Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O fim da semana infernal


Embora horrivelmente dolorosa, a segunda-feira sempre foi para mim o primeiro dia da semana. O Domingo sempre me pareceu o ultimo, onde preparamos tudo para a nova batalha de 5 dias - no meu caso - seguidos de trabalho onde pouco ou nenhum tempo temos para fazer o que precisamos e/ou gostamos.

A semana que passou soou a que algo do além tinha vindo para me assombrar e que decidiu apertar comigo mais a sério porque não lhe devia estar a dar atenção suficiente. Apertar comigo porque nas ultimas semanas tudo o que é estranho tem acontecido comigo (ver este post da semana passada) e nos últimos dias decidiu ser bruta, fazendo com que o amigo Murphy seja um menino do coro...
Então, de forma calma, no comboio e posteriormente autocarro, tentarei explicar cada um deles. Isto é material que me dará umas boas horas de escrita...

Começando por ordem cronológica, tive os seguintes eventos na semana que passou:

QUARTA
1 - Atraso de 24h na entrega do motor elétrico

QUINTA
2 - Acordar às 3:00 para levar os cunhados ao aeroporto, onde tinham de estar às 4:00. Chegar a casa às 4:30 para dormir mais uma hora e ir para o trabalho.
3 - Ida para a estação com a Trailrock e ida para o trabalho de comboio + autocarro
4 - Erros na transferência dos meus dados de morada para a entrega da DHL
5 - Chamadas intermináveis para o serviço de clientes da DHL
6 - Lá entregaram o kit ao fim da tarde (o meu Pai não saiu de casa para esperar pela entrega que ocorreu apenas no fim do dia)
7 - Chego à estação de Cascais para descobrir que a Trailrock tinha sido roubada
8 - Horas a falar com o pessoal de segurança da estação (que devo dizer que foram muito prestáveis, sem ironia)
9 - Uma hora e meia para fazer queixa na PSP do roubo (também prestável e também sem ironia)

SEXTA
10 - Chuva torrencial, a Trailrock não iria decerto nesse dia para a estação (se não ia, foi no ultimo dia que a deixei na estação que foi roubada)
11 - Stress violento no trabalho, porque tudo decidiu "pegar fogo"
12 - Falar com todas as pessoas que conheço e andam de bike sobre o roubo. Quantas mais souberem, maior é a possibilidade de ela aparecer
13 - O Jojo, sensibilizado com o roubo, disse que tinha a antiga BTT dele para venda
14 - Jantar em casa de amigos
15 - Ao sair do local em que estava estacionado, o carro bateu por baixo e soltou algo que ficou a arrastar pelo chão
16 - Sim, ainda está a chover torrencialmente e não dá para perceber o problema com o carro. Deixei-o lá e um amigo levou-me a mim e à Pikena a casa

SÁBADO
17 - Acordar às 7:30 para pedir ao meu Pai para me levar ao carro e tentarmos arranjar seja lá o que foi que se soltou
18 - Reservatório do respiro do óleo partido, caixa tirada, tubo virado pa cima e está novo! Pelo menos até à próxima inspeção
19 - Almoço de aniversário do Sogro
20 - Trabalho na Utopia para iniciar a montagem do kit elétrico
21 - A roda com o motor não cabe e não tenho anilhas com a dimensão correta para servirem de espaçadores
22 - Ir ao encontro do Jojo para ver a bike que ele estava a vender. Comprei-a!
23 - Ir para o AKI comprar anilhas. Não há o tamanho que preciso. Comprei o mais aproximado
24 - Montar a nova BTT e prosseguir com o trabalho na Utopia

DOMINGO
25 - Acordar às 7:00 para montar o que restou da Trailrock na nova
26 - Ida para a serra fazer o test-drive à nova BTT
27 - Um tronco enfiou-se entre a cassete, corrente e desviador traseiro. Felizmente ia devagar e parei imediatamente. No entanto...
28 - ... um quilómetro à frente, ouço um estoiro brutal, a roda de trás bloqueou e vejo que o esticador rodou 180°, estava todo torcido e desfeito.
29 - O meu Pai seguiu pa casa para ir buscar o carro com o R.P. enquanto eu e o M.S. ficamos na Serra à espera porque o status da bike era "agarrado"
40 - Descobrir que para além do desviador, o dropout ficou também destruído
41 - Passar a tarde toda a finalizar a Utopia
42 - Test-drive à Utopia e primeira experiência numa E-Bike (sim, a Utopia 1.0 é uma realidade)
43 - As dores nas costelas, da queda da semana anterior voltaram. Desde sábado que têm mostrado que ainda cá estão e que me vão atormentar as noites e manhãs (apenas nestas alturas do dia me dói)


Houve muita coisa que se passou... E muito provavelmente deverei falar de cada uma delas em separado. Mas tinha de pôr tudo para aqui, de forma sequencial e cronológica.

É segunda, o inicio de uma nova semana e tudo se irá resolver, de uma forma ou de outra... Melhores dias virão!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A compra do kit e a espera (que parece) interminável (mesmo não sendo)


Pareço uma criança, nos dias que antecedem o Natal... Dou por mim a ver o site de tracking da DHL de meia em meia hora, para verificar se há updates do seguimento da minha encomenda.
Finalmente pude fazer a compra do meu kit eléctrico para a Utopia e está neste momento a caminho de Portugal.

Segundo o serviço de entregas que a Ciclotek utiliza, irá chegar num prazo de 48 horas. E até lá fica a expectativa de o montar e utilizar pela primeira vez!

Será que não me enganei em nenhum componente?
Será que vai chegar em condições?
Será que nenhuma das peças tem defeito?

