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terça-feira, 19 de abril de 2016

Maratona Sobral de Monte Agraço - A prova

 

Pela primeira vez para o M.S. e para o Pai que iriam a um evento de bicicletas organizado. Eu tinha tido em Dezembro a experiência do Nocturno no Barreiro mas isso foi um passeio. Desta vez estamos a falar de uma prova. Embora fossemos para passear, é inevitável que pensemos na parte da competição. No meu ponto de vista, a competição é contra mim mesmo... E quais eram os objectivos?
  • Acabar a prova
  • Não haverem falhas mecânicas
  • Não haverem acidentes
  • Não ser o último na geral
  • Não ser o último no meu escalão
  • Mas mais disso abaixo...
A abertura do secretariado era às 7:30. Ora isto envolve chegar cedo, sair de casa cedo e acordar ainda mais cedo... O meu despertador tocou às 5:00. Por mais que me tenha custado levantar (estava a morrer de sono), a ideia de ir andar de bicicleta supera o peso nos olhos e as garras da minha almofada que não me queria deixar levantar...
Tudo preparado de véspera, tive apenas de por a Shorty no suporte, a Torah desmontada na mala e seguir ao encontro do M.S. com quem tínhamos encontro marcado às 6:30.
Vertex em cima do carro no outro suporte e seguimos viagem com destino a Sobral de Monte Agraço. A previsão meteorológica não era a melhor, com ameaças de chuva torrencial. Para não falar do que já tinha chovido nos últimos dias. Afastava de mim os pensamentos de lama extrema que em Monsanto me deram tantos problemas..
E lá esteve a chuva e nevoeiro a fazer-nos companhia durante o caminho mas decidiu ficar por lá. Ao chegar, estava frio (eram 7:45) mas sem chuva. Estacionamos, fomos buscar os dorsais e regressamos para preparar as máquinas.
Antes do inicio da prova, entramos para a nossa box de partida e ficamos bem para trás para não apanhar toda a confusão dos galifões que estão cheios de pica no inicio mas que ao final dos primeiros 5km já estão a morrer... Eu vou devagar do inicio ao fim, sem pressa de acabar porque não estou lá para competir.
Lá deu a partida e começamos a odisseia de 36,8km por trilhos de Sobral... Lama? Sim muita! Depois de 600 pessoas passarem nos singles do percurso, se já estava lamacento da chuva torrencial da madrugada, ficou muito pior. Mas pior a um nível que se torna ridículo!
Sempre que fazia um troço, tinha de parar para tirar 2 a 3 quilos de terra do quadro, pneus e de mim próprio. Por mais exagerado que possa soar, acho que estou a ser simpático... Lama, lama e mais lama! E claro que com isto vem o tempo a levar a bike pela mão pela falta de aderência, principalmente a subir... Os pneus ficavam com uma camada tal de lama que a aderência era zero!
Passamos mal, fartei-me de andar a pé e demorei mais de 4h a acabar os 35 km. É verdade que neste tempo inclui-se as paragens em abastecimentos, as esperas uns pelos outros, etc...

A nível de classificação, ficam os resultados:
  • Geral: 
    • Posição - 346
    • Total terminaram - 360
    • Total com desistências - 457
  • Escalão:
    • Posição - 45
    • Total terminaram - 47
    • Total com desistências - 68
Resultados oficiais em: http://maratonasma.weebly.com/classificaccedilotildees.html

Depois desta terminar, venha a próxima. Como referi em cima, o objectivo é superar-me e estar a fazer algo que gosto, acompanhado das pessoas que gosto!

NOTA - É verdade que tenho este post escrito há mais de uma mês... É verdade que nesta altura, para além deste, já fui a outro evento... Mas não há de ser nada... Mais vale tarde do que nunca :)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O ataque do Fantasma - O inevitável aconteceu


8:30 da manhã, hora habitual da passeata semanal com o grupo do costume. Encontramo-nos em minha casa e seguimos até à serra de Sintra para o offroad.
Estava uma bela manhã, pouco vento e o sol a brilhar...

