domingo, 31 de maio de 2015

A primeira ida à Serra de Sintra


Pela primeira vez desde que me tinha iniciado nas pedaladas, chateei o meu Pai e o meu cunhado para darmos uma pedalada no ambiente que mais me atrai!
Andar por Cascais e Lisboa foram as forças de circunstância e são interessantes... Mas andar fora de estrada é que realmente me atrai. Como já tinha as condições necessárias para o efeito, combinamos ir bem cedo.

O ponto de encontro foi às 8:00 em minha casa de onde seguimos a pedalar até à serra. Até lá, o caminho é maioritariamente a subir, apenas com uma descida de quase 2km para o vale do pisão.
As subidas, longas e sempre com piso irregular, custam a fazer mas notei algo interessante. Habituado a fazer voltas por Lisboa sozinho, vi a diferença de ir com mais pessoas. Tudo se torna mais fácil, puxamos uns pelos outros e o tempo passa a voar!
Em altura alguma estávamos a avançar com pressas. Fizemos a uma velocidade lenta mas confortável para todos.

A parte final é a melhor... Depois de tanto subir, tínhamos de acabar por descer... E em "offroad mode", a adrenalina sobe ao máximo! Descidas rápidas, o pó no ar da nossa passagem, o ir sempre em pé pelos buracos que apanhamos, a atenção constante para noa mantermos em cima da bike, a tensão nos músculos, o vento na cara... Lindo!

O percurso final foi este:

Algumas fotos dos locais por onde passei:







O mais interessante desta volta, para além do passeio em si, foi o facto dos restantes terem adorado a experiência. Acredito que em breve se vá repetir o tipo de volta, passando por novos trilhos e aumentando a exigência do percurso.

Stats de Abril

Segundo mês a pedalar... Por entre planeamento do casamento e alguns dias fora do escritório, os resultados foram inferiores ao que esperava... Melhorei em relação ao mês anterior mas não tanto quanto queria... Mas acumula qualquer coisa para os totais!

Mês anterior
Tempo: 4h24m
Distância: 68,2 Km
Ganho de altitude: 455m
Número de voltas: 15


Abril 2015
Tempo: 5h03m
Distância: 87,7 Km
Ganho de altitude: 470m
Número de voltas: 15


Acumulado 2015:
Tempo: 9h27m
Distância: 155,9 Km
Ganho de altitude: 925m
Número de voltas: 30

Versão 0.2 completa!

Depois de ir recebendo as minhas encomendas do E-Bay a conta gotas, lá as juntei todas e tirei uma tarde de Sábado para as montar...
Relembrando como ela estava "de origem":


Como ficou no final:

Alguns detalhes e adaptações:

 Porta-bagagens - Quando o comprei, nunca me ocorreu que não pudesse ser compatível. E no fundo até é, tirando o facto de ter travões de disco. para que "coubesse" tive de cortar um pouco do ferro da armação (cerca de 5cm). Sinceramente, não compreendo o porquê da continuação do ferro após a solda.




Guarda-lamas frontal - Depois de umas quantas voltas, principalmente fora de estrada, reparei que os meus pés tocavam no limite inferior... Uma das vezes, numa curva mais apertada, chegou mesmo a sair. Como apenas possui um ponto de apoio e que é de encaixe, tinha de o prender melhor.
Como existe a possibilidade de a ter de transportar no carro, tinha de ser uma fixação que desse para tirar, sem o uso de ferramentas.
Solução: Furar o apoio metálico, furar o guarda-lamas na posição final, usar um parafuso e uma porca de orelhas para fácil remoção.


Guarda-lamas traseiro - Por ficar por baixo do porta-bagagens, com a trepidação da estrada, passeios ou fora de estrada, o bater do guarda-lamas na estrutura do porta bagagens tornava-se horrivelmente irritante...
Solução: Como o modelo que comprei tinha um suporte para as luzes da Decathlon, decidi usa-lo como forma de fixação:

Fiz uma pequena chapa em alumínio com as dimensões do encaixe e com o comprimento necessário para chegar à mola do porta-bagagens. Dobrei-a na ponta para evitar que saia do sitio:


Sistema montado:



E ficam mais algumas fotos de detalhes:




Mercado de Vinhos Cascais 2015 - O meu primeiro evento de provas


Embora me considere um apreciador de vinhos, até ao momento, nunca tinha ido a um evento onde tivesse a possibilidade de andar de "barraquinha em barraquinha" a provar vinhos.
A acompanhar-me, tinha o meu grande amigo e especialista de vinhos M.S. que me introduziu às técnicas de prova e com quem pude partilhar opiniões.
Curiosamente, no final do evento, o balanço de garrafas pendia mais para o meu lado do que do dele.

