quarta-feira, 10 de junho de 2015

Terreiro do Paço Experience


Reza a história (e a tradição) que o noivo não pode ver o vestido da sua noiva antes da hora do casamento - mais precisamente antes de a noiva percorrer o caminho até ao altar...
É devido a isto que vos trago uma experiência interessante.


Mas que raio tem um vestido de noiva a ver com Rodas? Mais precisamente 2 rodas?

No passado sábado, 6 de Junho, foi dia da Pikena ir fazer a prova final do vestido para o dia especial (sim, a data está bastante próxima...). Ora como não o posso ver, deixei-a na zona da baixa Lisboeta e fui estacionar o carro no Chiado. Tinha de fazer tempo para que ela se despachasse e ainda não havia uma única loja aberta (antes das 10 da manhã). Decidi descer a pé até ao Terreiro do Paço e ficaria a admirar a vista enquanto esperava.
Assim que me sentei à beira rio, passou uma bike por mim... E pensei em conta-las (as coisas estranhas que se faz para passar o tempo)...

Terreiro do Paço Experience:
Hora chegada: 9:45
Hora saida: 10:09
Tempo total observação: 24 min

Bicicletas e categorias:
BTT: 46
Estrada: 16
Dobraveis: 1
Citadinas: 4
Eletricas: 1
Total de bicicletas: 68


Da minha observação - ainda que não tenha registado informação sobre isso e como tal não posso ser exacto - obtive ainda as seguintes ideias:
  • A grande maioria das pessoas estavam de capacete (cerca de 90%);
  • A maioria das pessoas estavam com "vestimenta adequada" para andar de bicicleta (não a roupa que se usaria para ir trabalhar);
  • Pareciam-me praticamente todos ciclistas de lazer (alguém que não usaria a bike para ir para o trabalho).


Achei bastante interessante a diferença "abismal" entre o que é o "transito" de duas rodas entre um dia de semana (num local onde passo) e um fim de semana.
Outro detalhe que não esperava, foi o diferencial enorme entre BTT's e os restantes tipos. Num dia de semana decerto que a contagem seria inversa (eu continuaria a dar pontos às BTT visto que é o que uso para as minhas viagens urbanas).


Atenção que não estou com isto a indicar que acho mal ou errado o que vi. Andar em duas rodas, é bom, a qualquer hora e a qualquer dia, seja qual for a motivação! Apenas achei piada em partilhar as observações que fiz :)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Efeito virus

Há coisas estranhas na vida e na forma em como as pessoas se relacionam. Hoje, falo do efeito de contagio. Não o digo numa óptica de doenças ou de infecções informáticas mas sim no poder de simples conversas...
Como deve de ser óbvio, andar de bicicleta tornou-se num tema de conversa com todos à minha volta.
O mesmo se passa com a minha paixão de vinhos. Há a curiosidade, o desconhecimento ou mesmo a vontade de manter uma conversa a fluir facilmente sem termos de dizer nada. Naquilo que gosto, qualquer pessoa mais introvertida pode ficar à vontade porque falo pelos cotovelos :)

Vinhos à parte (contagiei alguns para apreciar essa bela arte), o efeito Bike tornou-se um novo movimento com as pessoas à minha volta. Ora vejamos alguns exemplos:

O Pai:
Este senhor (forma formal e brincalhona que uso para me dirigir a uma das duas pessoas que me trouxeram a este mundo) sempre gostou de pedalar. Como tem bastante tempo livre dado o seu infortúnio profissional (desempregado), aproveita muitas vezes para pedalar, espairecer a cabeça e pensar na vida (imagino eu...).
Capacidade física e resistência estão lá e não são os seus 58 anos que o param.
Munido da sua bike, montada a partir de umas 4 diferentes, sem suspensão, travões de disco ou qualquer gadget moderno (sim, estamos a falar do equivalente a uma BTT com mais de 10 anos, daquelas que custavam 50€), faz frente a qualquer caminho, principalmente os que envolvem terra e natureza. Sempre o fez sozinho e nunca disse que não a ir com alguém.
Como iniciei este vicio, sempre que ando ao fim de semana, junta-se a mim ou se não combinar nada, é ele que me desafia.


