sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ride to work


Dadas as férias da semana passada e dias em que fui "obrigado a levar o carro" para o emprego (vida de consultor tem destas coisas), há cerca de duas semanas que não ia com a Torah para o trabalho.

Como hoje é dia da Pikena ir para a universidade, aproveitei o bom tempo anunciado para queimar mais umas calorias e principalmente para desanuviar a cabeça do stress em que tenho andado por causa do trabalho.


7:30, estou eu a por a bike no comboio da linha de Cascais... Aproveito o tempo de viagem para escrever este post e para pensar um pouco naquilo que foram as minhas contas iniciais quando me meti nisto...

No post A bike propriamente dita - Apresentação da Torah!, tinha mostrado estas contas:

Total por dia - 4Km (para os dias em que a iria usar)
Total por semana - 8Km
Total por mês - 32Km
Total por ano - 320Km (supondo que há um mês de férias e alguns dias em que "não apetece")


Nesta altura, supondo que faço pelo menos um dia de semana para Lisboa e uma volta ao fim de semana (mais ou menos), as contas ficam um pouco diferentes:

Total por dia - 22Km (para os dias em que a iria usar em Lisboa)
Total por fim de semana - 25Km ( é mais ou menos isto que costumamos fazer)
Total por semana - 47 Km
Total por mês - 188Km
Total por ano - 940Km (supondo que há um mês de férias e alguns dias em que "não apetece". A conta foi feita com 5 meses, de Julho para a frente)


Com a alteração dos meus hábitos, comparando o que previ no inicio para o que faço agora, num dia faço quase tanto como pensava que ia fazer num mês!


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Porque o verão está a chegar, altura dos verdes


E porque o Verão está aí quase à porta, chega aquela fantástica altura do ano em que dá a vontade de beber um belo verde, à sombra de um chapéu colocado a meio do jardim, com uma mesa por baixo, acompanhado da família e dos amigos, que nos acompanham num repasto de peixe grelhado...

Felizmente, este é um cenário ao qual fui habituado desde criança (sem o vinho é claro) e que passado 28 primaveras, continua a ser uma das minhas formas favoritas de passar uma tarde de Domingo.

Como sou o responsável por trazer os vinhos para esses encontros, fui avisado pelo meu conselheiro vinícola, melhor amigo, padrinho de casamento e colega de projetos musicais (não necessariamente por esta ordem), doravante identificado como M.S., a ir ao Continente aproveitar as promoções dos vinhos de Vales de Ambrães.
Quando lá cheguei, tinha a minha reserva de uma caixa de 6 à minha espera (duas de cada), que ele fez o favor de guardar para mim.

Dos vinhos que apresento abaixo, sei que já bebi o colheita selecionada há uns anos atrás. Não sei precisar o ano mas lembro-me que gostei. Nesta altura ainda não usava o Vivino para guardar as minhas notas. Cabeça de vento como sou, esta aplicação foi uma verdadeira revolução na minha organização de notas vinícolas :)

Vales de Ambrães - Alvarinho


Região: Minho
Ano: 2013
Tipo: Verde
Castas: Alvarinho
Preço (normal): 6,99€
Preço (promoção): 1,75€

Poupança (por garrafa): 5,24€








Vales de Ambrães - Avesso


Região: Minho
Ano: 2013
Tipo: Verde
Castas: Avesso
Preço (normal): 6,59€
Preço (promoção): 1,65€

Poupança (por garrafa): 4,94€








Vales de Ambrães - Colheita Selecionada


Região: Minho
Ano: 2013
Tipo: Verde
Castas: Avesso, Arinto e Loureiro
Preço (normal): 4,99€
Preço (promoção): 1,25€

Poupança (por garrafa): 3,74€








Fazendo contas no final, gastei 9,30€ em 6 garrafas e poupei 27,84€. Sem dúvida que é de aproveitar! Não sei é quanto tempo esta promoção irá durar...