Então quais foram as minhas aquisições? Abaixo cada uma delas em detalhe:



Senhor D'Adraga


Região: Lisboa
Ano: 2013
Tipo: Tinto
Castas: Desconhecidas
Preço: 4,50€

Comentários:
Foi a primeira aquisição do dia. Curiosamente já conhecia o vinho e tive para o comprar ha cerca dois meses. Encontrei-o à venda no Aldi a um preço superior do que o consegui adquirir hoje. Na altura tive medo de arriscar mas fiquei bastante curioso por ser um vinho da "minha área". A quinta é em Colares e nunca tinha experimentado um vinho dessa zona.



Quinta das Pereirinhas Superior


Região: Minho
Ano: 2014
Tipo: Verde
Castas: Alvarinho
Preço: 7,00€

Comentários:
Único vinho verde adquirido.












Quinta da Caldeirinha - Estorninho

Região: Beiras
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas: Rufete, Mourisco, Alicante Bouschet, Aragonez, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional
Preço: 6,00€

Comentários:
Estive bastante tempo à conversa com a vendedora que me explicou que a quinta que produz estes vinhos, trata-se de um negócio familiar de um casal que certo dia decidiu largar a vida da cidade, mudar-se para as beiras e começar a produzir vinho. Trata-se de uma quinta que apenas produz vinhos biológicos.
Nota muito positiva para o "Três Castas" da mesma quinta que embora não o tenha comprado, também é muito interessante (mas mais caro).


Arundel Young

Região: Alentejo
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Syrah, Tempranillo, Alicante Bouchet e Trincadeira
Preço: 4,50€

Comentários:
Comprei duas garrafas. Não por ser o mais genial ou o que mais gostei mas sim porque é ideal para um almoço que iria ter no dia a seguir com a minha família :)
Para além deste, no mesmo stand adquiri o vinho seguinte.

Joaquim Amaral

Região: Setúbal
Ano: 2012
Tipo: Moscatel de Setúbal
Castas: Moscatel de Setúbal
Preço: 14,00€

Comentários:
Moscatel de Setúbal é, para mim, a melhor bebida alcoólica existente à face da terra. Pelo menos das que provei até hoje. Como sou um adepto deste estilo, estou "mal habituado" a beber coisas boas. Como tal, não conhecendo, estava meio a medo. Infundamentado! É mesmo muito bom. Caro, sem dúvida alguma, mas penso que justifica.




Adegamãe - Petit Verdot

Região: Lisboa
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Petit Verdot
Preço: 8,00€

Comentários:
Quando vi a casta que era, fiquei com "as antenas no ar". Foi o primeiro vinho do stand que quis provar. Conforme suspeitava, é simplesmente genial. Para mim, o melhor vinho que bebi em todo o evento! Comprei duas (com uma negociação interessante com o vendedor consegui tirar 4€ ao total que iria pagar por estas duas mais a garrafa seguinte).




Adegamãe - Cabernet Sauvignon

Região: Lisboa
Ano: 2012
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Preço: 8,00€

Comentários:
Não costumo ser um fã de mono-castas de Cabernet. Os que bebi até hoje têm tendência a serem demasiado irreverentes e vegetais. Talvéz por também não terem sido as melhores escolhas...
Este apresenta-se complexo, com a acidez necessária e absolutamente genial no nariz. Estou mesmo muito curioso de o por à prova na mesa.



Dory

Região: Lisboa
Ano: 2011
Tipo: Tinto
Castas:
Preço: OFERTA!