O Cunhado:
Aficionado de desporto, frequenta o ginásio pelo menos 4 vezes por semana, partilha comigo umas partidas de ténis e combina futeboladas sempre que pode. Sim, ele tinha uma bike na garagem. Sim ela estava parada à cerca de 2 anos. Sim, é isso...
Com a minha embirrice e intervenções como "Ah e tal fixe era irmos dar uma curva no fim de semana até à serra" ou o clássico "Se eu vivesse tão perto do trabalho como tu, ia de bike todos os dias", alguns resultados foram obtidos...
Começou a dar uso ao "gingarelho" (nome fofinho com o qual baptizou a sua companheira de duas rodas) com uma ida à serra. Ela quase que não sobreviveu à volta devido a problemas nos pedais. Mas no final lá se aguentou...
Alguns arranjos e "atamancanssos" depois, começou a testar o caminho entre a casa e o trabalho. Já o fez várias vezes e diz que é para continuar...
Um mês depois, decidiu arrumar o Gingarelho num canto da garagem, chamou-me para o acompanhar e aconselhar, fomos a uma loja e comprou o seu novo brinquedo. No dia seguinte, fez o test drive na serra de Sintra comigo e com o meu Pai. Ficou rendido! "Agora é não parar!" disse-me ele quando chegamos ao fim do percurso.


A Irmã:
Provavelmente o maior exemplo que posso apontar de persistência e de força de vontade, é esta miúda.
Enquadramento: Estamos a falar de alguém que até há umas semanas atrás, nunca soube o que era andar de bicicleta. Em 30 anos (sim tem 30 anos) nunca tinha descoberto a felicidade de se equilibrar em duas rodas...
Na semana que iria completar as 31 primaveras, foi passar uns dias a uma terrinha perto de Peniche. Falou-nos - aos meus Pais, ao meu Cunhado, a Pikena e a mim - que era desta! Ia agarrar naquela bike velha e parada à anos que a minha tia tinha na casa de férias, e que iria, longe de olhares alheios, aprender a andar. Todos a apoiamos e achamos que era excelente: O que nunca imaginamos era que iria conseguir logo no primeiro dia! Claro que houve algumas quedas com direito a nódoas negras, joelho esfolado, etc. Ah, e perna direita dela conheceu de perto a roda pedaleira, tendo deixado os seus dentes marcados por duas vezes na carne. Foi decerto a melhor prenda que podia ter dado a ela mesma...
Já traçou o objectivo de treinar o equilíbrio (ainda algo precário) para um dia se juntar às nossas pedaladas...



No meio disto tudo, onde quero eu chegar?
Não acho que sou o responsável da força de vontade / bem estar dos que me rodeiam. Não sou eu que obrigo as pessoas a percorrerem os seus caminhos... Mas fico mesmo muito feliz que o façam! E quando somos mais do que nós próprios (não fazer as coisas sozinhos), torna-se tudo mais fácil e divertido! Puxamos e incentivamos-nos mutuamente!
Não sou o responsável, é verdade, mas decerto que sou um pequeno impulsionador...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O primeiro livro...


Gosto de ler... Não posso afirmar que seja daquelas pessoas que tem SEMPRE um livro na mochila e que aproveita todo e qualquer momento "morto" para consumir mais umas páginas de um qualquer romance com cinco mil páginas e três quilos de peso... Deixo isso para a Pikena. Afinal de contas, da enorme estante de livros que tenho na sala - e mais duas no escritório - contam-se pelos dedos das duas mãos os livros que são meus... Tirem as vossas conclusões de quem serão...
O meu tempo de transportes públicos, quando não estou com a Torah, é passado a escrever posts para o blog ou a organizar detalhes para o casamento...

Aparte disto, para a Pikena, a Feira do Livro em Lisboa, é uma saída anual obrigatória. Pela primeira vez, decidi ir com ela e com amigos.
Depois de muito andar por lá, tropecei num livro que me chamou a atenção. Olhei para a introdução, indice e para uma página aleatória no meio do livro. Fiquei vendido! Ou o livro é que foi vendido :)

Tratava-se deste:



Na terça-feira seguinte, estava lido na integra (dia em que o comecei a ler).
Acho que se trata de um livro com muito boas dicas para quem se está a iniciar no mundo das duas rodas e que deseja levar isso a sério. Por outro lado, de sério o livro tem pouco porque está todo ele repleto de exemplos parvos e piadas estapafúrdias. Mais uma razão para ser interessante e não maçudo. Além disso, um pouco de humor ajuda (muito) a que se falem de temas mais "sensíveis" sem ferir a susceptibilidade de ciclistas mais "puros".