A única coisa que me deixou um pouco triste com esta compra, foi ter reparado quando cheguei a casa que as garrafas não cabiam na garrafeira. Eu uso uma estante do IKEA aos quadrados (de um lado é a biblioteca da Pikena, do outro é onde guardo as garrafas). Pela primeira vez, tive garrafas que não cabiam... Mais uma razão para começar a pensar em arranjar outro método para guardar garrafas... Quem sabe se não será um dos meus futuros projetos... Afinal de contas, tenho a noção de que não guardo as garrafas da forma mais correta... Com tempo, algo será realizado!

domingo, 14 de junho de 2015

45K! E chuva, muita chuva...


Penso que foi mais ou menos à um mês atrás que comecei a combinar uma pedalada com mais pessoas do que o habitual. O objetivo era passarmos todo o dia pela serra até concluirmos 50 Km.
Ao longo do mês contactei todas as pessoas que poderiam estar interessadas e quando chegou a altura, com mais ou menos confirmações, éramos cinco.

No primeiro ponto de encontro, eu e o meu Pai, juntamo-nos a mais dois (um deles era o Cunhado, o outro era um amigo que nunca tinha pedalado connosco, doravante conhecido como S.S. ... )
Ainda quando aguardávamos a sua chegada, começou a cair um belo aguaceiro, que nos ameaçava e dizia "Querem mesmo prosseguir? Não seria melhor voltarem para casa para o quentinho?"
Bebemos o famoso café da praxe antes das pedaladas e seguimos rumo a Alcabideche onde nos juntaríamos ao quinto elemento que era também estreante nas nossas pedaladas (o Jack Lupin). Ele tinha-me enviado a seguinte SMS que passo a citar:

"Bom dia João!! Só para confirmar, apesar das condições metrológicas, é para seguir caminho, ou fica o passeio cancelado? Abraço"

A minha resposta foi:

"É para seguir :) Nós já tamos na Amoreira e estaremos no largo às 9:00. Se é para ser duro, é duro a sério! Ahahah Até já"

Mal sabia eu o que nos estava reservado...

Começamos a desbravar terreno em direção à serra e o tempo (embora já tivesse parado de chover) ameaçava desabar sobre nós, sem dó nem piedade, por termos ignorado os prévios avisos de tempestade que se avizinhavam... Íamos com cerca de 10 km já completados quando "all hell broke loose" sobre as nossas cabeças. Choveu, choveu, choveu e quando pensávamos que não era possível as coisas piorarem, começou a chover mais ainda...

Paramos quando nos conseguimos abrigar debaixo de uma árvore, para fazermos algumas adaptações. Voltar não era nesta altura uma hipótese porque já estávamos a mais de meio da subida e tínhamos fé de que o tempo iria melhorar. Afinal de contas, as previsões apontavam para chuva apenas no final do dia de Sábado e Domingo durante todo o dia. Era nesta altura Sábado de manhã. Não queríamos de todo cancelar algo com um mês de preparação, mesmo já estando totalmente encharcados da cabeça aos pés... Afinal de contas, como estávamos encharcados, o melhor era mesmo prosseguirmos a pedalar para nos mantermos quentes para não corrermos riscos de ficarmos doentes.
Quem tinha óculos guardou-os na mala, quem tinha mochilas decidiu por uns sacos a protege-las (tínhamos os nossos almoços lá dentro e comer pão molhado não é lá muito agradável), telemóveis e gadgets foram arrumados...

Como a chuva não dava sinais de abrandar, prosseguimos caminho, pelos trilhos de saibro que nesta altura já acusavam (e bem!) a chuva que tinha caído a montante. Os regos de água presentes na estrada tinham cada vez mais caudal e que remédio tínhamos nos em atravessá-los. Afinal de contas, molhados já estávamos e não poderia piorar mais...
Mas tínhamos uma ideia! Eu conferenciei com o meu Pai, conhecedor inato destes trilhos, que me indicou que existia uma casa abandonada uns quilómetros acima. Não tinha a certeza se teria ainda algum telhado mas que era uma possível hipótese de nos abrigarmos... Até lá, nenhum abrigo iria existir.

