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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Novo projecto! Ou será que não...?


Para explicar ao que me proponho com este "novo" projecto, tenho primeiro de explicar uma pontas soltas que deixei nos últimos posts...


Q. Afinal que raio se passou com a Torah?


R. Esta é a pergunta mais óbvia a fazer. E a explicação é bastante lógica. Como indiquei antes, pensei bastante durante as férias sobre o que fazer e como avançar com os diversos projectos. A parte de Offroad já foi explicada. O que mudou com a Torah foi ter pensado que fazia mais sentido dá-la ao meu pai do que altera-la para eléctrica. As vantagens eram imensas e nunca me tinha apercebido disso! Venham de lá os famosos tópicos que uso a toda a hora:
  • Dar o que posso a alguém que precisa - Algures no inicio deste blog, expliquei a situação laboral do meu Pai e o quanto ele gosta de pedalar. Falei também da sua velha bike, sem suspensão, com muitas folgas e pintura a pincel para evitar a ferrugem.
    O correto a fazer era oferecer-lhe a Torah! E aqui está a explicação de continuar a vê-la todos os dias. Sempre que vou andar com ele, lá está a Torah em todo o seu esplendor, a servir o propósito para o qual foi criada (não por mim mas pelos fabricantes da Berg): Estar fora da estrada...
  • Alterações técnicas mais complexas - Modificar a Torah para eléctrica iria dar-me umas quantas dores de cabeça que não tinha previsto inicialmente:
    • Travões de disco vs. Motor eléctrico - Os motores que ando a ver, aplicam-se a uma das rodas, passando o eixo da jante, o motor. Todas as alterações que pesquisei, envolvem V-Brakes. Não digo que não fosse possível mas decerto que seria mais complicado. Adicionalmente, caso quisesse passar para V-Brakes, o quadro da Torah não estava preparado. Qualquer uma das saídas ia ser difícil...
    • Peso já elevado - Só o quadro pesa muito. Mais os pneus, mudanças, travões e todos os acessórios necessários para a cidade iam pô-la muito pesada. Isto era exequível quando não tinha um motor, controlador e bateria. Já estão a imaginar eu a pedir ajuda para entrar e sair do comboio porque tenho um monstro de 30 kg?! Pois... Se calhar não era boa ideia.
    • Quadro demasiado largo - Um quadro robusto é das melhores coisas que se pode pedir. Mas o da Torah é demasiado robusto! Para além da parte óbvia do peso, na cidade não tenho necessidade de andar com um "bicho" que foi feito para levar pancada da grossa.
    • Adaptabilidade aos acessórios citadinos - Quando uma coisa não é criada com um determinado intuito, sirvo-me sempre da criatividade e algum engenho para dar a volta à situação. Mas isso tem o seu preço! Pode ser em estabilidade, peso ou mesmo design.

Q. Posto isto vais deixar o projecto cair por terra?


R. NÃO!! Nem pensar! O projecto da bicicleta eléctrica é uma das principais razões para a existência do VinhoSobreRodas! Se deixasse de existir, provavelmente aconteceria o mesmo ao blog... Acabava!

Q. Então como vais fazer? Como vais fazer o projecto andar?


R. No meio destas trocas e baldrocas sobrou uma bike não foi? Pois é! Será ela o meu objecto de estudo para as próximas semanas, a minha tela em branco e o meu passatempo!

Q. Como é que ela é? Em que estado está? Mostra mostra!


R. Apenas vou mostrar como estava antes de lhe mexer. Como era antes de passar para as minhas mãos. O trabalho que estou a desenvolver será gradualmente publicado, conforme o vá fazendo...
Proximamente, hei de por o meu plano de "implementação" "em cima da mesa" (leia-se num novo post). A única coisa que posso adiantar para já é que se vai chamar Utopia...


sábado, 29 de agosto de 2015

O adeus...


Embora sempre soubesse que o dia viria, por mais que saiba que é melhor assim, por mais que diga que não, custa sempre...




Hoje, Sábado, dia 28 de Agosto de 2015, despeço-me de ti, com alguma tristeza mas com muito orgulho!











Tenho a agradecer-te o apoio, o estares sempre comigo, nunca me teres deixado mal, nunca teres tido um furo e por me teres carregado ás costas todo este tempo...









Agradeço-te pelos 671,7 km que fizemos juntos (sim, sei a este nível porque sempre tive o cuidado de os marcar com o Strava).












Foste uma excelente companhia, embora "rezingoza" algumas vezes mas nunca deixaste de puxar por mim. Tratei-te com todo o carinho que me foi possível e mesmo estando a preparar o meu casamento, nunca deixei de te dar atenção.










Pelo nosso trajecto juntos, tiveste alguns problemas de saúde que, felizmente foram bem tratados e tenho a consciência tranquila de que fiz tudo o que podia por ti.












Ultrapassamos juntos muitos obstáculos, desde subidas íngremes a dias inteiros de chuva, de ciclovias em Lisboa a passeios nocturnos por Sintra.