Comentários:
Ainda no stand da Adegamãe, depois do desconto que tive, ainda tive direito a uma garrafa de 375 de Dory de 2011. Este foi o ano em que este vinho recebeu 92 pontos pela Wine Enthusiast e que bebi quando foi lançado no mercado (antes da critica que indiquei). É muito bom e justifica-se a subida de preço eu teve dada a fama que ganhou e a qualidade que tem. Claro que como consumidor, preferia que tivesse mantido o preço mais baixo :)



Foram bastantes as provas que realizei nesta manhã. Gostaria de deixar a critica a todas as provas mas torna-se impossível. Não posso é deixar de falar da prova do vinho de Carcavelos!
Pela primeira vez (tal como o vinho de Colares), tive a oportunidade de experimentar um vinho de um género raro e por isso muito caro. É bom, bastante bom e apenas justifica o preço de cerca de 30€ por garrafa pela pequeníssima produção. Fora isso, penso que é caro demais.
Deste tipo, provei duas variedades diferentes:

2005 - Politicamente correto, doce, bom! Fantástico para aperitivo. É produzido numa parceria entre a Câmera Municipal de Oeiras e a Estação Agronómica de Oeiras. Vendido em garrafas de 375, a 14,50€ cada.

1991 - Sabor a madeira muito mais evidenciado, menos doçura na boca e mais travo a aguardente. Este é produzido por uma pequena quinta em Carcavelos (não fixei o nome) e é mais aconselhado para digestivo (no meu ponto de vista). 

Ambos foram servidos a uma temperatura pouco mais baixa do que a ambiente (diria que a cerca de 13/14 graus).


E foi esta a minha experiência... Sem dúvida alguma que é para repetir! O problema será escolher caso seja um evento maior. Se neste que tinha apenas 12 stands tive algumas dificuldades em escolher quais seriam as minhas compras, imagino num maior!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Stats de Março

Chegado o final do primeiro mês da experiência, estava na altura de fazer o balanço do mês.
Importante referir que estão também incluidos alguns quilómetros feitos nas bicicletas do meu trabalho, durante as horas de almoço.


Mês anterior
Tempo: 0h0m
Distância: 0,0 Km
Ganho de altitude: 0m
Número de voltas: 0


Março 2015
Tempo: 4h24m
Distância: 68,2 Km
Ganho de altitude: 455m
Número de voltas: 15


Acumulado 2015:
Tempo: 4h24m
Distância: 68,2 Km
Ganho de altitude: 455m
Número de voltas: 15


Para primeiro mês, sinto-me bastante orgulhoso! Ainda há muito para percorrer mas é melhor que estar parado ;)

sábado, 23 de maio de 2015

Mercado do Vinho 2015 Cascais


Evento Facebook: https://www.facebook.com/events/917912651609795/

Lê-se o seguinte na página do evento:

Vinho, queijo e enchidos das várias regiões do país, são o mote para novo encontro no Mercado da Vila em Cascais! 
Do branco ao verde, do tinto ao rosé, são mais de cem referências de vinhos presentes no evento que decorrerá entre os dias 28 de Maio a 31 de Maio trazidas ate nós por produtores das várias regiões de norte a sul do País

Esperamos por si!


Decerto que darei uma "perninha" lá. Este tipo de iniciativas são sempre muito bem vindas. Principalmente quando se realizam perto de casa :)

A vertente financeira

Nesta altura considerava que estava a gastar mais do que tinha previsto. Sei que isto não é nada comparativamente a alguém que pratique esta modalidade com regularidade, mas budget é aqui a palavra chave.

Decidi fazer um mapa mental com as vantagens contra o investimento:

Prós:
O meu bem estar - Se há coisa que me faz sentir bem, é fazer exercício. Para além de me fechar no estudio a tocar, fazer exercício é a única coisa que me faz esquecer todo o stress e azafama do dia-a-dia. Nunca notaram o quão bem dormem depois de um dia em que fizeram exercício?