Esta é a altura em que posso dizer o quão estúpido fui por não ter levado o meu casaco impermeável. Como nota futura, irei sempre leva-lo a partir de agora, porque é leve e nunca sabemos quando o tempo pode mudar... Neste campo, não torno a ser enganado :)

Encontramos a casa, 3 km a frente, depois de estar sempre a subir por trilhos de cabras, sempre fustigados pela chuva que não parava de aumentar de intensidade...
Para nossa sorte, a casa, totalmente destruída pela natureza que colocou árvores e vegetação naquilo que outrora foram divisões, ainda tinha uma zona em que era possível abrigar-nos. Era uma parte da placa que outrora fora o primeiro andar, servia-nos agora de tecto sobre em tromba de água que continuava sem parar. Deixamos as bikes dentro do recinto da casa, mas à chuva, uma vez que o espaço era pequeno para nos abrigar aos cinco.

Parados, decidimos recarregar baterias, fazendo um pequeno lanche e torcendo a nossa roupa que estava totalmente encharcada.

Assim que paramos, a temperatura começou a descer. Fiquei preocupado com isso e dei a ideia de acendermos uma pequena fogueira para nos aquecermos e tentarmos secar as nossas roupas. A lenha caída a nossa volta estava molhada e fazer fogo nessas circunstâncias iria ser um desafio. Benditos lenços de papel que levo sempre na mala! Conseguimos fazer lume e fica o registo do momento:

Os meninos à volta da fogueira (para todos os efeitos legais, não estamos a queimar a camisola do Benfica... Era mesmo para a secar :) )
Tudo o que pudemos secar, foi seco... Até o capacete!

Depois de secarmos as nossas t-shirts, decidimos aproveitar o lume para secar tudo o que podíamos como as luvas, as capas dos bancos e até mesmo as mochilas. Estivemos cerca de uma hora parados na casa antes que parasse de chover.

Mais secos e com a moral em cima (uma fogueira tem sempre esse efeito), apagamos bem o fogo (se há coisa que tenho pânico é de deixar fogo mal apagado) e prosseguimos caminho. Teríamos cerca de 3 Km de estrada alcatroada até chegarmos ao próximo trilho de terra que queríamos seguir. Novamente, as coisas não correram da melhor forma...

2 Km após o reinicio da pedalada, com a estrada totalmente encharcada, estávamos a fazer uma pequena descida quando, num S na estrada, o S.S. perdeu o controlo da sua bike (o Gingarelho do Cunhado que apresentei à uns posts atrás) e caiu à minha frente. Pelo que falamos depois, como não estava habituado a ela e porque apareceu um carro, travou demais, perdeu o controlo e foi ao chão... Apressamo-nos a ir ao seu encontro e vermos como estava. Ficou com o ombro, anca e joelho esquerdo esfolado. Para além do arder horrível de uma queimadura em alcatrão, poderia ter sido muito pior. Principalmente porque apanhou um carro de frente e poderia ter ficado debaixo dele...
Garantimos que estava tudo OK (dentro do possível), falamos que não vale a pena irmos rápido demais e que o mais importante é ninguém se aleijar...
O Gingarelho, sem dúvida que não estava nas melhores condições. Para piorar, a skill do S.S., por melhor que seja, não se aplica quando estamos parados há algum tempo (o que é verdade). Prosseguimos em marcha mais lenta a partir daí por mais dois km. Fui ao lado do S.S., atrás do resto do grupo até que ele me diz que não se sente bem e que o ombro lhe dói mais do que uma simples pancada... Fiquei preocupado e chamei o resto do grupo... Decidimos parar a pedalada por aí e iríamos para casa para que ele desse uma olhada a sério para a queda e as suas mazelas... O mais importante, é nunca deixarmos alguém para trás! Decidimos deixar o plano cair por terra e seguimos para baixo, em direção a casa.

Decidimos deixa-lo em casa e seguiríamos viagem, novamente, da parte da tarde, para a serra. Basicamente iríamos "dobrar" as subidas já que tínhamos combinado fazer isso durante todo o dia.