Mas este dia era inevitável.... Faço-o de cabeça erguida e tranquilo de que fomos o melhor possível um para o outro. Sei que será diferente daqui para a frente mas que terás sempre um lugar na minha memória (e do Strava também)...Sei que vais para um sitio melhor, onde serás igualmente bem tratada, por alguém que te irá estimar muito.


Por isto tudo, muito obrigado! Adeus... Foi um prazer pedalar contigo!

Entrego-te como te recebi, sem apetrechos e sem ar citadino. Mereces essa última honra!


DISCLAIMER: Apenas para garantir que não firo susceptibilidades, não! Isto não é uma carta de amor ou algo assim! É apenas a minha forma de me exprimir que pode soar parva ou ridícula. Tenho o mau hábito de personificar todos os meus veículos e a Torah não seria uma excepção. Por essa razão, achei que seria adequado fazer um post sobre o último dia que estivemos juntos :)

NOTA: Aproveito este post para dizer que o projeto E-Torah também já não se poderá realizar.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os dois "novos" projetos

Há uns posts atrás disse que haviam dois projectos que ainda não tinha falado e que um deles é uma das principais razões da criação deste blog.

Antes de os apresentar, mais um pouco de enquadramento...
As idas para Lisboa estavam a ser cada vez mais frequentes tal como os meus passeios de BTT. Aplicando o belo do CSI (ver post anterior que fala sobre isto para mais detalhes), cheguei a algumas conclusões e alterações que teria de fazer para melhorar a minha performance, melhorar a minha condição física e acima de tudo estar mais confortável.
A forma como a Torah foi concebida por mim faz dela um excelente objecto de estudo. Posso dizer que adoro como ela está... Mas tenho de ser sincero comigo próprio... Na realidade não é nem uma bike citadina nem uma BTT para o nível de exigência que a tenho submetido. Onde mais isto é notório é no peso... De origem, a Torah já pesa algo na roda dos 16 kg... Com as coisas todas que lhe meti, piorei drasticamente este factor...
A parte pior disto é que para aproximar de um estilo afasto-me do outro...


Depois de muito pensar no assunto, achei que era a hora de criar algo diferente e mudar totalmente a minha óptica de upgrade.

Projecto E-Torah (ou Thorah 1.0):
Algo que me chamou a atenção logo que me iniciei nestas andanças, foram as E-Bike. Para quem não sabe o que é, consistem numa bicicleta "quase" normal que possui um motor eléctrico auxiliar. Na verdade, é uma bicicleta tacitamente igual às outras com a excepção de ter pelo menos mais 8Kg em cima de todos os componentes adicionais.
Isto sem dúvida que era uma ideia genial para usar a bike todos os dias nas viagens para Lisboa. Encurtava o meu tempo e nos dias em que "não apetece" já não tinha desculpa...
Mas quando vi os preços pela primeira vez, desmoralizei... A linha de entrada da Decathlon com estes bichinhos anda na casa dos 500€. Além disso, em termos de autonomia, design e força não tinha o que procurava... Haveria de encontrar outra solução mais eficiente e económica para por este projecto em prática.


Projecto Offroad:
Para já, terá este nome... Quando iniciar a sério e sair do papel, o projecto terá outro nome. Eu tenho o hábito de "personificar" tudo. As bikes não são excepção :)
Modificar a Torah para eléctrica resolvia apenas metade dos problemas. Como indiquei acima, acrescentar equipamento eléctrico a ela ia afastar-me ainda mais de uma BTT leve e altamente manobrável. Para dificultar mais as coisas, acredito que os componentes eléctricos (principalmente o motor) não iria ficar muito agradado em andar a saltitar de buraco em buraco. Tinha de proteger o investimento (caso o chegue a realizar).
Surgiu então a única hipótese lógica: Ter duas bikes distintas, para dois tipos de utilização distintas. Tinha de ter uma BTT "nova". Atenção que por "nova" refiro-me a nova nas minhas mãos. Nesta altura ainda debato comigo mesmo duas possibilidades:
  • Comprar uma nova (gama média)
  • Comprar uma usada (gama superior)
Qualquer que venha a ser a minha escolha, dois factores tem de ser garantidos:
  • O budget será o mesmo para as duas hipóteses
  • Apenas posso fazer isto depois do casamento

Embora os dois projectos sejam mais ou menos paralelos, por questões de usabilidade, o projecto offroad terá de avançar em primeiro lugar. Afinal de contas, a partir do momento que colocar o motor na Torah, acabou-se o offroad e passa a ser usada exclusivamente em estrada.

Algum trabalho de investigação já arrancou para ambos os projectos. Já consultei blogs e fóruns sobre e-bikes, já pesquisei por classificados de bikes na minha zona, já fui a várias lojas que as vendem... Enfim... Difícil vai ser a escolha. E mais importante, viver com essa escolha, não olhando para trás e acreditando que fiz a melhor opção possível...