quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Utopia Versão 0.3

Com o delay entre publicações, acabei por ter mais uma pequena versão da Utopia...

Desviador traseiro - O que tinha estava mesmo acabado. Fiz o esforço de aguentar bastantes voltas mas estava a entrar num ponto em que não aguentava mais...

Optei por este modelo da B'Twin uma vez que vai fazer bastantes km's mas em estrada. Não me parece que aguentasse muito se as condições fossem offroad... LINK



Bomba - De que me serve andar com o kit de ferramentas, uma câmara de ar suplente, se não tenho como a encher? Não foi por "calanzice" ou por não achar importante que ainda não a tinha. Era mesmo esquecimento sempre que ia "às compras".

É o modelo mais básico (e barato) da Decathlon LINK. Confio na escolha porque há cerca de um ano que o meu pai tem uma, já lhe demos bastante uso e nunca nos deixou mal.
Ficou presa no suporte da garrafa com o suporte que trás na embalagem, criado para o efeito.
Sei que até agora nunca tive um furo mas não vamos facilitar. Infelizmente, há de me acontecer... Aqui fica ela depois de montada no local.



Bolsa para quadro - Agora que tenho de ter a ferramenta comigo e uma câmara de ar, a bolsa que tenho debaixo do selim é útil mas não consegue levar tudo. Há uns tempos que andava a querer uma destas. Tem a dupla funcionalidade de poder adaptar também à Trailrock, caso necessite. É provável é que tenha de tirar um dos suportes da garrafa para ser possível. LINK



Resultado final: A versão 0.3!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Utopia Versão 0.2

Nota introdutória - Este post foi escrito há cerca de uma semana (viva os telemóveis para nos ajudarem a passar o tempo nos transportes públicos...) Tempo para estar ao computador e por as fotos é que é complicado...


Do pensar à acção não foi preciso muito... Na noite de segunda-feria, quando fui dar o habitual olá aos meus pais, tive a indicação de que a Cinza (nome óbvio com o qual decidi baptizar a nova bicicleta) já não tinha os guarda-lamas e a maioria dos acessórios desnecessários para o tipo de utilização que ia ter.

Jantei, tratei de umas coisas e pus mãos à obra:

Guarda-Lamas - Sem dúvida que era o que andava a "namorar". Antes de mais, a Cinza não será usada à chuva. Mesmo que fosse, por uma questão estética, ficaria melhor com os que eu tinha e a Utopia com os da Cinza. Uma troca era a melhor opção porque os meus pneus são mais estreitos, a Utopia parece uma bicicleta antiga e os guarda-lamas "à antiga" iam ficar "a matar".

Comparação entre os que tinha (em cima) e os
novos (em baixo)

Campainha - Acessório que não tinha mas que muitas vezes me fez falta. Mais uma vez, estamos a falar de uma bicicleta para um Commuter. Além disso, fica com bom ar :)

Campainha ainda na Cinza


Reflectores adicionais - Mais por descargo de consciência, vi os reflectores e pensei que por mais umas gramas aumento a visibilidade. Passei a ter dois em cada roda que trabalham em conjunto com as faixas reflectoras dos pneus. Como metade do tempo que passo na Utopia é à noite, visibilidade nunca é a mais.

Protector Quadro - Por coincidência, no mesmo dia comprei uma protecção para o quadro, a colocar na parte traseira de modo a protege-lo da corrente e dos seus fluidos. Aproveitei a deixa e foi tudo colocado de uma só vez. Eu gostava de colocar aqui o link mas não encontro o produto no site da Sport Zone.


Resultado final: A versão 0.2!


Como a foto foi tirada à noite, com flash, dá para ter uma ideia de que muita coisa reflecte. A ideia é essa! Pode parecer uma árvore de Natal para os mais puristas mas depois de passar bastante tempo nocturno a pedalar (nesta altura do ano já saio quase de noite), toda a visibilidade é bem vinda...

sábado, 3 de outubro de 2015

Uns suportes para as meninas


Com o aumento de rodas em casa surge também a necessidade de as acomodar correctamente.
Com o Outono já a começar a dar o ar de sua graça e com o Inverno a uns poucos meses, tinhamos de arranjar uma forma de optimizar o espaço disponível (e não é muito).
Não que tenham frio mas tal como nós, não gostam particularmente de passar noites à chuva.