Depois de baterias recarregadas, pusemos novamente as malas às costas (eu não porque tenho porta bagagens :) ) e subimos novamente a serra para o take 2. Desta vez éramos apenas quatro visto que o S.S. tinha ido para o Hospital confirmar se estava tudo OK.

Passeamos durante a tarde, subimos, descemos e fizemos a paragem final na Barragem do Rio da Mula:

Não é a Torah mas sim o novo brinquedo do Cunhado (a TrailRock 50)
Da esquerda para a direita: O Jack Lupin, o Pai e o Cunhado. Lá ao fundo, encostada à árvore, está a Torah.

Depois de chegarmos a casa, o balanço final do dia foram 45K. Existe uma parte do mapa onde perdi o sinal GPS e o Strava, como "amigo" que é, decidiu marcar uma linha reta entre o ponto em que o perdi e ganhei novamente. Penso que se não o tivesse perdido, o trajeto total do dia tinha chegado aos 50k (era o meu objetivo)... Mas não faz mal...



Apenas como nota final, depois de chegar a casa durante a tarde, tivemos noticias do S.S. O que pareceu uma queda "inofensiva", resultou numa fratura do ombro. Terá agora de estar em casa durante 3 semanas, em repouso absoluto. Se não for ao lugar, terá de levar um parafuso :(
Esperemos que ele recupere a 100% e que queira voltar novamente a juntar-se a nós num futuro próximo...

Desta forma, depois do nosso primeiro infortúnio, deixo os seguintes alertas:
  • Não andem mais rápido do que devem e que podem;
  • Tenham sempre a vossa bike nas melhores condições possíveis;
  • Andem sempre com um kit básico de primeiros socorros (não o tínhamos mas a partir de agora passa a ser algo obrigatório nas nossas pedaladas);
  • Cuidados redobrados quando andam com piso molhado!

O Jack, o outro principiante que estava connosco (de principiante tem apenas o facto de nunca ter ido connosco antes porque de resto, aguenta bem mais que eu!), ficou fã e vai começar a ir de forma regular... Já conseguimos "contagiar" mais um!

Eu não queria mas fui obrigado...


Antes da minha ultima passeata offroad, decidi passar na Decathlon para me tentarem dar um jeito no desviador da frente da Torah. É verdade que nunca vos tinha dito mas desde que a fui buscar, apenas tinha a segunda e terceira mudança à frente. Dei voltas e voltas, afinação sobre afinação e apenas conseguia ter a primeira e segunda, ou segunda e terceira.
Nunca me chateei muito com isso porque para andar em Lisboa (leia-se a direito) a primeira mudança é totalmente dispensável. Ora quando se fala nas íngremes subidas de uma serra, o caso muda um bocado de figura...

Quando lá fui, o senhor da assistência demonstrou-se bastante prestável e tentou afina-la... Ora o resultado inicial foi passar a ter a primeira e a segunda... Voltei lá depois de um test drive de 100 metros no parque de estacionamento. Tentou desapertar a porca que prende o cabo para o afinar... Escusado era ter-me entortado o desviador todo e ter deixado ainda pior do que estava quando chegou...
Posso não ter a melhor skill do mundo a afinar mudanças mas sei o básico e nunca tentaria desapertar um componente da forma que ele o fez...
O resultado? Fiquei com o desviador todo torto, a roçar por todo o lado na corrente, a primeira entra a custo e a terceira nem vê-la...

Nos dois dias seguintes, estava de férias... Tinha montes de coisas para tratar para o casamento e aproveitei um tempinho para ir às compras... Tinha uma pedalada longa para fazer no Sábado seguinte e queria garantir que tinha tudo a funcionar corretamente...

