Mostrar mensagens com a etiqueta Projeto Offroad. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Projeto Offroad. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Shorty - A nova aquisição



Apresento-vos a Shorty, nome com o qual a minha nova BTT foi baptizada.
É uma Scott Aspect 940 modelo de 2013, que foi comprada ao GRANDE Jojo! Grande por várias razões:
  • É alto
  • É um verdadeiro atleta e faz BTT de competição
  • Tem uma grande bike actualmente
  • Vendeu-me a antiga bicicleta que, segundo ele, "já não dava o que eu precisava, necessitava de algo que puxasse mais por mim. Além disso, era pequena para o meu tamanho..."
Características do bicho:
  • Quadro M em alumínio
  • Rodas 29
  • Sistema de transmissão Shimano Acera (desviador frontal e traseiro)
  • Travões hidráulicos Shimano
  • Suspensão frontal Suntour XT
  • Corrente Shimano HG53 (Acera)
No primeiro test-drive, muito antes de a apresentar, tive um acidente com um tronco que me destruiu a parte traseira da transmissão:





Como tal, fui forçado a fazer uma substituição que acabou por ser um upgrade:
  • Desviador traseiro Shimano Deore Shadow Caixa comprida (link):

  • Novo dropout (link):

Após umas marteladas valentes, o dropout que estava na bike no momento do acidente, conseguiu ir ao lugar. Irei guarda-lo para alguma emergência porque não me parece que vá aguentar muito tempo sob pressão.
E como uma coisa nunca vem só, tinha um raio a menos na roda de trás. Após conferência posterior com o Jojo, ele não se lembrava porque a bike esteve parada cerca de 5 meses.
Foi colocada numa loja especializada próxima de minha casa onde me trataram do assunto:
Para além destes percalços não programados, algumas alterações foram feitas para ficar do meu agrado:

Velocímetro - Igual ao que tinha na Trailrock. Como quando a roubaram o display não estava lá, levaram apenas o sensor sem fios e o íman da roda. Ainda não testei mas acredito que o antigo dê para usar... Se não der, ao menos fico com uma pilha extra, nem tudo foi perda :) LINK
Pedais - De origem com a Berg Vertex 50 que o M.S. comprou há uns tempos atrás, vieram estes pedais. Ele comprou pedais e sapatos de encaixe ao mesmo tempo que o meu desviador (compras em conjunto poupam-nos nos portes). Como eu precisava de uns porque o Jojo também os usa, o M.S. deu-me os que estavam na Vertex. E os que estavam na Shorty... Sem comentários :P Só mesmo para dizer que tinha pedais :) LINK

Porta bidons - Diferentes do que usava antes. A conselho do M.S. que também tem uns destes, adquiri dois. São de um plástico que mais parece borracha e que ao toque parece muito resistente. Mesmo de borracha é o sistema de fixação frontal. LINK



Bolsa traseira - Este é um daqueles casos em que tive de juntar peças de vários sítios para ter algo funcional. Para começar, a bolsa da Tailrock não estava montada no momento fatídico. Mas a mola de fixação sim porque nunca a tiro (aparafusada ao banco). O kit eléctrico da Utopia trazia uma bolsa do mesmo estilo e maior do que eu tinha anteriormente, com um ângulo diferente de fixação. Assim sendo, substituí a bolsa da Utopia, guardei-a e apenas aproveitei a mola de apoio para a Shorty. Como foram compradas ao mesmo tempo, do mesmo fabricante, pude usar a mola de uma para a outra.


Bolsa quadro frontal - Queria novamente ter um suporte para o telemóvel porque para além do Strava, às vezes também uso apps de GPS para orientação. Embora para a Utopia, suportes de volante sejam excelentes porque apenas ando em cidade, sem grandes aventuras, com a Shorty voltarei a por-me no mato com malabarismos que eventualmente me vão levar (novamente) ao chão. É verdade que nunca saiu do sitio ou se danificou por isso mas queria ter o telemóvel mais resguardado. Para não falar que ganho mais uma bolsa para levar tralha, o que é sempre bem vindo dada a minha aversão a andar de mochila sobre duas rodas... Está ainda a caminho de Hong Kong para minha casa. LINK



Fora a parte dos componentes, o primeiro test drive foi um sucesso! Estive algo receoso em adquirir uma bike com roda 29 por não ser tão boa para trilhos técnicos. Além disso, eu não sou muito alto e cada vez estou a passar para bicicletas maiores. Em altura é basicamente o mesmo mas é mais comprida.
É menos ágil a fazer caminhos mais apertados mas nada de muito relevante. Agora a subir e a direito... Nada a ver... Se já achava que as 27,5 eram muito diferentes no ritmo que se consegue impor, as 29 são ainda mais!
Como se isto não fosse suficiente, o seu peso total também é mais baixo, tornando tudo mais fácil.