"E se fossemos em direcção ao lado oeste, para fazermos novos trilhos? Depois apanhamos a estrada e praticamos essa parte também já que vamos a Peniche daqui a dois meses".

Todos concordaram e prosseguimos por terra, sempre a subir, como é sempre a primeira hora e meia.
Como sabíamos o sentido que teríamos de tomar, fomos seguindo trilhos nessa direcção, a maior parte deles onde nunca tínhamos passado...

" Por mim seguimos por aqui. Este caminho decerto que vai descer todo o vale e vai dar à Malveira" - disse o Pai, sempre "confiançudo" no seu sentido de orientação.
"Single track potente! Sigaaaaa!" disse eu, feliz por estar a passar em locais novos.

Sim, estava contente com o aspecto do trilho e decerto que seria exigente. O pouco que conseguia ver para a frente era promissor (a vegetação ia ficar densa passado 50 metros).
Ao começar a descer, eu vinha em ultimo, começo a ouvir os avisos de que vinha à frente, porque o caminho piorava drasticamente e ia ficar mais estreito. Para além de ser um single, a vegetação à volta era igualmente estreita...

O M.S. disse que eu e o meu Pai éramos loucos, que ia parar e seguiria a pé. Realmente o trilho estava rapidamente a tornar-se em DH. Lá arranjou um local em que se podia encostar para eu poder passar por ele.
As condições pioravam a cada metro, com mais rocha, vegetação mais densa e piso cada vez mais escorregadio.
Prossegui mais uns metros, quase sempre de roda traseira bloqueada e a controlar a velocidade com o travão frontal. Nestas circunstâncias, diz a teoria, que é assim que o temos de fazer.
"Ah... Está aqui uma árvore caída... Temos de passar por cima".
Nesta fase digamos que estávamos literalmente no meio do mato... Fizemos um cordão para passar as bikes comigo em cima da árvore e mais um de cada lado para a passar para mim e a receber do lado seguinte.

A galhofa estava em grande, mesmo depois de já estarmos bem arranhados das silvas que pretendiam agarrar-se a nós a cada centímetro que percorríamos...

Seguimos viagem, com o trilho cada vez em piores condições... Até que aconteceu o inevitável...

Numa descida mais íngreme, o nível de aderência era precário. A roda traseira completamente atravessada no trilho, mas controlada... Até que na curva seguinte surge uma pedra (leia-se grande) escondida e pronta para fazer o seu trabalho. Todo de lado a curvar para a esquerda, a minha roda da frente bate na rocha e eu perco o controlo... Ainda fui com o pé direito ao chão assim que ela endireitou mas a parte direita do trilho tinha um desnível para um riacho, dois metros abaixo...
Como o pé nada atingiu, lá fui eu desamparadíssimo para o chão, levando toda uma parede de silvas comigo. A Mão e braço direito foram à frente para amortecer a queda mas, tal como para o pé, o desnível fez com que fosse de "lombo" ao chão, totalmente desamparado. 
O que me parou, infelizmente, foi uma rocha que atingi mesmo com as costelas direitas... Posso dizer que a dor foi bem violenta e que o choque foi brutal!

O M.S. que vinha atrás de mim com a bike pela mão assistiu a tudo e gozou logo no momento! Até eu soltar um uivo de dor por me ter tentado mexer e a sentir as silvas a rasgarem-me a pele das pernas e dos braços.
Ficou logo preocupado porque tinha sido mais grave do que parecia. Todo o meu peito doía horrores e fiquei ali deitado um minuto antes de me voltar a mexer. Conseguia respirar bem, com algum desconforto mas podia fazê-lo... Ao levantar-me iria perceber se era ou não grave...
Pus-me a pé, com orgulho ferido da queda e com as costelas inteiras. A risota começou novamente e 20 asneiras depois vi que estava apto para prosseguir.
O trilho continuou por mais um km, com progressão lenta dado o estado hardcore em que se encontrava.