Lá tive de fazer umas aquisições na Decathlon para por a Torah com as mudanças a funcionar corretamente... E aqui estão elas:


Custos
Desviador Shimano Altus: 14,95 (LINK)
Cabo standard B'Twin: 4,19€ (LINK)
Corrente 3-8 mudanças B'Twin: 9,95€ (LINK)

Uma vez que tinha uma pedalada combinada para Sábado (e que iria ser mais longa que o habitual), pus mãos à obra.
Comecei por cortar o cabo porque era impossível tirar a porca de fixação (conseguiram moer a rosca), desmontei a manete das mudanças para ter acesso à fixação do cabo, cortei a corrente com um alicate grande (aqueles que são infelizmente usados para cortar cadeados) e depois disso já poderia tirar o desviador torto. Fotos de como estava antes das alterações:


















Uma das coisas que não sou fã no design do quadro da Torah, é a passagem dos cabos das mudanças e do travão traseiro na parte superior do quadro. Uma coisa que já tinha pensado em tempos e que iria fazer quando tivesse de mudar algum dos cabos, era colocar uma bicha de proteção no troço que passa por cima do quadro. Serve de proteção e evita a oxidação. Como tinha algumas peças guardadas de bicicletas mais antigas, cortei uma bicha à medida e iria usa-la.
Outro pequeno detalhe (mais estético do que funcional, foi passar o cabo entre o triângulo traseiro. Antes, tal como o cabo para as mudanças de trás, este passava por fora. Assim fica mais "arrumado".

Depois do trabalho feito, o resultado final (sim, a Torah está bem suja porque as fotos foram tiradas dois dias depois, após uma volta em que a chuva foi uma constante... Mas mais info sobre isso irá aparecer no próximo post):


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Efeito viral - Mais efeitos


Porque num mesmo dia pode haver mais conteúdo de duas rodas do que uma ida à serra, durante a tarde do dia 10, depois do repasto e todas as histórias macabras que falei no post anterior, a minha irmã (que nos acompanhou a andar), desafiou-me para a acompanhar num treino nas ruelas sem trânsito, a direito, sem pessoas, etc e tal, perto da casa dela.

Aceitei o desafio porque estava mesmo muito curioso para ver a minha irmãzita (que só por acaso até é mais velha que eu) a andar pela primeira vez.

Aproveitei a bike nova do Cunhado que também estava na garagem e metemo-nos ao caminho.
Logo à primeira, conseguiu manter o equilíbrio, andou uns metros, mas foi atraiçoada pelo passeio :) Ou pela direção que não responde como deve... Ou pela estrada que se mexeu... Seja como for, ficamos lá uns bons minutos a andar de um lado para o outro, ensinei-lhe umas técnicas para ganhar confiança, fazer umas gincanas usando os traços da estrada.

Uma das coisas que ficou fantástica, foi o meu trajeto no Strava... O troço de estrada era tão curto (cerca de 200m) que ficamos ali incessantemente às voltas:


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diferentes visões, uma realidade...


10 de Junho, dia de Portugal, feriado nacional... Como passei a manhã? A pedalar claro está :)

Era também dia da Marginal sem carros. A ideia inicial, era as Senhoras da família (leia-se a Pikena, a Irmã e a Mãe) irem de carro até Carcavelos e andarem até Santo Amaro de Oeiras onde iria haver algo tipo aula de ginásio. Os "Gajos" (leia-se o Pai, o Cunhado e Eu), iríamos a pedalar desde casa e encontravamo-nos algures pelo caminho.

A ideia até que era interessante, excepto um pequeno (grande) detalhe...
Sou totalmente a favor destas iniciativas mas não gosto propriamente de participar nelas... Porquê? Porque devido a segurança, penso que não é propriamente boa ideia juntar as "famílias felizes" (leia-se os casais que levam os filhos de trotinete e nos seus pequenos triciclos) e ciclistas. Volto a dizer que totalmente a favor destas iniciativas ok? Simplesmente, para evitar algum acidente em que "atropelo" alguém por me estar a desviar de outra pessoa, não me meto lá no meio. Além disso, um dia espero vir a ter a minha própria "Família Feliz" e não gostaria mesmo nada de ser abalroado no meio da confusão...

Solução: Ir para outro lado onde desse para andar de bike e acompanhar ao mesmo tempo as senhoras que se juntariam a nós. Escolha de local: O Parque do Pisão na Serra de Sintra.

So far, so good!

O pessoal de bike arrancou às 8:00 de casa, para dar mais que tempo de chegar ao local. Depois disso, às 9:00, elas arrancariam de carro ao nosso encontro. E foi aqui que as coisas começaram a correr de forma estranha...

Já estávamos nós na barragem do Rio da Mula quando o meu telemóvel toca. No caminho até ao nosso encontro, a minha Irmã meteu a roda numa berma e furou um pneu. Estava a cerca de 3 Km de nós e separava-nos uma subida irritantemente longa. Metemo-nos de imediato ao caminho como "Cavaleiros" a trote! Mas de Bike... Seremos nós a versão contemporânea dos cavaleiros de outrora? Bahhh... Isso agora não interessa nada :)

Lá chegamos e ajudamos a trocar o pneu... Felizmente não houve direito a saídas de estrada, acidentes ou alguém ferido. Foi apenas um susto (e a conta de o trocar nos dias seguintes...).

Combinamos o ponto de encontro onde iriam estacionar o carro e lá seguimos os nossos caminhos separados até lá. Foi um percurso novo para mim, bastante acidentado mas fantástico para qualquer amante de BTT.

Apenas um pequeno aparte que será relevante mais á frente: Enquanto estávamos a subir para a barragem, vimos muitos, mas mesmo muitos carros estacionados á beira da estrada. Quando chegamos ao topo, percebemos o porquê (pela imagem penso que dá para ter a ideia de quantos carros estariam estacionados e seriam necessários para transportar todas estas pessoas...):


Fizemos a nossa progressão de forma lenta, acompanhando-as durante a hora seguinte.

Hora de nos separarmos: Elas seguiram o seu caminho até ao carro e nós seguimos para casa (era esse o ponto de encontro para de seguida irmos ter um belo repasto).
Cerca de 6 km depois, quase em casa, toca novamente o telemóvel... Mas desta vez não era um furo... Era o carro que tinha sido trancado por outro que achou que era dono e senhor da situação e que poderia estacionar a sua viatura de forma que os outros não pudessem sair...

Lá tivemos nós de voltar... Desta vez já de carro... Até chegarmos, tinham passado cerca de 30 min. Quando chegamos ao carro, vimos que não estava trancado por um mas sim por dois jipes...
Estavam lá já quatro pessoas a "guardar" a situação porque tinha todas as condições para correr mal. Houve discussão, palavras acesas mas no fundo algum bom senso (por mim não tinha havido mas isto sou eu que tenho mau feitio...)
A "Miss Dondoca", dona de um dos jipes, voltou, depois de ter terminado a sua caminhada (fazia parte da organização do enorme grupo da foto de cima), na maior das calmas, pediu desculpa com ar de quem não tivesse feito nada de mal. Disse-lhe umas belas verdades - que não vou detalhar - e lá tirou o carro... O dono do segundo jipe - estava a trancar o nosso e foi trancado pela Miss - já lá estava a cerca de uma hora...

Com isto tudo, teve-se de esperar cerca de duas horas desde o tempo que as meninas chegaram ao carro e a "Miss Dondoca" o viesse tirar, só porque estava algures numa caminhada...

Nota futura: Se não têm a certeza absoluta de quem é um carro, não o impossibilitem de sair... Desta vez, correu-lhe bem. Mas podia ter chegado, deparar com alguns vidros partidos ou os pneus furados... Posso ter mau feitio mas decerto que há pessoas bem piores que eu...


Coisas menos boas à parte, fica o percurso:


E agora vocês questionam-se: "Por que raio de carga d'agua deste o nome Diferentes visões, uma realidade... a este post? "
Simples :) Esta foi a minha visão... Ao chegar a casa, a Pikena pôs-se na blogosfera a retratar a experiência de passear na Serra... Acho que a visão foi bem diferente. Podem consultar AQUI.