Em suma, fui forçado a fazer um upgrade não previsto, numa altura em que não me dava jeito. Não desisti e fiquei melhor servido. O que não nos mata, torna-nos mais fortes. Menos de 48 horas depois do roubo da Trailrock, a Shorty estava comigo...
EU NÃO VOU PARAR!

Nota Final - Sim, este post vem com bastante atraso... Já a tenho há dois meses :$ Eu vou escrevendo os posts no telemóvel e regra geral ficam prontos a nível de texto. O problema é acrescentar as fotos. Para isso tenho de ir ao PC... E tempo, numa altura em que ando com um grande projecto (pessoal) em mãos, é difícil de ter...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A versão 1.0 está completa


Com a finalização da Utopia, a Trailrock ficou também pronta!
Embora inicialmente tivesse planeado que apenas iria tirar o porta-bagagens, acabei por realizar mais três intervenções:

Rework do suporte para o telemóvel - Há uns tempos tinha falado que o suporte tinha cedido com a pressão das porcas de aperto. Como estava com a mão na massa, estava na altura de tratar do assunto.
Desmontei todo o sistema, adaptei duas anilhas para que ficassem quadradas, acrescentei duas porcas novas, montei tudo no sitio e ficou como novo!


Conta quilómetros - Embora use o Stava em todas as minhas pedaladas, este não me dá a velocidade em tempo real. Como devolvi uma unidade cada um dos kits de cabos para a Utopia (cada kit trazia dois cabos e não um como fazia sentido), aproveitei para adquirir um velocímetro sem fios. Não pretendia nada mais do que algo que me desse a velocidade instantânea e as horas. Mais que isso o Strava consegue dar-me.
Estava em promoção e por isso valeu comprar esta versão (com fio, eram menos 2€). LINK


Uma nova bolsa - Por indicação do cunhado, o Lidl estava com artigos de bicicleta disponíveis por tempo limitado. Decidi avriguar porque os artigos sazonais que costumam ter são de excelente qualidade. Existiam dois modelos, ambos com um kit de ferramentas que me faria falta para a Utopia. Para além disto, o sistema é de fixação rápida e não de velcro como tinha antes.
A bolsa que ficou na Trailrock é o modelo maior que é extensível para ficar com mais espaço de carga. Melhor? Só o preço!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Trailrock - Versões 0.1 e 0.2


Como estou em período de transição, neste momento tenho na mesma apenas uma bicicleta para os dois tipos de utilizações que faço (urbano e BTT). Por essa razão, a Trailrock não terá apenas uma mas (pelo menos) três versões. Pelo menos é isso que tenho planeado...

Versão 0.1:
Considero a versão 0.1 o status inicial, 100% original, sem qualquer tipo de modificação:


Versão 0.2:
Como vou continuar a ir para Lisboa, tive de lhe fazer algumas alterações para que as viagens sejam mais confortáveis. Por experiência anterior, sei que pequenas alterações, diminuem drasticamente o esforço e aumentam o conforto:



Lista de modificações:
  • O porta-bagagens - Talvez seja a alteração mais notória em termos visuais e também em termos práticos. Se fica bonita? Não! Se fica prática? Sem dúvida. Utilizando a frase de um colega "A tecnologia tem o intuito de nos servir e não nós que servimos a tecnologia". Tudo o que me facilitar a vida, vou usar, mesmo que isso afecte o design. O que interessa é como eu me sinto e não o que os meus olhos vêem!
    Para que a fixação superior fosse possível, tive de adaptar o parafuso do banco. Guardei o que vinha fornecido para a próxima versão (dispenso o saca rápido no banco porque apenas eu a uso). Arranjei um parafuso mais comprido, com o mesmo passo de rosca (a braçadeira que aperta o veio é auto-roscante), duas porcas para servirem de espaçadores, duas anilhas para melhorarem a força aplicada e uma porca para fixar tudo no fim.
A artimanha para fixar os apoios superiores
Visão lateral
Visão traseira

  • Os reflectores das rodas - Sendo esta uma bike para fazer 90% do seu tempo fora de estrada e para andar de dia, os reflectores originais foram retirados. Ainda tentei tira-los com cuidado para uma possível utilização futura mas não foi possível...
O que restou dos reflectores. Sou mesmo um carniceiro :)

