia ficou num estado impróprio para consumo! Suja, a precisar de lubrificação, suja, a ranger por todo o lado e mesmo muito suja!

O plano passa pelas seguintes intervenções:

Utopia 0.4
  • Desmontagem completa de todos os componentes
  • Limpeza de todos os componentes mecânicos com produtos adequados
  • Limpeza de todos os componentes não mecânicos, com especial atenção às jantes (os travões estão a chiar muito devido à sujidade acumulada)
  • Inventario do que necessita de substituição
  • Nova pintura do quadro e componentes estruturais (devo manter as cores anteriores)
  • Montagem após pintura
  • Afinações
  • Test drive

Utopia 1.0
  • Esperar pela melhor altura para comprar o kit eletrico (budget problems devido a uma nova avaria no carro)
  • Comprar o motor eléctrico (entrega em dois dias por vir de Espanha)
  • Montar o sistema eléctrico
  • Test drive

Como as fases são bastantes e o tempo está sempre contra mim, ficam algumas imagens do estado em que ela estava quando a comecei a desmontar:













Como entre o fim de semana e o Carnaval tive um dia de férias e a Pikena não, aproveitei algum do tempo para começar o longo trabalho que me esperava. Alguns dos resultados preliminares:









Para os componentes mecânicos, não usei petróleo (o que uso normalmente) mas sim um desengordurante potente. A conselho de um mecânico de carros, uma das melhores coisas que existe para limpar componentes com óleo é Mistolin (desengordurante do cozinhas). Experimentei e fiquei muito satisfeito com o resultado. Apenas têm de ter em atenção os seguintes detalhes:

  • Muito agressivo para as mãos! Usem luvas! Eu não o fiz e tenho a pele das mãos toda seca e a cair!
  • Pode queimar a pintura do vosso quadro! Caso apliquem nessa zona, não deixem secar e passem por água corrente. O mesmo se aplica a borrachas. Por esta razão apenas uso para componentes de metal da transmissão.