Uns quilómetros à frente, quando paramos para recarregar baterias e repor os níveis de água, verificamos se estava identificado no Strava. Nem vê-lo! Era o trilho fantasma, nome com o qual ficará conhecido daqui para a frente.



No final do percurso estava moído, dorido e a precisar de dar uma valente limpeza na Trailrock. Embora o tempo estivesse bom, dado que grande parte dos trilhos eram cerrados, não estão ainda livres de água e lama deixadas pelas chuvas fortes da semana anterior...
No dia seguinte, segunda-feira e altura de ir para o trabalho, escrevo este post, com bastantes dores, principalmente de orgulho mas também físicas. A queda foi feia e vou ficar com mazelas durante o resto da semana.
A noite foi má, não tinha posição para estar mas o Voltaren pomada e uns pensos para lesões que tinha em casa ajudaram.

Mas isto faz parte e apenas acontece a quem se mete lá no meio. Voltaria a fazer tudo de novo! E como parar é morrer, esta manhã, 24h depois, pus-me na bike e pedalei para a estação.
Foi mais um susto que outra coisa. Estarei atento aos próximos dias para ver a evolução mas quase de certeza que não será nada grave :)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Uma volta maior do que o normal


Para me redimir de ter estado uma semana inteira sem pedalar por Lisboa - as finalizações das últimas versões deixaram-me temporariamente sem porta bagagens - decidi fazer uma volta maior na pedalada habitual da manhã de Domingo...


Duro? Bastante!
Novos caminhos? Sim!
Valeu a pena? Sem dúvida!

Foi interessante ir para o lado oeste da Serra de Sintra que tanto evito por ter mais asfalto do que terra. No entanto, de vez em quando é bom fazer algo diferente.
Para terminar a volta fizemos a "famosa" estrada do Guincho, local predilecto de passeio de bicicletas de estrada e volta de Domingo para a família.

domingo, 14 de junho de 2015

45K! E chuva, muita chuva...


Penso que foi mais ou menos à um mês atrás que comecei a combinar uma pedalada com mais pessoas do que o habitual. O objetivo era passarmos todo o dia pela serra até concluirmos 50 Km.
Ao longo do mês contactei todas as pessoas que poderiam estar interessadas e quando chegou a altura, com mais ou menos confirmações, éramos cinco.

No primeiro ponto de encontro, eu e o meu Pai, juntamo-nos a mais dois (um deles era o Cunhado, o outro era um amigo que nunca tinha pedalado connosco, doravante conhecido como S.S. ... )
Ainda quando aguardávamos a sua chegada, começou a cair um belo aguaceiro, que nos ameaçava e dizia "Querem mesmo prosseguir? Não seria melhor voltarem para casa para o quentinho?"
Bebemos o famoso café da praxe antes das pedaladas e seguimos rumo a Alcabideche onde nos juntaríamos ao quinto elemento que era também estreante nas nossas pedaladas (o Jack Lupin). Ele tinha-me enviado a seguinte SMS que passo a citar:

"Bom dia João!! Só para confirmar, apesar das condições metrológicas, é para seguir caminho, ou fica o passeio cancelado? Abraço"

A minha resposta foi:

"É para seguir :) Nós já tamos na Amoreira e estaremos no largo às 9:00. Se é para ser duro, é duro a sério! Ahahah Até já"

Mal sabia eu o que nos estava reservado...

Começamos a desbravar terreno em direção à serra e o tempo (embora já tivesse parado de chover) ameaçava desabar sobre nós, sem dó nem piedade, por termos ignorado os prévios avisos de tempestade que se avizinhavam... Íamos com cerca de 10 km já completados quando "all hell broke loose" sobre as nossas cabeças. Choveu, choveu, choveu e quando pensávamos que não era possível as coisas piorarem, começou a chover mais ainda...