Ao longo da minha vida, utilizei muitas vezes serviços de compras online, na sua maioria de lojas internacionais. A título de exemplo, quase todo o material de DJ e produção musical que tenho veio da Alemanha; uma boa parte dos acessórios das minhas bicicletas vieram da China e até os ténis que usei no meu casamento vieram da Amazon (sim, fui com uns fantásticos All Star azuis, tal como a Pikena).

Mas estar habituado não muda a expectativa de comprarmos algo que não vimos pessoalmente, que não mexemos e/ou experimentamos com as nossas mãos.

Depois existe ainda a expectativa de usar um site pela primeira vez. Por tudo o que li, a Ciclotek é de confiança e os seus produtos são de excelente qualidade. Mas como tudo na Internet, vale o que vale até termos a nossa própria experiência.

Agora resta-me continuar a olhar para o tracking... E esperar que chegue :)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma visita de um velho (e inconveniente) amigo


Prior Velho... Um local que conhecia apenas de nome... Sabia que era uma das zonas que via quando olhava pela janela ao levantar voo na Portela. Mas nunca cá tinha vindo...
Desde dia 1 de Fevereiro que mudei de escritório e vim para esta zona. Desde essa altura que a Utopia foi descansar (desmontada) e que será (algures no tempo) recuperada e atualizada para a versão 0.4.

E o quê que tudo isto tem a ver com visitas inesperadas? Vamos por partes..

Lembram-se do problema no carro e os atrasos sucessivos no arranjo, incluindo um motor novo? Era bom que tivesse ficado resolvido... Na verdade até ficou mas um mal nunca vem só... É que o Murphy andou comigo na escola e gosta de me visitar de tempos a tempos. Não que tenha mal ser agradado com visitas inesperadas de velhos conhecidos que estiveram connosco nos piores momentos. Mau é quando sabemos que essas visitas significam problemas...

Se o motor ficou ok, agora é a admissão de ar. Pelo menos é o que eu acho (todo eu sou skill em mecânica de carros - NOT) e que provavelmente não faço ideia.
Posto isto, novo agendamento com a oficina, novo pedido de reboque para o transportar e novos custos não previstos a assombrarem os planos que tinha.

As consequências são imediatas! A Pikena volta a ir de transportes para o trabalho, eu tenho de atrasar o desenvolvimento da Utopia e tenho de voltar a ter passe pelo menos durante um mês.
Isto até que não me chatearia muito se estivesse a trabalhar no Oriente. Um mês de metro não era assim tão mau, depois de o ter feito por mais de quatro anos (menos o tempo que estive em Angola)... Estamos a falar do Prior Velho, já no concelho de Loures, onde não há metro e poucas alternativas de autocarro... Era a confirmação que pelo menos durante um mês tinha de fazer o trajeto integral do 781! Cais do Sodré <-> Prior Velho! Em dias bons, estou a referir-me a uns infernais 40 min num autocarro! Não me interpretem mal, sou totalmente adepto da sua existência mas depois de andarmos diariamente de bicicleta para o trabalho, todas as viagens em transportes públicos nos parecem "apertadas". E o pior é que em 2 semanas já tive três incidentes, totalmente distintos! Um dos dias o autocarro estava tão cheio que as pessoas não conseguiam entrar (muito menos fazer o trajeto em segurança), no outro ficamos sem porta frontal e o percurso terminou no Terreiro do Paço (tive de ir de taxi depois do atraso enorme que ja havia) e por ultimo (o que está a ocorrer enquanto escrevo isto), simplesmente vamos parar em St. Apolónia só porque sim... "Então e porque?" perguntei eu por não estar habituado a estes procedimentos... "É o que diz lá fora não é?" Foi a resposta que tive do motorista, com uma entoação de "Todos me devem e ninguém me paga!" Afinal de contas a questão é totalmente fora do âmbito do seu trabalho. São pagos apenas para nos levarem do ponto A ao ponto B, por um percurso pré-definido...
Não consegui responder... Não por me ter acanhado ou porque compreendi mas simplesmente por ter ficado chocado... Mas tudo bem, o senhor devia estar a ter um dia mau e não ia piora-lo. Reduzi-me à minha insignificância e fui para um lugar bem no fundo do autocarro para escrever isto no telemóvel, enquanto ouço a minha dose diária de synths, linhas de baixo e kicks ("ai musica, o que seria de mim se não fosses tu...")


Depois de tanto texto, ainda apenas estou no Braço de Prata...

Onde é que eu ia?! Ah! O Murphy! Esse grande maluco!

Estamos em Fevereiro... E tenho a noção que o tempo é suposto ser frio, chuvoso, etc. É Inverno, normal! Mas sinceramente... Já que não posso comprar o kit eléctrico até saber o valor do estrago (leia-se o que vou pagar na oficina), ao menos que possa avançar com a pintura da Utopia, com a limpeza do resto das peças e essas coisas que me ajudam a descomprimir... Mas não... "Bota mais chuva pa cima porque as formigas têm de se ir abrigar para o armário dispensa lá de casa... Mas olha... Com cumprimentos do Murphy!"

E cheguei a St. Apolónia... que trocar de autocarro e prosseguir com o trajeto, 10 min depois, após um atraso de 20 min no arranque do Prior Velho...

As formigas, minhas vizinhas do jardim, são umas porreiraças! São limpinhas, cumprem com as tarefas de comer as migalhas quando as sacudo da toalha para o jardim e vivemos em harmonia. Mas nesta altura do ano fritam a pipoca e lá tenho eu de me chatear, limpar os armários e enche-los de pesticida. Lindo e maravilhoso!

Mais de duas horas depois, lá consegui chegar a casa e concluiria o post na manhã seguinte...