É tão "castiço" que os mesmos acontecimentos tenham interpretações tão diferentes em função de quem as expêriencia :)

Os dois "novos" projetos

Há uns posts atrás disse que haviam dois projectos que ainda não tinha falado e que um deles é uma das principais razões da criação deste blog.

Antes de os apresentar, mais um pouco de enquadramento...
As idas para Lisboa estavam a ser cada vez mais frequentes tal como os meus passeios de BTT. Aplicando o belo do CSI (ver post anterior que fala sobre isto para mais detalhes), cheguei a algumas conclusões e alterações que teria de fazer para melhorar a minha performance, melhorar a minha condição física e acima de tudo estar mais confortável.
A forma como a Torah foi concebida por mim faz dela um excelente objecto de estudo. Posso dizer que adoro como ela está... Mas tenho de ser sincero comigo próprio... Na realidade não é nem uma bike citadina nem uma BTT para o nível de exigência que a tenho submetido. Onde mais isto é notório é no peso... De origem, a Torah já pesa algo na roda dos 16 kg... Com as coisas todas que lhe meti, piorei drasticamente este factor...
A parte pior disto é que para aproximar de um estilo afasto-me do outro...


Depois de muito pensar no assunto, achei que era a hora de criar algo diferente e mudar totalmente a minha óptica de upgrade.

Projecto E-Torah (ou Thorah 1.0):
Algo que me chamou a atenção logo que me iniciei nestas andanças, foram as E-Bike. Para quem não sabe o que é, consistem numa bicicleta "quase" normal que possui um motor eléctrico auxiliar. Na verdade, é uma bicicleta tacitamente igual às outras com a excepção de ter pelo menos mais 8Kg em cima de todos os componentes adicionais.
Isto sem dúvida que era uma ideia genial para usar a bike todos os dias nas viagens para Lisboa. Encurtava o meu tempo e nos dias em que "não apetece" já não tinha desculpa...
Mas quando vi os preços pela primeira vez, desmoralizei... A linha de entrada da Decathlon com estes bichinhos anda na casa dos 500€. Além disso, em termos de autonomia, design e força não tinha o que procurava... Haveria de encontrar outra solução mais eficiente e económica para por este projecto em prática.


Projecto Offroad:
Para já, terá este nome... Quando iniciar a sério e sair do papel, o projecto terá outro nome. Eu tenho o hábito de "personificar" tudo. As bikes não são excepção :)
Modificar a Torah para eléctrica resolvia apenas metade dos problemas. Como indiquei acima, acrescentar equipamento eléctrico a ela ia afastar-me ainda mais de uma BTT leve e altamente manobrável. Para dificultar mais as coisas, acredito que os componentes eléctricos (principalmente o motor) não iria ficar muito agradado em andar a saltitar de buraco em buraco. Tinha de proteger o investimento (caso o chegue a realizar).
Surgiu então a única hipótese lógica: Ter duas bikes distintas, para dois tipos de utilização distintas. Tinha de ter uma BTT "nova". Atenção que por "nova" refiro-me a nova nas minhas mãos. Nesta altura ainda debato comigo mesmo duas possibilidades:
  • Comprar uma nova (gama média)
  • Comprar uma usada (gama superior)
Qualquer que venha a ser a minha escolha, dois factores tem de ser garantidos:
  • O budget será o mesmo para as duas hipóteses
  • Apenas posso fazer isto depois do casamento

Embora os dois projectos sejam mais ou menos paralelos, por questões de usabilidade, o projecto offroad terá de avançar em primeiro lugar. Afinal de contas, a partir do momento que colocar o motor na Torah, acabou-se o offroad e passa a ser usada exclusivamente em estrada.

Algum trabalho de investigação já arrancou para ambos os projectos. Já consultei blogs e fóruns sobre e-bikes, já pesquisei por classificados de bikes na minha zona, já fui a várias lojas que as vendem... Enfim... Difícil vai ser a escolha. E mais importante, viver com essa escolha, não olhando para trás e acreditando que fiz a melhor opção possível...