  • O suporte do telemóvel - Este é um acessório que não dispenso. Veio da Torah e será aplicado sempre que trocar de bike. Na verdade, embora neste momento apenas tenha uma a funcionar, já comprei o segundo para o próximo projecto (estará neste momento algures entre a China e Portugal porque os compro no EBay). A fixação está meio precária porque parti o apoio inferior ao apertar demasiado. Irei proximamente desmonta-lo e adapta-lo para que fique seguro.
A visão quando se está a pedalar
Visão lateral

  • Os pedais - Os que vieram eram muito parecidos com os que comprei há cerca de um mês atrás para a Torah (teve de ser porque um se partiu no assalto nocturno - mais info aqui). A única diferença são os pequenos "picos" que adicionam mais atrito e aderência ao calçado. Com tempo húmido ou mesmo em chuva, faz a diferença. Troquei os da Torah para a Trailrock e vice versa.
Os pedais de origem
Os pedais que tinha comprado para a Torah e usei durante duas semanas

  • A protecção para o desviador traseiro - Porque não o dispenso... Andar em trilhos estreitos e a passar por caminhos cavados pela água das chuvas, todo o cuidado é pouco. Foi comprado para a Torah e transitou para a Trailrock. Tive de lhe dar um "pequeno toque" (como quem diz entorta-lo ligeiramente) para que não roçasse no desviador. Antes fazia um ângulo de 90º e agora está um pouco mais aberto.
Antes da protecção instalada
Depois da protecção instalada

  • Os suportes para a água - Porque a maior parte das bicicletas não o trazem de origem, mais uma vez, transferi o que tinha na Torah para a Trailrock. Porque eu destilo totalmente quando ando mais do que 1 km (parece exagerado mas é verdade), tenho de ter dois.
Preparadinho para mais uma ida para o trabalho. Foto tirada às 7:00 :)

Existem depois os normais ajustes do banco, manetes de travão, manetes de mudanças, etc e tal. Mas essas não são propriamente modificações e por isso não têm direito a destaque.

Todas estas modificações foram feitas no dia em que a comprei. Na realidade, a versão 0.1 é apenas um benchmark/concept para futura comparação.

Em termos de planeamento, a próxima versão será a 1.0. Nesta, pretendo que fique finalizada e exclusivamente a ser usada fora de estrada. Nessa altura, darei por concluído o Projecto Offroad!

NOTA: Ao contrário do que indiquei num post anterior, não vou mudar o nome deste projecto. Será Projecto Offroad e não Projecto Trailrock. Já me habituei ao nome e assim as tags dos posts vão funcionar correctamente sem necessidade de edição posterior :)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Porque depois da tempestade vem a bonanca


E será que era justo eu andar com tanta coisa sobre rodas e cenas e o camandro e depois acabava com tudo de um dia para o outro?

Antes que pensem que o dia das mentiras alterou a sua data, tudo o que disse no post anterior é verdade! A Torah já não me pertence. No entanto, irei continuar a vê-la todos os dias :)

Então mas que raio de confusão é esta??!! Vamos lá iniciar os esclarecimentos: 

Quando estive de férias, pensei bastante em como seria a forma mais eficiente de alocação de recursos (leia-se bicicletas) para as necessidades que tenho. Já se tinha tornado claro que apenas uma bike não era o suficiente para satisfazer as minhas necessidades urbanas e de offroad (daí existirem os Projectos Offroad e E-Torah). Isto já tinha dito antes portanto não é novidade. Então o quê que mudou?

Este fim de semana, mais precisamente no sábado, fartei-me de esperar. Estava na altura de fazer o upgrade e por em curso o projecto Offroad...

Portanto (soem os tambores...), ei-la:


Esta é a Trailrock 50, a minha aposta para o projecto Offroad. De toda a pesquisa que fiz e dentro do budget que tinha, foi a melhor opção. Comprei-a nova, na Sport Zone (link).

Algumas das razões para a minha escolha:

  • Travões hidráulicos: Se há coisa onde a diferença é notória, é no momento da travagem. Tanto para estrada como para terra, a resposta é genial. Precisos e eficientes!
  • Suspensão mais longa: Novamente, entre a nova e a antiga a única semelhança é ambas serem suspensões. Tudo o resto é pura coincidência.
  • Roda 27,5: Depois de ter experimentado uma bicicleta com a roda maior, notei a diferença tanto em velocidade como em esforço despendido. 29 não seria uma hipótese porque sou baixinho :)
  • Peso: No total, pesa 14.2 kg, bem menos que a antiga Torah. A passar portões e correntes com ela às costas, toda a redução é bem vinda!
  • Preço: De todas as que vi, sem dúvida nenhuma que tem uma excelente relação qualidade preço. Claro que há melhores, mais caras e mais bonitas mas tinha de ter em conta o tipo de utilização que iria ter. Não sou nenhum profissional e por isso não se justifica ter algo de nivel superior em função de preços astronómicos.