Ficamos por aqui? Ainda não porque ao chegar a casa havia mais uma... Acabei por escrever quando fui para a cama - sempre a trocar os planos - enquanto a Pikena dormia e eu estava com o portátil no colo... Não podia esperar para publicar isto :)

"Mooooor... Estamos sem gás... Como fazemos amanhã para tomar banho?" Lá fui eu verificar se tínhamos alguma botija de reserva... Estava lá pimpona e reluzente à minha espera, aguardando impacientemente para a ligar...?

... preciso mesmo de responder ou já perceberam?

Lá fui eu, aceitando que o dito cujo Murphy tinha decidido passar o dia comigo, e que ia continuar a acompanhar-me durante a noite também, como aquele amigo incómodo que não sai da vossa casa depois de ter bebido demais, que fica chato e não percebe que são 3 da manhã de uma quarta-feira, quando têm de estar a pé passado 4 horas porque trabalham cedo...

Chegado à bomba de gasolina, depois de já ter aceite que não ia fazer nada do que tinha planeado, diz-me a senhora "Estamos em fase de jantares. Estou sozinha e tenho de esperar pelo meu colega para abrir os cadeados das botijas... Ele chega daqui a 15 minutos..." Nem disse nada, sorri e disse que esperaria esse tempo, como quem já estava a adivinhar que algo assim ia ocorrer...

Resumindo e baralhando, que isto já vai longo... Irão haver atrasos, passarei um mês inteiro a stressar com autocarros e a ver a Utopia esventrada sem poder fazer nada... Resta-me levar as coisas "numa boa" e pensar que a Primavera vem aí... E com ela as passeatas sem luzes, casacos ou impermeáveis... Melhores tempos virão... Até o velho (e inconveniente) amigo decidir voltar a fazer uma visita..

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ausência


É verdade que não tenho escrito e é verdade que não tenho muito para acrescentar.
Tenho vários posts na cabeça para escrever mas o tempo para os transformar em digital não tem sido suficiente.
Existe uma entrega de prémios, uma grande chuvada, a diferença entre à prova de água e impermeável, entre mais umas quantas aventuras.

Uma vez que me vou cingir a algo simples, serve o presente para dizer que continuo sobre rodas e que desde que deixei de ter passe de metro, fui todos os dias para LX com a Utopia. Não cedi à tentação matinal (leia-se ronha) de a deixar em casa e ir no quentinho do metro ou deixa-la na garagem do escritório "só" porque está a chover torrencialmente.

Estou vivo e não tive nenhuma queda, embora alguns sustos tenham ocorrido dada a sua inevitabilidade com a chuva.
Na secção vinicola, provei muita coisa nestas duas semanas (boas e más) que me mantêm no lugar 121 no ranking do Vivino.

E para já, é apenas isso que quero (ou consigo) dizer...

Boas pedaladas / boas experiências vinicolas!
(riscar o que não interessa)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Achievement Unlocked!



Quando esta brincadeira começou, acertei com o P.C. quais eram os meus objectivos para 2015 ao nível das duas rodas. Dois deles já estavam garantidos (até agora) e faltava o mais difícil...


Hoje, dia 19 de Outubro, a dois meses e duas semanas do final do ano, atingi os 1200 km!!!


Até ao final de 2015, todos os km efectuados serão um adicional ao que me propus.

Admitido pelo próprio P.C., o distance challenge já está ganho porque tenho muito avanço para que ele me conseguisse apanhar, mesmo que não pedalasse mais até ao fim do ano. Como me libertei de vez do Metro, mais difícil seria visto que em pelo menos cinco dos dias de semana ponho as rodas na estrada.

Desta forma, atingi todos os objectivos a que tinha definido, com dois meses de sobra. A competição saudável (mais info AQUI) ajudou e permitiu (e continua a permitir) que puxemos um pelo outro, sempre dispostos a superarmo-nos a nós próprios. Ainda hoje ele me disse: "Há uns meses atrás, nunca imaginaste que chegarias aqui certo?" E é bem verdade. Nunca pensei que fosse possível e a marca dos 500 km já era mais do que assustadora! Quanto mais sonhar em chegar aos 1200...

Tenho de pensar bem nos desafios que terei em 2016 para preparar os meus objectivos. Fica a promessa de os publicar no dia 1 de Janeiro (isto se a ressaca não for demasiado violenta...)

domingo, 18 de outubro de 2015

Efeito lata de sardinhas


Estou a passar uma daquelas semanas criticas a nível de trabalho.
Não param de chover pedidos, toda a equipa está muito atarefada e o tempo não estica.

Segunda-feira foi o único dia que consegui pedalar para Lisboa. Ando a dormir menos a cada noite que passa e não me sinto capaz de trazer a Utopia comigo. É certo que a usei todos os dias para ir e voltar da estação de comboio, mas isso não evita o caos do metro.

Com todas as pessoas de volta ao trabalho e as escolas a funcionar em pleno, volta o efeito lata de sardinhas. São os apertos e empurrões para entrar primeiro, é o não sair do pé da porta porque saem na paragem seguinte, impedindo as pessoas de passarem para todo o espaço livre que deixam nos corredores e a bela da boa disposição matinal, tão característica desta zona.
Andamos todos com demasiada pressa, sem paciência para nada, provavelmente afectados com a partida do Verão. Sim, o Outono deprime-me.

Pedalar deixa-nos mais felizes. É verdade e muitos estudos o comprovam. Agora que me habituei, voltar ao metro, mesmo que temporariamente, dá cabo de mim...
Por favor relaxem, parem de stressar com tudo! Não vale a pena, não vos leva a lado nenhum e muito menos vos vai aliviar. Stress gera ainda mais stress...