Paramos quando nos conseguimos abrigar debaixo de uma árvore, para fazermos algumas adaptações. Voltar não era nesta altura uma hipótese porque já estávamos a mais de meio da subida e tínhamos fé de que o tempo iria melhorar. Afinal de contas, as previsões apontavam para chuva apenas no final do dia de Sábado e Domingo durante todo o dia. Era nesta altura Sábado de manhã. Não queríamos de todo cancelar algo com um mês de preparação, mesmo já estando totalmente encharcados da cabeça aos pés... Afinal de contas, como estávamos encharcados, o melhor era mesmo prosseguirmos a pedalar para nos mantermos quentes para não corrermos riscos de ficarmos doentes.
Quem tinha óculos guardou-os na mala, quem tinha mochilas decidiu por uns sacos a protege-las (tínhamos os nossos almoços lá dentro e comer pão molhado não é lá muito agradável), telemóveis e gadgets foram arrumados...

Como a chuva não dava sinais de abrandar, prosseguimos caminho, pelos trilhos de saibro que nesta altura já acusavam (e bem!) a chuva que tinha caído a montante. Os regos de água presentes na estrada tinham cada vez mais caudal e que remédio tínhamos nos em atravessá-los. Afinal de contas, molhados já estávamos e não poderia piorar mais...
Mas tínhamos uma ideia! Eu conferenciei com o meu Pai, conhecedor inato destes trilhos, que me indicou que existia uma casa abandonada uns quilómetros acima. Não tinha a certeza se teria ainda algum telhado mas que era uma possível hipótese de nos abrigarmos... Até lá, nenhum abrigo iria existir.

Esta é a altura em que posso dizer o quão estúpido fui por não ter levado o meu casaco impermeável. Como nota futura, irei sempre leva-lo a partir de agora, porque é leve e nunca sabemos quando o tempo pode mudar... Neste campo, não torno a ser enganado :)

Encontramos a casa, 3 km a frente, depois de estar sempre a subir por trilhos de cabras, sempre fustigados pela chuva que não parava de aumentar de intensidade...
Para nossa sorte, a casa, totalmente destruída pela natureza que colocou árvores e vegetação naquilo que outrora foram divisões, ainda tinha uma zona em que era possível abrigar-nos. Era uma parte da placa que outrora fora o primeiro andar, servia-nos agora de tecto sobre em tromba de água que continuava sem parar. Deixamos as bikes dentro do recinto da casa, mas à chuva, uma vez que o espaço era pequeno para nos abrigar aos cinco.

Parados, decidimos recarregar baterias, fazendo um pequeno lanche e torcendo a nossa roupa que estava totalmente encharcada.

Assim que paramos, a temperatura começou a descer. Fiquei preocupado com isso e dei a ideia de acendermos uma pequena fogueira para nos aquecermos e tentarmos secar as nossas roupas. A lenha caída a nossa volta estava molhada e fazer fogo nessas circunstâncias iria ser um desafio. Benditos lenços de papel que levo sempre na mala! Conseguimos fazer lume e fica o registo do momento:

Os meninos à volta da fogueira (para todos os efeitos legais, não estamos a queimar a camisola do Benfica... Era mesmo para a secar :) )
Tudo o que pudemos secar, foi seco... Até o capacete!

Depois de secarmos as nossas t-shirts, decidimos aproveitar o lume para secar tudo o que podíamos como as luvas, as capas dos bancos e até mesmo as mochilas. Estivemos cerca de uma hora parados na casa antes que parasse de chover.

Mais secos e com a moral em cima (uma fogueira tem sempre esse efeito), apagamos bem o fogo (se há coisa que tenho pânico é de deixar fogo mal apagado) e prosseguimos caminho. Teríamos cerca de 3 Km de estrada alcatroada até chegarmos ao próximo trilho de terra que queríamos seguir. Novamente, as coisas não correram da melhor forma...

2 Km após o reinicio da pedalada, com a estrada totalmente encharcada, estávamos a fazer uma pequena descida quando, num S na estrada, o S.S. perdeu o controlo da sua bike (o Gingarelho do Cunhado que apresentei à uns posts atrás) e caiu à minha frente. Pelo que falamos depois, como não estava habituado a ela e porque apareceu um carro, travou demais, perdeu o controlo e foi ao chão... Apressamo-nos a ir ao seu encontro e vermos como estava. Ficou com o ombro, anca e joelho esquerdo esfolado. Para além do arder horrível de uma queimadura em alcatrão, poderia ter sido muito pior. Principalmente porque apanhou um carro de frente e poderia ter ficado debaixo dele...
Garantimos que estava tudo OK (dentro do possível), falamos que não vale a pena irmos rápido demais e que o mais importante é ninguém se aleijar...
O Gingarelho, sem dúvida que não estava nas melhores condições. Para piorar, a skill do S.S., por melhor que seja, não se aplica quando estamos parados há algum tempo (o que é verdade). Prosseguimos em marcha mais lenta a partir daí por mais dois km. Fui ao lado do S.S., atrás do resto do grupo até que ele me diz que não se sente bem e que o ombro lhe dói mais do que uma simples pancada... Fiquei preocupado e chamei o resto do grupo... Decidimos parar a pedalada por aí e iríamos para casa para que ele desse uma olhada a sério para a queda e as suas mazelas... O mais importante, é nunca deixarmos alguém para trás! Decidimos deixar o plano cair por terra e seguimos para baixo, em direção a casa.

Decidimos deixa-lo em casa e seguiríamos viagem, novamente, da parte da tarde, para a serra. Basicamente iríamos "dobrar" as subidas já que tínhamos combinado fazer isso durante todo o dia.

Depois de baterias recarregadas, pusemos novamente as malas às costas (eu não porque tenho porta bagagens :) ) e subimos novamente a serra para o take 2. Desta vez éramos apenas quatro visto que o S.S. tinha ido para o Hospital confirmar se estava tudo OK.

Passeamos durante a tarde, subimos, descemos e fizemos a paragem final na Barragem do Rio da Mula:

Não é a Torah mas sim o novo brinquedo do Cunhado (a TrailRock 50)
Da esquerda para a direita: O Jack Lupin, o Pai e o Cunhado. Lá ao fundo, encostada à árvore, está a Torah.

Depois de chegarmos a casa, o balanço final do dia foram 45K. Existe uma parte do mapa onde perdi o sinal GPS e o Strava, como "amigo" que é, decidiu marcar uma linha reta entre o ponto em que o perdi e ganhei novamente. Penso que se não o tivesse perdido, o trajeto total do dia tinha chegado aos 50k (era o meu objetivo)... Mas não faz mal...



Apenas como nota final, depois de chegar a casa durante a tarde, tivemos noticias do S.S. O que pareceu uma queda "inofensiva", resultou numa fratura do ombro. Terá agora de estar em casa durante 3 semanas, em repouso absoluto. Se não for ao lugar, terá de levar um parafuso :(
Esperemos que ele recupere a 100% e que queira voltar novamente a juntar-se a nós num futuro próximo...

Desta forma, depois do nosso primeiro infortúnio, deixo os seguintes alertas:
  • Não andem mais rápido do que devem e que podem;
  • Tenham sempre a vossa bike nas melhores condições possíveis;
  • Andem sempre com um kit básico de primeiros socorros (não o tínhamos mas a partir de agora passa a ser algo obrigatório nas nossas pedaladas);
  • Cuidados redobrados quando andam com piso molhado!

O Jack, o outro principiante que estava connosco (de principiante tem apenas o facto de nunca ter ido connosco antes porque de resto, aguenta bem mais que eu!), ficou fã e vai começar a ir de forma regular... Já conseguimos "contagiar" mais um!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diferentes visões, uma realidade...


10 de Junho, dia de Portugal, feriado nacional... Como passei a manhã? A pedalar claro está :)

Era também dia da Marginal sem carros. A ideia inicial, era as Senhoras da família (leia-se a Pikena, a Irmã e a Mãe) irem de carro até Carcavelos e andarem até Santo Amaro de Oeiras onde iria haver algo tipo aula de ginásio. Os "Gajos" (leia-se o Pai, o Cunhado e Eu), iríamos a pedalar desde casa e encontravamo-nos algures pelo caminho.

A ideia até que era interessante, excepto um pequeno (grande) detalhe...
Sou totalmente a favor destas iniciativas mas não gosto propriamente de participar nelas... Porquê? Porque devido a segurança, penso que não é propriamente boa ideia juntar as "famílias felizes" (leia-se os casais que levam os filhos de trotinete e nos seus pequenos triciclos) e ciclistas. Volto a dizer que totalmente a favor destas iniciativas ok? Simplesmente, para evitar algum acidente em que "atropelo" alguém por me estar a desviar de outra pessoa, não me meto lá no meio. Além disso, um dia espero vir a ter a minha própria "Família Feliz" e não gostaria mesmo nada de ser abalroado no meio da confusão...

Solução: Ir para outro lado onde desse para andar de bike e acompanhar ao mesmo tempo as senhoras que se juntariam a nós. Escolha de local: O Parque do Pisão na Serra de Sintra.

So far, so good!

O pessoal de bike arrancou às 8:00 de casa, para dar mais que tempo de chegar ao local. Depois disso, às 9:00, elas arrancariam de carro ao nosso encontro. E foi aqui que as coisas começaram a correr de forma estranha...

Já estávamos nós na barragem do Rio da Mula quando o meu telemóvel toca. No caminho até ao nosso encontro, a minha Irmã meteu a roda numa berma e furou um pneu. Estava a cerca de 3 Km de nós e separava-nos uma subida irritantemente longa. Metemo-nos de imediato ao caminho como "Cavaleiros" a trote! Mas de Bike... Seremos nós a versão contemporânea dos cavaleiros de outrora? Bahhh... Isso agora não interessa nada :)

Lá chegamos e ajudamos a trocar o pneu... Felizmente não houve direito a saídas de estrada, acidentes ou alguém ferido. Foi apenas um susto (e a conta de o trocar nos dias seguintes...).

Combinamos o ponto de encontro onde iriam estacionar o carro e lá seguimos os nossos caminhos separados até lá. Foi um percurso novo para mim, bastante acidentado mas fantástico para qualquer amante de BTT.

Apenas um pequeno aparte que será relevante mais á frente: Enquanto estávamos a subir para a barragem, vimos muitos, mas mesmo muitos carros estacionados á beira da estrada. Quando chegamos ao topo, percebemos o porquê (pela imagem penso que dá para ter a ideia de quantos carros estariam estacionados e seriam necessários para transportar todas estas pessoas...):


Fizemos a nossa progressão de forma lenta, acompanhando-as durante a hora seguinte.

Hora de nos separarmos: Elas seguiram o seu caminho até ao carro e nós seguimos para casa (era esse o ponto de encontro para de seguida irmos ter um belo repasto).
Cerca de 6 km depois, quase em casa, toca novamente o telemóvel... Mas desta vez não era um furo... Era o carro que tinha sido trancado por outro que achou que era dono e senhor da situação e que poderia estacionar a sua viatura de forma que os outros não pudessem sair...

Lá tivemos nós de voltar... Desta vez já de carro... Até chegarmos, tinham passado cerca de 30 min. Quando chegamos ao carro, vimos que não estava trancado por um mas sim por dois jipes...
Estavam lá já quatro pessoas a "guardar" a situação porque tinha todas as condições para correr mal. Houve discussão, palavras acesas mas no fundo algum bom senso (por mim não tinha havido mas isto sou eu que tenho mau feitio...)
A "Miss Dondoca", dona de um dos jipes, voltou, depois de ter terminado a sua caminhada (fazia parte da organização do enorme grupo da foto de cima), na maior das calmas, pediu desculpa com ar de quem não tivesse feito nada de mal. Disse-lhe umas belas verdades - que não vou detalhar - e lá tirou o carro... O dono do segundo jipe - estava a trancar o nosso e foi trancado pela Miss - já lá estava a cerca de uma hora...