Um pouco de slide show :)








O senhor muito simpático da loja (not), que entendia mesmo muito do assunto (not), fez o favor de a afinar toda e mais valia te-la deixado quieta porque não havia um único parafuso apertado decentemente nem uma mudança que entrasse correctamente. Quando cheguei a casa, lá fui eu pô-la no ponto...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os dois "novos" projetos

Há uns posts atrás disse que haviam dois projectos que ainda não tinha falado e que um deles é uma das principais razões da criação deste blog.

Antes de os apresentar, mais um pouco de enquadramento...
As idas para Lisboa estavam a ser cada vez mais frequentes tal como os meus passeios de BTT. Aplicando o belo do CSI (ver post anterior que fala sobre isto para mais detalhes), cheguei a algumas conclusões e alterações que teria de fazer para melhorar a minha performance, melhorar a minha condição física e acima de tudo estar mais confortável.
A forma como a Torah foi concebida por mim faz dela um excelente objecto de estudo. Posso dizer que adoro como ela está... Mas tenho de ser sincero comigo próprio... Na realidade não é nem uma bike citadina nem uma BTT para o nível de exigência que a tenho submetido. Onde mais isto é notório é no peso... De origem, a Torah já pesa algo na roda dos 16 kg... Com as coisas todas que lhe meti, piorei drasticamente este factor...
A parte pior disto é que para aproximar de um estilo afasto-me do outro...


Depois de muito pensar no assunto, achei que era a hora de criar algo diferente e mudar totalmente a minha óptica de upgrade.

Projecto E-Torah (ou Thorah 1.0):
Algo que me chamou a atenção logo que me iniciei nestas andanças, foram as E-Bike. Para quem não sabe o que é, consistem numa bicicleta "quase" normal que possui um motor eléctrico auxiliar. Na verdade, é uma bicicleta tacitamente igual às outras com a excepção de ter pelo menos mais 8Kg em cima de todos os componentes adicionais.
Isto sem dúvida que era uma ideia genial para usar a bike todos os dias nas viagens para Lisboa. Encurtava o meu tempo e nos dias em que "não apetece" já não tinha desculpa...
Mas quando vi os preços pela primeira vez, desmoralizei... A linha de entrada da Decathlon com estes bichinhos anda na casa dos 500€. Além disso, em termos de autonomia, design e força não tinha o que procurava... Haveria de encontrar outra solução mais eficiente e económica para por este projecto em prática.


Projecto Offroad:
Para já, terá este nome... Quando iniciar a sério e sair do papel, o projecto terá outro nome. Eu tenho o hábito de "personificar" tudo. As bikes não são excepção :)
Modificar a Torah para eléctrica resolvia apenas metade dos problemas. Como indiquei acima, acrescentar equipamento eléctrico a ela ia afastar-me ainda mais de uma BTT leve e altamente manobrável. Para dificultar mais as coisas, acredito que os componentes eléctricos (principalmente o motor) não iria ficar muito agradado em andar a saltitar de buraco em buraco. Tinha de proteger o investimento (caso o chegue a realizar).
Surgiu então a única hipótese lógica: Ter duas bikes distintas, para dois tipos de utilização distintas. Tinha de ter uma BTT "nova". Atenção que por "nova" refiro-me a nova nas minhas mãos. Nesta altura ainda debato comigo mesmo duas possibilidades:
  • Comprar uma nova (gama média)
  • Comprar uma usada (gama superior)
Qualquer que venha a ser a minha escolha, dois factores tem de ser garantidos:
  • O budget será o mesmo para as duas hipóteses
  • Apenas posso fazer isto depois do casamento

Embora os dois projectos sejam mais ou menos paralelos, por questões de usabilidade, o projecto offroad terá de avançar em primeiro lugar. Afinal de contas, a partir do momento que colocar o motor na Torah, acabou-se o offroad e passa a ser usada exclusivamente em estrada.

Algum trabalho de investigação já arrancou para ambos os projectos. Já consultei blogs e fóruns sobre e-bikes, já pesquisei por classificados de bikes na minha zona, já fui a várias lojas que as vendem... Enfim... Difícil vai ser a escolha. E mais importante, viver com essa escolha, não olhando para trás e acreditando que fiz a melhor opção possível...