Existem à venda uns suportes catitas, de prender à parede para suspender bikes. Como gostamos de reutilizar (e poupar dinheiro), fizemos a versão caseira:

Materiais:

Pernas de um banco
Dois pneus antigos
Buchas
Parafusos
Alguma criatividade :)

Resultado:








A aplicação dos pneus na parte superior garante os seguintes requisitos:
  • Anti-derrapante - O rasto de pneus de BTT é suposto dar-nos aderência em condições mais agressivas. O mesmo acontece quando lhe aplicamos um peso em cima...
  • Não riscar os quadros - Por serem de borracha, consegue "almofadar" a estrutura de madeira e as suas arestas.
  • Amortecimento - Pela mesma razão do ponto anterior, também evita moças.

Desta forma, conseguimos por quatro bicicletas num local onde apenas cabiam duas... Melhor ainda, a custo zero e com reutilização de materiais! Re-Cycle a funcionar novamente ;)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mais um par de rodas lá em casa


Antes que pensem que sou um acumulador, este não é o meu jardim... Agora que temos isto bem claro, podemos começar...

Acabadinho de chegar da viagem da zona de Viseu, tinha a casa com visitas de família.
A minha tia R., tinha prometido à minha Mãe que tinha uma bicicleta para lhe dar, que tinha andado uma ou duas vezes. Por questões de saúde, foi obrigada a parar e assim ficou a sua bicicleta.

Logo que cheguei, pediram-me para a ir ver, como se eu fosse algum expert na área. É verdade que ando quase todos os dias e que me interesso pelo assunto... Mas estou longe de ser especialista.
Ao chegar ao quarto das meninas (onde é também o estendal), lá estava ela:


As primeiras coisas que me chamaram a atenção foram os guarda-lamas. Decerto que fiquei com os olhos a brilhar enquanto disse "Aqueles são meus!"
Com um olhar mais atento, dissequei cada componente para posteriormente analisar se seriam a melhor hipótese para utilização pela minha Mãe.
Para além da óbvia limpeza, havia muita coisa que não fazia sentido ali estar...










Como a idade passa por todos - e também as suas maleitas - a Mãe foi operada ao joelho há cerca de dois meses e tem obrigatoriamente de fazer exercício para voltar a ter força na perna. Segundo a fisioterapeuta, bicicleta é um excelente exercício, desde que feito com cuidado e sem grandes aventuras (pelos vistos um downhill está fora de questão :P). Para piorar, não anda de bicicleta há uns bons anos. Eu tenho 28 e nunca a vi sobre duas rodas...

Esperemos que lhe ganhe o gosto e que passe a praticar regularmente. Como trabalha a cerca de 1km de casa, quando o retomar, podia dar-lhe uso...

Quanto aos componentes... Já estou a magicar uma versão 0.2 :) Mas não desta... Versão 0.2 da Utopia :D

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Stats de Setembro


Setembro... O Verão tem de ir para outras áreas e o Outono chega em todo o seu esplendor.
É também para a maioria das pessoas, mês de trabalho completo, mês de voltar às aulas.
Para mim foi o inicio de uma nova fase sobre duas rodas. A Utopia finalmente ficou pronta, depois de muitos revezes e atrasos. Embora ainda não esteja a 100%, está próximo. Esta nova forma de ir para Lisboa está bem reflectida nos totais obtidos, porque comecei a usar as duas rodas todos os dias úteis... Como a Pikena é que anda com o carro, não posso fugir a isso...

Para mim este foi também o mês de todos os recordes. Bati o melhor mês que tinha até agora, ultrapassei com a Utopia os km que já tinha com a Trailrock e fui os cinco dias para Lisboa numa semana em que fiz mais de 100km!


Mês anterior:
Tempo: 12h52m
Distância: 185,9Km
Ganho de altitude: 2425m
Número de voltas: 29



Setembro 2015:
Tempo: 17h43m
Distância: 291Km
Ganho de altitude: 2609m
Número de voltas: 65



Acumulado 2015:
Tempo: 65h54m
Distância: 1023,9Km
Ganho de altitude: 10544m
Número de voltas: 176



Claro que estou contente por estar à frente! Mas acaba por não ser muito justo. Desde o inicio do mês que o P.C. foi para um projeto numa área em que não pode levar a bicicleta. Como tal, apenas pode andar aos fins de semana, tornando as contas bem mais complicadas... Para piorar, faltam apenas três meses para chegarmos ao fim do ano!

Distance Challenge:
Eu: 1023,9Km
Ele: 725,0Km
Diferencial: +298,9Km


NOTA: A imagem associada a este post é meramente a gozar... Não pensem que tenho capacidade para aquilo que lá é descrito :P

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma viagem até um recanto de Portugal


Pelo menos uma vez por ano, a Pikena, os meus Sogros e eu metemo-nos no carro e seguimos viagem até uma aldeia no Norte, algures entre Oliveira de Frades e São Pedro do Sul. São três horas (efectivas) de viagem e decidimos que arrancaríamos às 6:00 de Sábado. Eu prefiro conduzir de noite, mesmo que isso pressuponha que seja o único acordado no carro.
Terra natal do meu Sogro (doravante D.), Covelas é uma pequena aldeia, perdida na serra de São Macário, onde costumes antigos não se alteraram com o passar dos anos. O mesmo não se pode dizer das pessoas... Com as novas gerações, uma aldeia que tinha mais crianças do que o resto das povoações circundantes, encontra-se envelhecida, entregue ao abandono e à emigração. Enquanto em Agosto a sua população aumenta umas 10 vezes, devido aos filhos que voltam de França, Suíça e Canadá, no resto dos meses, ficam nas terras cerca de 30 pessoas.







Com esta visita de médico, surgiu uma oportunidade única para mim, à qual nunca tinha assistido, muito menos participado.
Estamos em plena época das vindimas e muitas das pessoas que se mudaram para a cidade, retornam para a sua anual produção de vinho caseiro.
Por toda a aldeia se vê as vinhas já podadas, a azafama de que anda a vindimar e o planeamento de quem ainda a vai fazer.
Esta zona do país é conhecida pela produção de um género de vinho que é apenas legal para consumo particular. O morangueiro, proibido desde 1995, pode tanto ser muito bom como muito horrível. De grau mais baixo e de uma acidez extremamente elevada, é composto principalmente pela uva morangueira:


Esta é muito doce, pequena e extremamente escura. O resto das castas utilizadas depende dos terrenos de cada herdade, onde as vinhas crescem livremente, sem regra nem horário. Um desses exemplos é o Arinto.

Nas habituais visitas à família, o meu Sogro, sabendo da minha paixão por vinhos, apresenta-me as pessoas, os seus costumes e as suas caves. Claro que com a amabilidade das pessoas da aldeia, se fosse sozinho, também me convidariam para conhecer as suas terras e os seus processos de fabrico, acompanhado de vinho e bons petiscos.






Numa saída para comprar um tubo que estava furado, saí com o D. e a Pikena ficou a falar com as vizinhas que andavam a vindimar. Até ao meu regresso, já tinha combinado com as senhoras que eu e ela iríamos ajudar na pisa da uva.
Umas horas depois, juntamo-nos todos no lagar do Sr. J. e da Sra. M.




Foi algo muito diferente do que alguma vez imaginei! Sabia que seria exigente para as pernas mas nada me podia preparar para o que realmente é! Foram cerca de 45 minutos até atingirmos o ponto que se pretendia.


O facto de a Pikena estar comigo (e ter sido ela a tornar isto possível) faz com que tenha sido ainda mais especial. Pela primeira vez, consegui partilhar a minha paixão por vinhos com ela, mesmo não sendo a beber (isso nunca irá acontecer porque ela odeia vinho).

No processo, passei o tempo a falar com o Sr.J que me foi ensinado como fazia o vinho, da mesma forma que o seu pai fazia e da mesma forma que o seu avô faria antes. O processo pouco se alterou com os anos.
Na aldeia, a maioria das pessoas já transitou para as cubas de inox. Embora todos tenham as pipas de madeira nas caves, a sua manutenção é mais complicada. O Sr.J manteve-se fiel até hoje com o processo tradicional.

Outra das coisas que ocorreu durante a pisa, foi a prova do sumo, directamente do lagar. É com este, antes de fermentar, que é feita a Jeropiga.

No final, para além do coração cheio de ter participado numa experiência tão endoidecedora, tive direito a um garrafão de vinho da colheita anterior que, segundo casal, foi das melhores até agora. 
Uma porção de sumo de uva pré-fermentação também me foi entregue, para a cortar com aguardente e fazer Jeropiga. Darei feedback de ambos posteriormente.



Mais informação sobre o vinho morangueiro poderá ser consultada no seguinte LINK.

Picnic sobre rodas


O J, apresentado há uns posts atrás, decidiu juntar algum do pessoal que pedala na empresa para se encontrar na sexta, dia 25 de Setembro. O encontro pressupunha levar almoço volante para irmos até um qualquer jardim na parte norte do Parque das Nações e fazermos um picnic.
Acabamos por ser 9. Embora alguns tivessem de sair mais cedo para comparecer em reuniões, ainda passamos uma boa hora e meia a trocar impressões e experiências em duas rodas.
Consegui rapidamente perceber que sou um novato e leigo nestas andanças. Quase todos praticam regularmente alguma actividade em duas rodas, quer seja estrada ou BTT.
Mesmo estando todos com modelos/marcas muito superiores ao que eu tenho, todos acharam piada à Utopia que marcou presença.

Bela iniciativa que tem todo o potencial para se repetir!