Estas palavras foram escritas à duas semanas atrás e não consegui publica-las. Hoje, mais que nunca, fazem todo o sentido. No quentinho do meu escritório, enquanto chove torrencialmente lá fora, num dos intervalos do trabalho que trouxe para casa, decidi admitir a tudo e todos que me libertei do metro. Sexta-feira, dia 16 de Outubro foi o dia de renovar o passe e pela primeira vez comprei apenas a ligação de Cascais-Lisboa da CP. O metro foi oficialmente posto de parte.

Agora, ou vou a pedalar até ao trabalho ou vou a pé... Claro que posso sempre comprar um título de uma viagem mas espero não fazê-lo... Daqui a um mês irei dizer quantas vezes o tive de fazer...

sábado, 5 de setembro de 2015

Re-Ciclar


Re-Ciclar - O hífen não é um engano e é totalmente intencional!
Desde que faço os meus trabalhos manuais com o meu pai (desde criança) que fui habituado a reutilizar materiais para outros fins. Um exemplo disso é a minha casa, cujos móveis (por exemplo) são 80% feitos com outras madeiras antigas. Claro que alguns deles foram comprados, mas os que nós fizemos foram totalmente refeitos com materiais antigos.


Reciclar - embora não no verdadeiro sentido pelo qual normalmente se associa a palavra - está-me no sangue.

Agora associar isto ao projeto (estou para aqui a divagar e ainda não expliquei nada):
A Utopia será feita com uma bicicleta antiga que não teria qualquer utilidade para além do lixo. Decerto que 90 (ou mais) dos seus componentes seriam reciclados para a produção de novas matérias primas, mas isto consome energia e recursos preciosos do nosso planeta. Se eu puder usar algo que apenas necessita de ser transformado e restaurado, porque não?


"Ah e tal vai provavelmente custar mais dinheiro do que comprar uma nova, é apenas uma bicicleta, és apenas uma pessoa, vai dar trabalho, não é possível que apenas tu mudes o mundo!"

Tudo isto é verdade. Vai ser caro, vai ser apenas uma bicicleta num universo como Lisboa (que até é pequeno), vai dar mesmo muito trabalho e sem dúvida que não vou conseguir mudar o mundo. Mas ao menos tenho o poder de mudar o meu... E quem sabe de alguém à minha volta... Ou de alguém que leia isto e se sinta inspirado / motivado a fazer o mesmo...
Li num livro uma frase que me marcou: "Vamos mudar o mundo... Uma pessoa de cada vez..." Posso ir desta para melhor proximamente (nunca sabemos) e quero fazer o que está ao meu alcance - pelo menos - para não piorar o ambiente (é o mínimo que posso fazer).

E porque que carga de água estou eu a tocar neste assunto? Falei no post anterior que iria reutilizar. Ponto final. Qual é a minha necessidade de estar a insistir no assunto?
Para começar, adoro "dissertar", escrevendo longos "walls of text" no telemóvel que a maior parte de vós não tem paciência para ler (admitido por alguém que vê o blog de vez em quando).
Segundo, quando temos uma conversa frente a frente com alguém, dizemos muito mais em dois minutos do que eu escrevo num post.
Terceiro, falo pelos cotovelos (já deve ser notório a esta altura do campeonato).
Por fim, para exprimirmos exactamente o que estamos a pensar, podemos ocupar umas belas linhas de texto...


Mas de volta ao Re-Cycle... Fiz este trocadilho de forma involuntária no post anterior. Como me comecei a perder na essência da palavra, troquei o texto para aqui de forma a não misturar conceitos.
A Utopia é a verdadeira definição de Re-Cycle:
1. Nova utilização para algo que já não tinha utilidade.
2. Voltar a "ciclar"


Isto tudo leva-me a pensar na quantidade de coisas que não reaproveitamos no dia-a-dia. E vou manter-me apenas nas bicicletas e mostrar algumas das utilidades que podemos dar:
Uma câmara de ar furada - Quando vou para as minhas voltas de BTT levo sempre uma nova para o caso de ter um furo mas felizmente nunca aconteceu. Caso aconteça, para além da parte óbvia de poder ser remendada e usada novamente no futuro, pode ter outras funções:
  • Usar como borracha de eliminação de ruidos - nunca tiveram uma cadeira ou uma cama a ranger? Coloquem um pouco de camera de ar entre duas peças de madeira e vejam a diferença.
  • Usar como elástico - Aqui as hipóteses são imensas! Já usei como fixação de uma lanterna ao volante, fizemos terminais de metal e usamos como fixadores da cobertura da piscina, etc.

Este é apenas um exemplo. A seu tempo, caso faça alguma aplicação duma peça (ou parte de uma peça) velha ou estragada de uma bicicleta num âmbito diferente, coloco aqui no blog, com a tag Re-Cycle.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Procrastinação sendo produtivo


Pela primeira vez, fiquei uma semana inteira longe das duas rodas. Faltam nesta altura menos de duas semanas para o meu casamento... Não é desculpa para isso mas é a causa.

Passar as viagens de comboio agarrado ao PC a fazer trabalhos gráficos ou a cortar ementas tornou-se a minha rotina.


Entrei na ultima semana de trabalho e com ela vem o stress habitual pré-férias: Projectos para terminar, passagens de conhecimento para fazer, fechar avaliações... Enfim, a comum azafama que vinha mesmo a calhar, para juntar a todas as tarefas que um casamento traz...

Penso em férias, penso em cama, penso em dormir, penso em adormecer... Estou cansado, rabugento e a precisar de desligar.

Mas afinal de contas, nunca ninguém disse que casar era fácil. Aguenta e não chora!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Já me andava a controlar há demasiado tempo... Hoje é o dia!


Vamos lá por aqui um pouco de revolta, temperada com indignação e uma pitada de irritação...
Se há coisa que me deixa fora de mim são as greves de transportes. Principalmente do Metro de Lisboa.
Antes que possa ser acusado de estar contra os direitos dos trabalhadores, ou que sou um insensível ou o que quiserem achar, digo o seguinte para os senhores do ML, sem qualquer tipo de filtro (as minhas desculpas pelo mau Português):

Vão todos para a MERDA!

Sim, merda em maiúsculas porque mereciam que fossem nadar numa piscina dela, bem grande e profunda, para se afogarem lá!
Agora sim, já estão no vosso direito de dizer que sou uma besta. Agora têm razões para isso.

Ok, já me acalmei... E porquê que falo disto? Vamos voltar um pouco atrás no tempo...
Nem sempre andei de bike em Lisboa. Isto é novo para mim. Antes, por muitas vezes, fui obrigado a trocar o meu trajecto habitual de transportes (CP + Metro) por alternativas menos decentes. Quando não havia metro, tinha de pagar um bilhete único de autocarro, apanhar o belo do 728 e seguir em modo lata de sardinhas do Cais do Sodré até ao Oriente.
O caso pior são as greves da CP. Nestas, transportes não eram uma possibilidade porque não existe nenhuma alternativa de Cascais para Lisboa, ou no sentido inverso. Lá tinha eu de sair de casa as 7:00 para bater o trânsito que aumenta drasticamente. Afinal de contas, sou apenas um dos milhares de utentes da linha de Cascais.

Nas actuais greves da CP, continuo sem grandes hipóteses... Fazer mais ou menos 40 km de casa ao trabalho mais 40 de volta numa bicicleta, ainda é puxado demais para o meu nível de skill (quem sabe um dia...). O carro continua a ser a única hipótese.
Quanto às greves de Metro, o caso muda de figura. Desde que comecei a pedalar, não sei o que é o efeito calor humano de um autocarro. Trago simplesmente a Torah comigo no comboio como faria em qualquer outro dia que a Pikena tivesse de ir para a faculdade.

"Mas se assim é porquê que estás tão chateado com a greve?!", perguntam vocês com todo o vosso direito e lógica.
A razão é bastante simples. Na verdade não é uma mas VÁRIAS razões:

  • Eu pago por um serviço. Esse serviço tem algumas condições. Uma delas é a utilização ilimitada dos transportes da linha de Cascais da CP e outra é a utilização ilimitada dos transportes da coroa L da linha de Metro.
  • Não é lá muito simpático ter de remarcar alguma coisa ou deixar de transportar algum objecto maior porque há greve e não o conseguir transportar na Torah.
  • A greve é um direito e sou totalmente a favor. Mas o que é um direito, quando banalizado da forma vergonhosa que se está a fazer com o ML, deixa de ser direito e passa a ser "gostar de não fazer nada" ou o simples - lá vai sair asneirada novamente - "foder o utente". Estamos a falar de uma greve por semana!

No meio disto tudo, há ainda algo que me choca mais. Este episódio aconteceu à minha frente, da ultima vez que usei o 728 em dia de greve:
Com a prática das greves, deixei de apanhar o 728 no Cais do Sodré mas sim em Alcântara. Como chegou a acontecer comigo - e com muitos utentes - por não conseguir entrar no autocarro no Cais por estar tão cheio, passei a fazê-lo umas paragens antes, onde o comboio também pára.
Certo dia, ia eu em modo ZIP (ou RAR) junto à porta de saída do bus, metade das pessoas não conseguiram entrar no Cais (já estava tudo cheio). O mesmo continuou durante umas boas paragens, em que o motorista nem abria a porta da frente. Apenas parava para que saíssem pessoas.
Penso que estávamos na zona de Xabregas quando numa paragem estava um senhor de alguma idade de cadeira de rodas. Perguntou ao motorista se dava para entrar, ao qual obteve a resposta "Por questões de segurança, não é possível uma vez que o autocarro está muito cheio". O senhor, conformado, respondeu: "É o quinto que passa onde não consigo entrar. Siga lá que hei de ter mais sorte no próximo".

Estas são as coisas que me fazem ficar fora de mim! Eu, como tantos outros, estamos a "tirar o lugar" a pessoas que fazem aquele trajeto diariamente. Claro que nem eu nem ou outros temos culpa. O serviço é público e acessível a todos (pelo menos deveria de ser). A culpa é única e exclusivamente dos senhores que acham que podem brincar com o trabalho e a vida de terceiros.

Mais um detalhe interessante e irónico: Na última greve, reparei nesta publicidade dos transportes de Lisboa. Não pude deixar de tirar uma foto dado o dia que era:



Sim, agora ando de bike em Lisboa. Sim, agora as greves "não me afetam" (no fundo afetam sempre), sim agora não estou a ocupar lugares no 728. Mas não é por isso que a indignação desaparece...

Uma coisa é certa... Nestes dias, o "trânsito" na ciclovia entre o Cais e o Oriente, aumenta bastante... Parece que não sou o único...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A competição saudável


Desde os primórdios da raça humana (se formos sinceros em qualquer raça), a competição é algo que está na nossa forma mais primitiva. Faz parte do processo evolutivo!
  • Várias árvores competem entre si para serem mais altas para terem acesso à luz do sol. Vê-se o mesmo por acesso à água...
  • A maioria das espécies animais lutam para proliferar os seus genes (obter a melhor ou o maior número de fêmeas).
  • Os humanos fazem-no por ambição ou simplesmente por desporto.

No entanto não estou aqui para explicar nenhuma destas razões ou os seus problemas. Todos nós sabemos os efeitos nefastos de competição, aos mais variados níveis, na sociedade moderna. Poderia por-me a dissertar sobre o assunto (interessa-me bastante) mas isso seria offtopic.
A competição, quando usada correctamente, pode (e deve) trazer consequências positivas. E é destas que pretendo escrever.

Vamos então recuar um pouco no tempo...
O grande impulsionador deste blog, como indiquei no primeiro e derradeiro post, foi o meu colega de trabalho P.C.. Como desportista nato e efeito viral que falei também, conseguiu convencer-me - ou mais precisamente convencer que eu me convencesse - a por a bike no meu dia-a-dia como forma de mobilidade urbana. 
Os dias, semanas e meses foram passando. Todos os dias, de uma forma ou de outra, falamos em pedaladas, bikes, upgrades, legislação de trânsito, etc e tal (os nossos outros colegas decerto que nos acham uma grande seca).

Uma das coisas que defini comigo mesmo, eram os objectivos a atingir até ao fim de 2015:
  • Fazer 1200 km a pedalar
  • Fazer mais km do que ele

Ora aqui está... A competição apareceu de forma natural e inocente mas estava lá. Lembro-me de ele dizer duas coisas:
  • 1200 km é ambicioso
  • Não sei se consegues passar-me em km

No inicio, quando comecei a pedalar, ele ia mais ou menos com 350 km, marcados desde o inicio do ano.

De volta ao tempo actual:
Dia 18 de Junho de 2015, atingi - muito mais rápido do que imaginava - um dos objectivos! Passei para a frente em número de quilómetros totais. Fiz questão de deixar esse facto para o meu dia da curiosidade (algo que eu e a minha equipa no trabalho fazemos todos os dias. Um de nós é responsável por partilhar com o resto da equipa um facto interessante).


A reacção foi priceless! Não queria acreditar, sentia-se "ultrajado". Eu, para piorar, gozei com a situação e indiquei que era uma vergonha para ele ficar atrás, principalmente em tão pouco tempo.
Claro que a reacção veio logo! "Quando vais de férias? Quando é que vais deixar de vir para o trabalho para ultrapassar esses quilómetros?"


É evidente que ambos estamos na brincadeira e nada para além de ouvirmos o gozo do resto da equipa está em jogo. A ideia é, e sempre foi, puxarmos um pelo outro.

E aqui está a competição a ser usada no seu modo mais eficiente! Nada está em disputa a não ser a nossa vontade de nos superarmos porque no fundo, mais do que "ficarmos à frente", queremos que cada um de nós dê o seu máximo e que chegue o mais longe possível.

Para provar que não estou a fazer batotas, a partir de Junho, vou por duas informações adicionais nas stats: Número de km para atingir os 1200 e o diferencial de km entre mim e o P.C.


It's on!!


P.S.: Criei este post a pedido de "algumas famílias". Disseram para fazê-lo no Facebook mas achei que era bem mais interessante pô-lo aqui. É certo que não dá para "taggar" as pessoas em causa mas decerto que quando lerem isto, saberão que me estou a referir a elas :)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Efeito viral - Mais efeitos


Porque num mesmo dia pode haver mais conteúdo de duas rodas do que uma ida à serra, durante a tarde do dia 10, depois do repasto e todas as histórias macabras que falei no post anterior, a minha irmã (que nos acompanhou a andar), desafiou-me para a acompanhar num treino nas ruelas sem trânsito, a direito, sem pessoas, etc e tal, perto da casa dela.

Aceitei o desafio porque estava mesmo muito curioso para ver a minha irmãzita (que só por acaso até é mais velha que eu) a andar pela primeira vez.

Aproveitei a bike nova do Cunhado que também estava na garagem e metemo-nos ao caminho.
Logo à primeira, conseguiu manter o equilíbrio, andou uns metros, mas foi atraiçoada pelo passeio :) Ou pela direção que não responde como deve... Ou pela estrada que se mexeu... Seja como for, ficamos lá uns bons minutos a andar de um lado para o outro, ensinei-lhe umas técnicas para ganhar confiança, fazer umas gincanas usando os traços da estrada.

Uma das coisas que ficou fantástica, foi o meu trajeto no Strava... O troço de estrada era tão curto (cerca de 200m) que ficamos ali incessantemente às voltas:


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Terreiro do Paço Experience


Reza a história (e a tradição) que o noivo não pode ver o vestido da sua noiva antes da hora do casamento - mais precisamente antes de a noiva percorrer o caminho até ao altar...
É devido a isto que vos trago uma experiência interessante.


Mas que raio tem um vestido de noiva a ver com Rodas? Mais precisamente 2 rodas?

No passado sábado, 6 de Junho, foi dia da Pikena ir fazer a prova final do vestido para o dia especial (sim, a data está bastante próxima...). Ora como não o posso ver, deixei-a na zona da baixa Lisboeta e fui estacionar o carro no Chiado. Tinha de fazer tempo para que ela se despachasse e ainda não havia uma única loja aberta (antes das 10 da manhã). Decidi descer a pé até ao Terreiro do Paço e ficaria a admirar a vista enquanto esperava.
Assim que me sentei à beira rio, passou uma bike por mim... E pensei em conta-las (as coisas estranhas que se faz para passar o tempo)...

Terreiro do Paço Experience:
Hora chegada: 9:45
Hora saida: 10:09
Tempo total observação: 24 min

Bicicletas e categorias:
BTT: 46
Estrada: 16
Dobraveis: 1
Citadinas: 4
Eletricas: 1
Total de bicicletas: 68


Da minha observação - ainda que não tenha registado informação sobre isso e como tal não posso ser exacto - obtive ainda as seguintes ideias:
  • A grande maioria das pessoas estavam de capacete (cerca de 90%);
  • A maioria das pessoas estavam com "vestimenta adequada" para andar de bicicleta (não a roupa que se usaria para ir trabalhar);
  • Pareciam-me praticamente todos ciclistas de lazer (alguém que não usaria a bike para ir para o trabalho).


Achei bastante interessante a diferença "abismal" entre o que é o "transito" de duas rodas entre um dia de semana (num local onde passo) e um fim de semana.
Outro detalhe que não esperava, foi o diferencial enorme entre BTT's e os restantes tipos. Num dia de semana decerto que a contagem seria inversa (eu continuaria a dar pontos às BTT visto que é o que uso para as minhas viagens urbanas).


Atenção que não estou com isto a indicar que acho mal ou errado o que vi. Andar em duas rodas, é bom, a qualquer hora e a qualquer dia, seja qual for a motivação! Apenas achei piada em partilhar as observações que fiz :)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Efeito virus

Há coisas estranhas na vida e na forma em como as pessoas se relacionam. Hoje, falo do efeito de contagio. Não o digo numa óptica de doenças ou de infecções informáticas mas sim no poder de simples conversas...
Como deve de ser óbvio, andar de bicicleta tornou-se num tema de conversa com todos à minha volta.
O mesmo se passa com a minha paixão de vinhos. Há a curiosidade, o desconhecimento ou mesmo a vontade de manter uma conversa a fluir facilmente sem termos de dizer nada. Naquilo que gosto, qualquer pessoa mais introvertida pode ficar à vontade porque falo pelos cotovelos :)

Vinhos à parte (contagiei alguns para apreciar essa bela arte), o efeito Bike tornou-se um novo movimento com as pessoas à minha volta. Ora vejamos alguns exemplos:

O Pai:
Este senhor (forma formal e brincalhona que uso para me dirigir a uma das duas pessoas que me trouxeram a este mundo) sempre gostou de pedalar. Como tem bastante tempo livre dado o seu infortúnio profissional (desempregado), aproveita muitas vezes para pedalar, espairecer a cabeça e pensar na vida (imagino eu...).
Capacidade física e resistência estão lá e não são os seus 58 anos que o param.
Munido da sua bike, montada a partir de umas 4 diferentes, sem suspensão, travões de disco ou qualquer gadget moderno (sim, estamos a falar do equivalente a uma BTT com mais de 10 anos, daquelas que custavam 50€), faz frente a qualquer caminho, principalmente os que envolvem terra e natureza. Sempre o fez sozinho e nunca disse que não a ir com alguém.
Como iniciei este vicio, sempre que ando ao fim de semana, junta-se a mim ou se não combinar nada, é ele que me desafia.


O Cunhado:
Aficionado de desporto, frequenta o ginásio pelo menos 4 vezes por semana, partilha comigo umas partidas de ténis e combina futeboladas sempre que pode. Sim, ele tinha uma bike na garagem. Sim ela estava parada à cerca de 2 anos. Sim, é isso...
Com a minha embirrice e intervenções como "Ah e tal fixe era irmos dar uma curva no fim de semana até à serra" ou o clássico "Se eu vivesse tão perto do trabalho como tu, ia de bike todos os dias", alguns resultados foram obtidos...
Começou a dar uso ao "gingarelho" (nome fofinho com o qual baptizou a sua companheira de duas rodas) com uma ida à serra. Ela quase que não sobreviveu à volta devido a problemas nos pedais. Mas no final lá se aguentou...
Alguns arranjos e "atamancanssos" depois, começou a testar o caminho entre a casa e o trabalho. Já o fez várias vezes e diz que é para continuar...
Um mês depois, decidiu arrumar o Gingarelho num canto da garagem, chamou-me para o acompanhar e aconselhar, fomos a uma loja e comprou o seu novo brinquedo. No dia seguinte, fez o test drive na serra de Sintra comigo e com o meu Pai. Ficou rendido! "Agora é não parar!" disse-me ele quando chegamos ao fim do percurso.


A Irmã:
Provavelmente o maior exemplo que posso apontar de persistência e de força de vontade, é esta miúda.
Enquadramento: Estamos a falar de alguém que até há umas semanas atrás, nunca soube o que era andar de bicicleta. Em 30 anos (sim tem 30 anos) nunca tinha descoberto a felicidade de se equilibrar em duas rodas...
Na semana que iria completar as 31 primaveras, foi passar uns dias a uma terrinha perto de Peniche. Falou-nos - aos meus Pais, ao meu Cunhado, a Pikena e a mim - que era desta! Ia agarrar naquela bike velha e parada à anos que a minha tia tinha na casa de férias, e que iria, longe de olhares alheios, aprender a andar. Todos a apoiamos e achamos que era excelente: O que nunca imaginamos era que iria conseguir logo no primeiro dia! Claro que houve algumas quedas com direito a nódoas negras, joelho esfolado, etc. Ah, e perna direita dela conheceu de perto a roda pedaleira, tendo deixado os seus dentes marcados por duas vezes na carne. Foi decerto a melhor prenda que podia ter dado a ela mesma...
Já traçou o objectivo de treinar o equilíbrio (ainda algo precário) para um dia se juntar às nossas pedaladas...



No meio disto tudo, onde quero eu chegar?
Não acho que sou o responsável da força de vontade / bem estar dos que me rodeiam. Não sou eu que obrigo as pessoas a percorrerem os seus caminhos... Mas fico mesmo muito feliz que o façam! E quando somos mais do que nós próprios (não fazer as coisas sozinhos), torna-se tudo mais fácil e divertido! Puxamos e incentivamos-nos mutuamente!
Não sou o responsável, é verdade, mas decerto que sou um pequeno impulsionador...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O primeiro livro...


Gosto de ler... Não posso afirmar que seja daquelas pessoas que tem SEMPRE um livro na mochila e que aproveita todo e qualquer momento "morto" para consumir mais umas páginas de um qualquer romance com cinco mil páginas e três quilos de peso... Deixo isso para a Pikena. Afinal de contas, da enorme estante de livros que tenho na sala - e mais duas no escritório - contam-se pelos dedos das duas mãos os livros que são meus... Tirem as vossas conclusões de quem serão...
O meu tempo de transportes públicos, quando não estou com a Torah, é passado a escrever posts para o blog ou a organizar detalhes para o casamento...

Aparte disto, para a Pikena, a Feira do Livro em Lisboa, é uma saída anual obrigatória. Pela primeira vez, decidi ir com ela e com amigos.
Depois de muito andar por lá, tropecei num livro que me chamou a atenção. Olhei para a introdução, indice e para uma página aleatória no meio do livro. Fiquei vendido! Ou o livro é que foi vendido :)

Tratava-se deste:



Na terça-feira seguinte, estava lido na integra (dia em que o comecei a ler).
Acho que se trata de um livro com muito boas dicas para quem se está a iniciar no mundo das duas rodas e que deseja levar isso a sério. Por outro lado, de sério o livro tem pouco porque está todo ele repleto de exemplos parvos e piadas estapafúrdias. Mais uma razão para ser interessante e não maçudo. Além disso, um pouco de humor ajuda (muito) a que se falem de temas mais "sensíveis" sem ferir a susceptibilidade de ciclistas mais "puros".

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Back on track!


Posso considerar que todas as mensagens a partir de agora são escritas "em tempo real". Até agora, tenho estado a recuperar a história desde o início para que tudo o que diga faça algum sentido.

A única coisa que ainda não abordei, que teve inicio antes de estar  escrever esta entrada, são dois projectos em duas rodas nos quais tenho vindo a pensar bastante e que ainda não os partilhei. Curiosamente, foi precisamente por um deles que surgiu a ideia de partilhar a experiência que estou a passar neste blog. Mas tudo a seu tempo...

As únicas entradas que foram criadas no tempo "correto", foram as relativas a vinhos... Decidi fazê-lo porque na prática este blog apresenta duas histórias totalmente distintas, que têm como único ponto de ligação a minha pessoa. Tudo o resto é totalmente independente :)

Em tom de desabafo, estou a escrever isto, sentado no comboio entre Cascais e Lisboa. Hoje não é um dia em que possa pedalar... Hoje, tal como ontem e no dia anterior, estou a trabalhar num cliente em Entre-Campos, o que não me permite levar a Torah comigo. AO olhar pela janela, vejo os carros a passar, o trânsito a acumular, etc... Era tão mais fácil se andássemos todos sobre duas rodas...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

So, it begins...

Primeiro post... O que deverá isto conter... Algo que explique o que é este blog...? Algo que explique como eu sou...?

Penso que seja isso... Então aqui vai:


Quem sou eu?
Nada mais do que um entusiasta de muitas coisas. E quando digo muitas, são muitas mesmo!
Sou natural de Cascais, onde vivo até hoje (com excepção dos três anos que estudei na terra do "Choco Frite"), amante de musica (sou DJ e produtor), curioso de vinhos (sou ainda um principiante com muito pouco conhecimento) e trabalho com computadores...
Tenho uma forma peculiar (não por isso decente) de me exprimir e escrever. Tenho tendência a fugir ao assunto e perder-me em linhas paralelas de raciocínio. Mau feitio está sempre presente mas nunca por isso pretendo ofender ninguém. Assim sendo, peço já desculpas por qualquer entrada "psicótica" que possa surgir...

Sou no mínimo uma pessoa estranha... Mas no fundo, quem não é?


O que pretendo fazer por aqui?
A conselho de um colega com quem tenho partilhado as minhas experiências sobre rodas (Obrigado P.C.!), estou aqui para deixar o registo daquilo que tem sido a minha mudança em estilo de vida desde que comecei a pedalar e entrei no mundo do ciclismo urbano. Sei que não estou sozinho e que mais pessoas estão (estiveram ou irão estar) no mesmo lugar que eu. Acho que é positivo partilhar a experiência porque a partilha de ideias (boas e más) é sempre bem-vinda!


Quais os meus objectivos?
Tantos mas tantos... Mas isso agora não interessa... Ao longo do tempo eles irão aparecendo :)
No inicio irei fazer alguma recuperação de histórico de como tudo começou, por onde passei, o que estou a fazer e onde pretendo chegar...


Porquê Vinhos sobre Rodas?
Como disse acima, sou um amante de vinhos e pretendo dar a conhecer a minha experiência no mundo das bicicletas... Achei por bem usar dois dos meus hobies no nome embora não pretenda falar apenas destes dois (o tempo dirá).
Curiosamente, o P.C. também partilha da mesma paixão por vinhos que eu tenho... Como tal, achei que seria uma ideia gira e como uma forma de agradecer a ideia.



DISCLAIMER:

Antes que me acusem de não estar em concordância com o novo acordo ortográfico, deixo BEM CLARO (!) que não o vou utilizar... Não pretendo por isto ser um "revoltadinho" ou algo do género mas simplesmente faz-me alguma impressão escrever de forma diferente da que aprendi... Quem sabe se numa próxima "encarnação" já o conseguirei fazer :)



Vê-mo-nos por aí...