A minha saúde - Embora não tenha nenhum problema de saúde (sou abençoado nessa vertente) tenho a noção que o sedentarismo e a minha alimentação poderão ter repurcussões graves no meu futuro. Embora nunca seja tarde demais para fazermos exercício, estou com a idade em que me tenho de preocupar mais com isso. Afinal de contas, até aos 30 é que fazemos o corpo com que pretendemos viver o resto da vida...
Como se não foase razão suficiente, tenho dois detalhes adicionais para piorarem este fator:
Adoro comer e beber - Para mim não há nada melhor do que juntar-me com a familia e/ou amigos e fazer uma patuscada. Fui habituado a isso pelos meus pais, desde que nasci e não consigo passar sem isso.
Fumador - Sou fumador há bastantes anos e isso limita a minha capacidade respiratória bem como a minha resistência. Sim, deixar de fumar era a melhor solução tanto para a saúde como para a carteira. No entanto, já que não o deixo de fazer, enquanto estou a pedalar não fumo e melhoro tanto a resistência fisica como a respiratória.

Greves de transportes - Se há coisa que me tira do sério (MESMO!) são as greves recorrentes dos transportes públicos. Não vou explicar o porquê nem onde penso que podem ter razão (ou não) uma vez que não é esse o âmbito... Quem sabe um dia o faça :)
Quando o Metro não está a funcionar (nesta altura estamos a falar de uma vez por semana), tenho duas hipóteses: Vou de autocarro até ao Oriente, o que me leva cerca de uma hora, ou vou de carro de casa até Lisboa. Tento ao máximo evitar esta segunda hipótese. As razões são várias e hão de aparecer todas definidas algures no futuro. Para já vamos pensar apenas na razão budget! Levar o carro para Lisboa envolve portagens, gasóleo, parque mais caro, o meu tempo (saio de casa ás 7:00 para não apanhar trânsito e saio por volta das 20:30 pela mesma razão). Se formos a ver, o que deveria ser mais rápido, leva-me muito mais tempo.

Ambiente - Sei que não sou eu que vou acabar com a poluição mundial. Mas um oceano na sua essência é composto por gotas de água. Posso não fazer uma diferença como apenas um mas se me juntar a todos os outros que se preocupam, estou a fazer algo.

Mais um... - Existem movimentos pela utilização de bicicletas em ambiente urbano. Principalmente lutam a favor da criação de infra-estruturas seguras tanto para os ciclistas como para os veículos motorizados. Quantos mais andarmos pela cidade, maior será a nossa credibilidade. Afinal de contas, apenas se justificam certas obras se existirem utentes suficientes para elas...


Cons:

Desconforto - A primeira ida para lisboa tornou-se bastante desconfortável. Andar com uma mochila às costas, com portátil, almoço e todas as coisas normais que transportamos, foi mau para as minhas costas.
Outro fator é o chegar a pingar água ao escritório. E ir com a minha roupa de emprego não é o melhor para andar de bike...
Para o primeiro ponto, já tinha a resposta. O porta-bagagens para a Torah seria a solução. Quanto ao ficar coma roupa ensopada, tenho a sorte de trabalhar numa empresa que promove o desporto. Temos balneários onde se pode tomar um banho, abertos a qualquer hora. Bastava que tivesse uma muda de roupa  e a toalha na mochila.

Lugar para arrumar a bike - Mais uma vez, neste aspeto a minha empresa é um exemplo! Para além de termos 4 bikes que podemos usar sem qualquer tipo de custo, existem mais 10 lugares para as estacionar no parque. Assim, não me precisava de preocupar por deixa-la sem vigilância todo o dia. Aqui, o investimento estava seguro.

Tempo - Tive de avaliar o tempo que isto demorava. Embora tempo seja diferente de dinheiro, tempo acaba sempre por ser dinheiro. A ultima coisa que queria era perder mais tempo do que ja gastava.


Gastos atuais vs. gastos possíveis:
Os gastos atuais em casa, apenas em transportes (meus e da Pikena) são os seguintes:
- Parque de estacionamento para o carro: 3€ por dia. Total de 66€ por mês.
- Passe CP + Metro (meu): 69,55€
- Passe CP + ScottUrb (Pikena): 60€
- Gasóleo (média mês): 65€
- Viagens adicionais 2 vezes por semana para a Pós Graduação (Pikena): 30€

Depois de fazer umas contas simples, estamos a falar de mais ou menos 290€ por mês apenas em deslocações de/para trabalho/faculdade. Comecei a formular um plano a longo prazo e um a médio/curto prazo... No final ainda iria ficar a poupar dinheiro, mesmo com o investimento feito...