Com isto tudo, teve-se de esperar cerca de duas horas desde o tempo que as meninas chegaram ao carro e a "Miss Dondoca" o viesse tirar, só porque estava algures numa caminhada...

Nota futura: Se não têm a certeza absoluta de quem é um carro, não o impossibilitem de sair... Desta vez, correu-lhe bem. Mas podia ter chegado, deparar com alguns vidros partidos ou os pneus furados... Posso ter mau feitio mas decerto que há pessoas bem piores que eu...


Coisas menos boas à parte, fica o percurso:


E agora vocês questionam-se: "Por que raio de carga d'agua deste o nome Diferentes visões, uma realidade... a este post? "
Simples :) Esta foi a minha visão... Ao chegar a casa, a Pikena pôs-se na blogosfera a retratar a experiência de passear na Serra... Acho que a visão foi bem diferente. Podem consultar AQUI.

É tão "castiço" que os mesmos acontecimentos tenham interpretações tão diferentes em função de quem as expêriencia :)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Serra de Sintra - Take 2


E pela segunda vez, juntei-me com o meu Pai e fomos pedalar até à Serra.
Desta vez, como não estávamos limitados de tempo, decidimos fazer mais uns quilómetros e uns trilhos com subidas mais exigentes:



Aproveitei também para testar o meu novo suporte para o telemóvel, tanto em estabilidade sobre terreno acidentado como para usar a câmara traseira. Não tenho propriamente o telemóvel com as melhores specs do mercado mas penso que dá para o que se pretende... Abaixo um dos vídeos que fiz: 

Para além de tremido (como seria de esperar), fixei o suporte numa posição em que se vê mais a roda do que o caminho à minha frente. Nada que me tenha admirado pois quando o montei, apenas me preocupei no ângulo para quando estou sentado e não para fazer filmes.

Entretanto já corrigi a situação e hei de testar em breve o novo ângulo.

domingo, 31 de maio de 2015

A primeira ida à Serra de Sintra


Pela primeira vez desde que me tinha iniciado nas pedaladas, chateei o meu Pai e o meu cunhado para darmos uma pedalada no ambiente que mais me atrai!
Andar por Cascais e Lisboa foram as forças de circunstância e são interessantes... Mas andar fora de estrada é que realmente me atrai. Como já tinha as condições necessárias para o efeito, combinamos ir bem cedo.

O ponto de encontro foi às 8:00 em minha casa de onde seguimos a pedalar até à serra. Até lá, o caminho é maioritariamente a subir, apenas com uma descida de quase 2km para o vale do pisão.
As subidas, longas e sempre com piso irregular, custam a fazer mas notei algo interessante. Habituado a fazer voltas por Lisboa sozinho, vi a diferença de ir com mais pessoas. Tudo se torna mais fácil, puxamos uns pelos outros e o tempo passa a voar!
Em altura alguma estávamos a avançar com pressas. Fizemos a uma velocidade lenta mas confortável para todos.

A parte final é a melhor... Depois de tanto subir, tínhamos de acabar por descer... E em "offroad mode", a adrenalina sobe ao máximo! Descidas rápidas, o pó no ar da nossa passagem, o ir sempre em pé pelos buracos que apanhamos, a atenção constante para noa mantermos em cima da bike, a tensão nos músculos, o vento na cara... Lindo!

O percurso final foi este:

Algumas fotos dos locais por onde passei:







O mais interessante desta volta, para além do passeio em si, foi o facto dos restantes terem adorado a experiência. Acredito que em breve se vá repetir o tipo de volta, passando por novos trilhos e aumentando a exigência do percurso.