sábado, 5 de março de 2016

Maratona Sobral de Monte Agraço


Eu, o meu Pai e o M.S. já estamos inscritos. Pela primeira vez vou entrar num encontro no qual existirá classificação e tempos.
Nenhum de nós irá competir, vamos a isto pela experiência e para terminar a prova. De qualquer forma, ter uma classificação no final sabe sempre bem.
Garanto que em ultimo lugar não fico!

Vamos fazer a meia maratona onde 35km e mais ou menos 750m de altemetria separam a partida da meta.

Darei mais feedback depois da prova :D

sexta-feira, 4 de março de 2016

O suporte para intervenções


Não diretamente ligado a algum dos meus projetos de rodas mas sim a alguém que realiza (demasiadas segundo a Pikena) intervenções a bicicletas, a existência de um suporte ou bancada de trabalho é algo bastante útil.

Tive vários brainstorms com o meu Pai sobre o assunto (o verdadeiro "engenhocas" ou "MacGyver" pela criatividade que tem), mas nunca chegamos a um consenso sobre a forma ideal de o conseguirmos fazer. Batíamos sempre no problema da fixação do quadro. Necessitávamos de algo que possa ser móvel mas que mantenha a bicicleta suspensa.

E porquê que precisamos de uma coisa destas? A primeira e mais lógica razão é termos de estar com a bicicleta encostada a algum sitio. Depois é fazer com que as rodas fiquem suspensas para afinações de travões ou mudanças.

Nenhuma das soluções que vi era viável por questões de budget ou de versatilidade. Por essa razão pensamos em construi-lo nós. Mas nem sempre o caminho da criação ou do re-cycle é o melhor...

Numa das minhas pesquisas no EBay (não sei bem do quê) apareceu-me um dos tais (caros) suportes como os que as oficinas da Decathlon ou Sportzone possuem. E decidi usar as palavras "Bike repair stand" na pesquisa... E apareceu isto:


A solução é tão simples e acaba por ser a melhor! Lembro-me agora de ver coisas semelhantes nas boxes das corridas de motos transmitidas na televisão mas com dimensões e resistência superior. Mas o conceito é o mesmo!
Para além de poder ser usado apenas um, que já mantêm a bike em pé sem estar apoiada em alguma coisa, pode ser usado um segundo para ambas as rodas ficarem suspensas.
Adicionalmente, como é dobrável, a sua arrumação é fantástica porque ocupa muito pouco espaço.

Dado o preço, encomendei um (mais detalhes aqui). Caso veja que pode fazer mais sentido ter dois, compro mais tarde.

Claro que tem as suas limitações mas com as quais consigo viver:
  • Não é regulável em altura - Verdade mas nada que não se ultrapasse. Costumo fazer as minhas intervenções no jardim, em cima de uma mesa de plástico (aquelas brancas de jardim). Posso sempre por a bike e o suporte em cima da mesa. Se preferir trabalhar mais baixo, deixo-a no chão.
  • Não permite trabalhar no quadro quando este não tem rodas - Embora seja verdade, pela minha experiência isso é algo que acontece apenas em dois cenários. Ou tivemos um furo e estamos a fazer um remendo ou estamos a fazer um restauro. Apenas nestas circunstâncias é que isto era necessário. E nestas está mais uma vez está sobre a mesa, virada do avesso.

Um dos problemas que poderá ter é a aderência. Como é de metal, pode deslizar sobre ladrilho. Mas em relação a isso, também já tenho a solução... Lembram-se dos pneus velhos? Ora aqui está uma nova aplicação. A ver quando o receber, algures para o fim de Março...

Paint job v0.4/1.0


Novamente em pintura? É verdade... Depois de muitos quilómetros, alterações sucessivas e muita chuva, está novamente na altura de pintar a Utopia.
Embora o processo seja semelhante ao que ela passou há seis meses atrás, existem algumas novidades...
  • Não existirá a aplicação de primário - Como o fiz na primeira pintura, nesta altura não existe necessidade. Principalmente por já ter tido o tratamento e por ter mais duas camadas de verde, a proteção que o quadro tem será mais do que suficiente.
  • Isolamento de mais componentes - Um dos erros que cometi na primeira vez foi pintar partes que nunca estariam visíveis e que não havia necessidade. O melhor exemplo é o espigão do selim e o avanço do volante. Como já sei a "medida exata" para cada um deles, vou isolar as partes que ficam escondidas. Para além da óbvia poupança de tinta, mover estas peças depois de as colocar no lugar (ou a sua colocação inicial) torna-se muito mais fácil.
  • Aplicação de verniz - Embora tenha falado nesta fase da primeira vez que pintei a Utopia, nunca a cheguei a realizar. A tinta preta e verde foi a ultima fase e nunca apliquei a camada de proteção que o verniz pode dar. Adicionalmente, irá ficar com um acabamento mais brilhante (espero eu) e mais aproximado a uma "pintura de série". Estou curioso para ver o resultado final para confirmar se a prática iguala a teoria.
  • Menos componentes a pintar - Um dos componentes que restaurei da ultima vez, será agora substituído. Os veios dos pedais e roda pedaleira são novos pelo que não necessitam de pintura. E ainda bem porque foi dos componentes que mais trabalho me deu a isolar!

Slide show time!





terça-feira, 1 de março de 2016

Stats de Fevereiro 2016


Nas stats do mês passado, disso o seguinte:


"Embora este mês tenha feito um valor mais baixo do que costumo dadas as informações dadas anteriormente, acredito que em Fevereiro faça menos ainda. A troca de escritório veio atrasar as coisas por um lado mas acelerar por outro. Vamos ver se corre como pretendo..."

É certo que andei menos, é certo que tudo o que podia correr mal correu mas não foi por isso que parei. É certo que baixei o ritmo mas, a escrever isto no dia 1 de Março, dado o que fiz hoje pela primeira vez, penso que estes números vão mudar radicalmente no final deste mês... Pelo menos assim o espero...


Mês anterior:
Tempo: 14h32m
Distância: 233,3Km
Ganho de altitude: 1833m
Número de voltas: 36


Fevereiro 2016:
Tempo: 8h27m
Distância: 100,2Km
Ganho de altitude: 1753m
Número de voltas: 23


Total 2016:
Tempo: 22h59m
Distância: 333,5Km
Ganho de altitude: 3586m
Número de voltas: 59


Acumulado:
Tempo: 150h08m
Distância: 2436,8Km
Ganho de altitude: 22 493m
Número de voltas: 421

O roubo e final da Trailrock


Como disclaimer inicial, embora esteja conformado com o que se passou, é inevitável que tenha um piquinho de raiva quando escrevo sobre isto. Assim sendo, avisam-se os meus estimados leitores que abaixo virão atrocidades, palavras feias e muita mágoa. Se forem sensíveis a este tipo de coisas, aconselho que troquem de post, para bem da vosso estado mental. Muito obrigado pela compreensão.




















Daqui para baixo, o nível poderá descer bastante... É o meu ultimo aviso...


















Como deu para perceber pelos posts anteriores, a minha BTT foi roubada, sem dó nem piedade da estação de comboios na passada quinta-feira, dia 25 de Fevereiro.
Não sei se por ironia do destino ou porque simplesmente tento encontrar explicações lógicas para tudo, existem alguns dados incomodativos sobre a data em que algum(s) FILHOS DA PUTA (com letra grande porque são-no na sua verdadeira essência e um F e um P não seriam suficientemente expressivos), decidiram roubar-me:
  • Era o último dia em que iria para a estação
  • Foi no dia em que recebi o kit elétrico
  • Foi no dia em que fechei a data de uma pedalada em Sintra com o pessoal que me acompanhei no noturno (old stuff)
  • Foi no dia em que a Trailrock fazia 6 meses
Ok, pode ser tudo coincidência e estar a ver o que quero ver. Mas com tudo o que se tem passado, parece que algo anda a "gozar" comigo, a dizer que tenho de abandonar tudo o que é transportes e andar a pé. Basicamente tudo o que é carro e bicicleta tem corrido mal. Vá... Ao menos não me posso queixar da saúde mas não vamos agoirar...
Mas voltando ao roubo propriamente dito... Vinha eu de Lisboa no comboio, num dia igual a tantos outros, cheguei a Cascais e dirigi-me ao parque onde sempre deixei a bike. Ao olhar para lá, estava vazio, sem nenhuma bicicleta. Infelizmente, é habitual a minha ser a única às horas que chego (não que seja tarde mas porque os restantes ciclistas saem mais cedo que eu do trabalho).
A minha reação inicial (e durante os dois minutos seguintes) foi de vazio e nausea. Senti exatamente o mesmo quando me partiram dois vidros do carro para me roubarem um telemóvel reles de 100€ (sim, era bem básico e nada vistoso).

Dei meia volta, fui para o centro da estação para falar com alguém responsável sobre o sucedido. Encontrei um senhor da CP (provavelmente revisor por andar com a maquineta de verificação de bilhetes) e expliquei-lhe o sucedido. Prontamente chamou o segurança da estação que veio ter comigo.
"Era a Berg verde e cinzenta?" - perguntou ele de imediato...
"Como sabe? Viu alguma coisa?" - veio a restea de esperança em que a tivessem roubado mas que os tivessem apanhado... Eu sabia que não ia acontecer mas agarrei-me com toda a força a essa ideia, não conseguisse eu "usar a força", tal e qual um Jedi, para mudar o desfecho dessa noite.
"Eu vi cadeados no chão, já tinha reparado na sua bicicleta e não estava cá. Eles andam em grupo, em vários grupos e é impossível eu estar em todo o lado... Mas infelizmente pensei logo nessa bicicleta..."

Falamos cerca de uma hora, sobre o que se passou, sobre outros casos que ocorreram lá e os seus desfechos. Houve dois casos em que apareceram mas é raro que tal coisa ocorra. Quando disse no post anterior que o segurança tinha sido prestável, estava mesmo a falar a sério. Fiquei com ele a prestar declarações para o relatório, dei os meus dados e ele disse que me contactaria caso tivesse alguma informação adicional para eu passar à Policia.
Lá fui para casa, com a nausea a aumentar. Sentia-me violado por ter trabalhado tanto para isto e no fim, um grupo de montes de merda sem escrúpulos, em plena luz do dia, atacam a propriedade de outros, sem qualquer tipo de remorsos... Não lhes desejo mal, apenas gostava que passassem pelo mesmo, que fossem roubados, provavelmente os seus orgãos, enquanto dormem, para terem a mesma sensação que eu tive ao saber que mesmo que volte, nunca será o mesmo, por andar a ser profanado algures num mercado negro por alguém que simplesmente não pôde ser sério e teve de tirar um bocado do que é a nossa vida por direito.

Jantei e fui ao posto da PSP de Cascais, com quem já tinha falado por telefone ainda na estação.
Apresentei a minha queixa, forneci todos os dados da bicicleta e os respetivos documentos que comprovavam que era minha.
Passei cerca de 45 minutos a falar com o Agente, depois de ter aguardar outros 45 minutos para que o senhor anterior apresentasse a sua queixa de alguma coisa.
Foram bastante prestáveis, explicaram-me os procedimentos e disseram-me para não ter muitas esperanças. Os roubos desta natureza raramente acabam bem. Mesmo que apareça, regra geral está em muito mau estado e alterada, com metade das peças...
Mas houve um impresso interessante que tive de assinar, sobre responsabilidade, caso possua informações novas sobre o processo. Basicamente a ideia é prevenir que caso eu descubra o Neandertal que me fez isto, não lhe desfaça o focinho no vidro mais próximo que encontrar, ou que lhe parta todos os dedos das mãos, depois de lhe arrancar as unhas, uma a uma, desinfeta-las com sal e temperadas com vinagre. Afinal de contas não sou nenhum animal selvagem que vai deixar feridas daquelas infetar...

Por mais Dantescas que estas ideias sejam, nunca seria capaz de as fazer. Mas o impresso é para prevenir estas coisas. Assim sendo, caríssimo restos de merda, estás protegido por um impresso que me proíbe de agir sem envolver a policia. Estás safo!

Mas sinceramente, reza a todos os santos que consigas que eu nunca te descubra. Porque o impresso não te protege de acidentes...

E com isto, com raiva, tristeza e muita mágoa, me despeço da Trailrock porque tenho a ideia que nunca a voltarei a ver. E como "olhos que não vêm, coração que não sente", não voltarei a escrever sobre isto... Excepto se houver alguma descoberta por parte da policia... Ou um acidente...

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O fim da semana infernal


Embora horrivelmente dolorosa, a segunda-feira sempre foi para mim o primeiro dia da semana. O Domingo sempre me pareceu o ultimo, onde preparamos tudo para a nova batalha de 5 dias - no meu caso - seguidos de trabalho onde pouco ou nenhum tempo temos para fazer o que precisamos e/ou gostamos.

A semana que passou soou a que algo do além tinha vindo para me assombrar e que decidiu apertar comigo mais a sério porque não lhe devia estar a dar atenção suficiente. Apertar comigo porque nas ultimas semanas tudo o que é estranho tem acontecido comigo (ver este post da semana passada) e nos últimos dias decidiu ser bruta, fazendo com que o amigo Murphy seja um menino do coro...
Então, de forma calma, no comboio e posteriormente autocarro, tentarei explicar cada um deles. Isto é material que me dará umas boas horas de escrita...

Começando por ordem cronológica, tive os seguintes eventos na semana que passou:

QUARTA
1 - Atraso de 24h na entrega do motor elétrico

QUINTA
2 - Acordar às 3:00 para levar os cunhados ao aeroporto, onde tinham de estar às 4:00. Chegar a casa às 4:30 para dormir mais uma hora e ir para o trabalho.
3 - Ida para a estação com a Trailrock e ida para o trabalho de comboio + autocarro
4 - Erros na transferência dos meus dados de morada para a entrega da DHL
5 - Chamadas intermináveis para o serviço de clientes da DHL
6 - Lá entregaram o kit ao fim da tarde (o meu Pai não saiu de casa para esperar pela entrega que ocorreu apenas no fim do dia)
7 - Chego à estação de Cascais para descobrir que a Trailrock tinha sido roubada
8 - Horas a falar com o pessoal de segurança da estação (que devo dizer que foram muito prestáveis, sem ironia)
9 - Uma hora e meia para fazer queixa na PSP do roubo (também prestável e também sem ironia)

SEXTA
10 - Chuva torrencial, a Trailrock não iria decerto nesse dia para a estação (se não ia, foi no ultimo dia que a deixei na estação que foi roubada)
11 - Stress violento no trabalho, porque tudo decidiu "pegar fogo"
12 - Falar com todas as pessoas que conheço e andam de bike sobre o roubo. Quantas mais souberem, maior é a possibilidade de ela aparecer
13 - O Jojo, sensibilizado com o roubo, disse que tinha a antiga BTT dele para venda
14 - Jantar em casa de amigos
15 - Ao sair do local em que estava estacionado, o carro bateu por baixo e soltou algo que ficou a arrastar pelo chão
16 - Sim, ainda está a chover torrencialmente e não dá para perceber o problema com o carro. Deixei-o lá e um amigo levou-me a mim e à Pikena a casa

SÁBADO
17 - Acordar às 7:30 para pedir ao meu Pai para me levar ao carro e tentarmos arranjar seja lá o que foi que se soltou
18 - Reservatório do respiro do óleo partido, caixa tirada, tubo virado pa cima e está novo! Pelo menos até à próxima inspeção
19 - Almoço de aniversário do Sogro
20 - Trabalho na Utopia para iniciar a montagem do kit elétrico
21 - A roda com o motor não cabe e não tenho anilhas com a dimensão correta para servirem de espaçadores
22 - Ir ao encontro do Jojo para ver a bike que ele estava a vender. Comprei-a!
23 - Ir para o AKI comprar anilhas. Não há o tamanho que preciso. Comprei o mais aproximado
24 - Montar a nova BTT e prosseguir com o trabalho na Utopia

DOMINGO
25 - Acordar às 7:00 para montar o que restou da Trailrock na nova
26 - Ida para a serra fazer o test-drive à nova BTT
27 - Um tronco enfiou-se entre a cassete, corrente e desviador traseiro. Felizmente ia devagar e parei imediatamente. No entanto...
28 - ... um quilómetro à frente, ouço um estoiro brutal, a roda de trás bloqueou e vejo que o esticador rodou 180°, estava todo torcido e desfeito.
29 - O meu Pai seguiu pa casa para ir buscar o carro com o R.P. enquanto eu e o M.S. ficamos na Serra à espera porque o status da bike era "agarrado"
40 - Descobrir que para além do desviador, o dropout ficou também destruído
41 - Passar a tarde toda a finalizar a Utopia
42 - Test-drive à Utopia e primeira experiência numa E-Bike (sim, a Utopia 1.0 é uma realidade)
43 - As dores nas costelas, da queda da semana anterior voltaram. Desde sábado que têm mostrado que ainda cá estão e que me vão atormentar as noites e manhãs (apenas nestas alturas do dia me dói)


Houve muita coisa que se passou... E muito provavelmente deverei falar de cada uma delas em separado. Mas tinha de pôr tudo para aqui, de forma sequencial e cronológica.

É segunda, o inicio de uma nova semana e tudo se irá resolver, de uma forma ou de outra... Melhores dias virão!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Roubado!!!


Agora que já se passou uma noite completa, quase em branco porque não conseguia dormir, anuncio a triste realidade...

A Trailrock foi roubada da estação de Cascais, em plena luz do dia...

E para já é tudo o que consigo/tenho capacidade para dizer...