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Back on track!


Posso considerar que todas as mensagens a partir de agora são escritas "em tempo real". Até agora, tenho estado a recuperar a história desde o início para que tudo o que diga faça algum sentido.

A única coisa que ainda não abordei, que teve inicio antes de estar  escrever esta entrada, são dois projectos em duas rodas nos quais tenho vindo a pensar bastante e que ainda não os partilhei. Curiosamente, foi precisamente por um deles que surgiu a ideia de partilhar a experiência que estou a passar neste blog. Mas tudo a seu tempo...

As únicas entradas que foram criadas no tempo "correto", foram as relativas a vinhos... Decidi fazê-lo porque na prática este blog apresenta duas histórias totalmente distintas, que têm como único ponto de ligação a minha pessoa. Tudo o resto é totalmente independente :)

Em tom de desabafo, estou a escrever isto, sentado no comboio entre Cascais e Lisboa. Hoje não é um dia em que possa pedalar... Hoje, tal como ontem e no dia anterior, estou a trabalhar num cliente em Entre-Campos, o que não me permite levar a Torah comigo. AO olhar pela janela, vejo os carros a passar, o trânsito a acumular, etc... Era tão mais fácil se andássemos todos sobre duas rodas...

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Stats de Maio


Final do terceiro mês... Estou mesmo muito orgulhoso de mim próprio!
Duas pedaladas à serra, cinco idas para Lisboa e sete idas para a estação. Longe daquilo que são os meus objetivos mas a pouco e pouco estou a conseguir lá chegar!
Passei o dobro do tempo a pedalar em relação ao mês anterior e o ganho de altitude praticamente triplicou!

Mês anterior
Tempo: 5h03m
Distância: 87,7 Km
Ganho de altitude: 470m
Número de voltas: 15


Maio 2015
Tempo: 10h15m
Distância: 157,0 Km
Ganho de altitude: 1458m
Número de voltas: 23


Acumulado 2015:
Tempo: 19h42m
Distância: 312,9 Km
Ganho de altitude: 2383m
Número de voltas: 53

Serra de Sintra - Take 2


E pela segunda vez, juntei-me com o meu Pai e fomos pedalar até à Serra.
Desta vez, como não estávamos limitados de tempo, decidimos fazer mais uns quilómetros e uns trilhos com subidas mais exigentes:



Aproveitei também para testar o meu novo suporte para o telemóvel, tanto em estabilidade sobre terreno acidentado como para usar a câmara traseira. Não tenho propriamente o telemóvel com as melhores specs do mercado mas penso que dá para o que se pretende... Abaixo um dos vídeos que fiz: 

Para além de tremido (como seria de esperar), fixei o suporte numa posição em que se vê mais a roda do que o caminho à minha frente. Nada que me tenha admirado pois quando o montei, apenas me preocupei no ângulo para quando estou sentado e não para fazer filmes.

Entretanto já corrigi a situação e hei de testar em breve o novo ângulo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O suporte para o telemóvel - UPDATE


Depois da primeira ida à serra e de umas idas a Lisboa, cheguei à conclusão de que o sistema de fixação do telemóvel com elásticos não era muito eficiente.

Descobri que isso devia-se à qualidade dos mesmos. Vi o de um colega e não tem nada a ver. Afinal de contas o diferencial de preço teria de ir para algum lado.

Comecei a analisar outras hipóteses... Lembrava-me vagamente de um suporte em plástico numa mota de um amigo, há uns tempos atrás que poderia ser uma hipótese para a Torah.

Novamente, fui até ao E-Bay ver o que encontrava... E encontrei isto:


Gostei particularmente do quão versátil é em termos de rotação e apoio. Outra hipótese que também me ocorreu, foi usar o suporte de forma a que a câmara traseira do telemóvel conseguisse estar a descoberto, para poder gravar vídeos dos meus percursos.
Custou-me 4,74€ e poderão encontrar mais detalhes do seu funcionamento neste LINK.

3 semanas depois da encomenda, recebi-o e montei-o na Torah. O resultado foi o seguinte: